Neste fim de semana passei as melhores 48 horas da minha vida. Pelo menos da minha vida recente, porque não lembro da minha tenra infância quando brincar no parquinho ou ir para a praia e passar horas montando castelinhos de areia ou engolindo água do mar poderia ser tão divertido que eu me imaginaria no paraíso. Tudo foi uma delícia, os programas planejados, as mudanças de rumo repentinas, o caminhar pela chuva com o cabelo despenteado, e as mãos entrelaçadas. Sabe o que é dormir com a melhor sensação do mundo? E acordar feliz da vida, de um sono reparador, mesmo que sejam poucas horas?
E a única coisa que ele me pede é para eu não encanar. E eu juro que tento, faço o meu melhor, mas às vezes bate aquela insegurança velha, vinda das experiências prévias, de alguns comentários que escuto por aí. Mas querido, prometo que estou no caminho. Já desencanei de várias coisas. Metade das minhas dúvidas e inseguranças você me fez perceber que são nonsense e bobas. Coisas do passado pré-histórico e com homens errados.
Porém escutei, e confesso que me doeu muito, a frase "Fico feliz por você, aproveite, mas cuidado porque cedo ou tarde as pessoas vão te machucar". Cara, como é horrível dizer isso. Ou será que ouvir é bem pior? Claro que se julgarem pelo meu histórico de canalhas, o comentário até que serviria, mas se vissem que eu mudei, e que ELE é a pessoa mais doce, sensacional e incrivelmente parecido comigo, iriam calar a boca.
Analisando, acho que "machucar, magoar ou decepcionar" são palavras e experiências ruins, vindas de grandes expectativas não cumpridas. E claro que eu tenho minhas expectativas, mas estou muito pé no chão. Já descobri que de amores lejanos só ganhei mágoa e alguns CDs e livros. De homens super bonitos, descobri minha insegurança e os ciúmes. De homens divertidos e baladeiros descobri a falta de compromisso. De homens complicados descobri dores de cabeça e falta de paciência. De homens razoáveis descobri a falta de interesse.
De tudo isso descobri o que eu quero. Companheirismo, carinho, risada. Quero uma pessoa para estar ao meu lado nas horas bacanas, nos momentos complicados. Quero alguém com quem eu possa crescer. Quero alguém para compartilhar minha vida. Quero alguém que tope dormir de osito e pular de bungee jump. E confesso, acho que já o tenho em mãos.
E quando acho que tenho todo o direito de ficar magoada com os outros, com a falta de compreensão alheia, ou até mesmo a inveja da minha felicidade (visível a olho nu), não consigo. Travo, viro bicho, rabugenta e com um beiço do tamanho do Titanic. Confesso que preciso melhorar nisso. Terapia resolve. Descubro que passam noites chorando, discutindo com seus respectivos, com problemas financeiros. E então, eu me sinto uma merda por ficar triste com coisas tão pequenas.
Monday, October 31, 2005
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