Esse fim de semana fui madrinha e testemunha do casamento da minha irmãzinha. Ela estava uma noiva deslumbrante para um noivo bárbaro e visivelmente apaixonado por ela.
Foi o resultado de quatro anos de um relacionamento que foi amadurecendo e de 12 meses de preparativos para a festa. Foram árduos 360 dias (aproximadamente) em que se comemoraram muitas conquistas e se chateram com pessoas decepcionantes e momentos frustrantes. Só que acabou, e de maneira soberba.
Sempre achei que não choraria no casamento e na festa. Afinal, há algum tempo já não convivo com minha irmã, e não posso dizer que sempre fomos melhores amigas. Por que eu choraria na ocasião? Ninguém pisaria no meu pé, ninguém ia casar contra a vontade?
Mas me enganei profundamente. Porque eu chorei, bem, as lágrimas não chegaram a cair, mas que elas ficaram acumuladas em meus olhos, isso sim. Chorei de felicidade. De ver minha irmãzinha, com quem passei várias tardes brincando de Barbie, de casinha e com quem eu brincava de gladiador dependendo do assunto e do humor (gosto de pensar que é uma atitude típica de duas irmãs), como uma princesa no altar, decidindo seu futuro, assumindo que não é mais uma menininha e sim, uma mulher, pronta para assumir uma vida a dois e em um futuro ser mãe e ter sua própria família.
Chorei porque vi aquele noivo bobão pela garota, chorando e rindo de felicidade. Chorei ao ver pessoas da família com seus lencinhos em mãos para limpar as lágrimas, emocionei-me ao ver ilustres conhecidos (para mim, mas não para os noivos) encherem seus olhos de água com o amor dos dois. Foi lindo, foi emocionante.
Tudo deu certo. E todo mundo que estava na festa adorou o evento, ficaram felizes, dançando até a mais tenra madrugada. Foi bárbaro. Estou muito feliz com tudo!! Estou feliz por ter dado tudo certo, porque os noivos se amam e puderam comemorar o amor com as pessoas queridas, estou feliz por ter chorado. Por ter aprendido a se emocionar.
Monday, March 27, 2006
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