Ultimamente estou com mais vergonha dos outros do que de mim mesma. E é fácil entender o porquê. Que país é esse em que um presidente de nada sabe?
Ou então de um empresário (pode-se dizer isso do Vedoin) bandido, sem qualque sinal de ética ou civilidade depois de ter sido no esquema das ambulâncias agora negocia em valores a exposição de outros novos ou velhos nomes de comparsas envolvidos, fazendo chantagem, vendendo notícia e pior, tentando ganhar mais dinheiro às custas do povo. Gente como eu que paga as contas em dia, acorda todo dia, trabalha feito um jumento, e ainda faz o milagre de não ter dinheiro na conta no fim do mês.
Pois é. Fico imaginando como na época de minha mãe e meus tios havia toda uma luta, um pesnsamento, uma ideologia de que sim, se poderia mudar o mundo, para melhor. Fazer algo diferente. O que aconteceu com o mundo, e não foi só o Brasi, para mudar tanto?
Hoje na Marginal Pinheiros aquele puta trânsito. Tudo o que eu queria era pegar um helicóptero. Mas não podia. E fiquei ali no trânsito. Enquanto isso um carro na minha frente teve a maravilhosa idéia de pular de uma das marginais (a grande) para a lateral (de menor velocidade) porque essa estava andando mais rapidamente. Só que para isso ele atropelou o canteiro, ferrou toda a suspensão do seu carro e ainda por cima causou o maior fuzuê pois queria entrar com seu carro, a 45 graus em uma pista veloz com vários carros vindo em velocidade máxima. Ou seja. Esperteza ainda é considerada uma virtude.
Quem conhece minha mãe provavelmente já ouviu ou ainda vai ouvir uma história minha que ela conta SEMPRE. Logo após ter regressado de viagem ao exterior, onde vi sim sinais de cidadania, civilidade e um politicamente correto exagerado, mas havia, fomos todos à praia no fim de ano.
Épcoa essa em que há trânsito, passa-se calor no carro e os pedágios abusivos não assustam ninguém. Era tanto o congestionamento que um carro fez a mesma coisa, desceu aquela divisão íngrime entre a pista da subida e descida da Imigrantes, e pegou o caminho de volta para a capital. No carro, eu - em pânico - gritei! Achei um abusrdo, falava "mãe, isso é proibido".
Pois é. No mundo dos espertos eu sou trouxa. Mas na minha educação e história de vida, faço isso para dormir tranquilamente à noite. Sabendo que estou no mundo dos justos.
Tuesday, September 19, 2006
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