Thursday, July 27, 2006

Monday, July 24, 2006

mundo fútil

Eu sei que adoro roupas, sapatos, bolsas, filmes românticos, chocolates, comida mexicana, mimos e acessórios. Sei que quando me reuno com as minhas amigas não discutimos sobre a possibilidade da expansão da "guerra" entre o Líbano e Israel. Não comentamos sobre o grau de ridículo que foi o convite de Fidel Castro à última reunião de cúpula do Mercosul.

Quem sabe às vezes discutimos o valor do dólar, a questão do mensalão/mensalinho e CPI dos sanguessugas. Quando estou com meu namorado tampouco nos reunimos para comentar sobre o possível desmantelamento do PCC na capital as repercussões sócio-econômicas que isso possa gerar. Ultimamente conversamos sobre os casos dos Richftofen e do casal novinho que foi morto na Grande São Paulo.

Tá OK, tenho opinião sobre todos esses tópicos e tantos outros, mas confesso que prefiro conversar de temas mais amenos e me sentir um pouquinho mais feliz nesse mundo sujo, poluído, inseguro, violento e corrupto.

Mas isso não me faz uma pessoa totalmente fútil. E talvez por isso, fique super chocada quando me deparo com pessoas que trabalham na mesma área que eu, na mesma empresa que eu, se reunam durante o almoço para conversar sobre a melhor posição para se tomar sol em praias descoladas e atrair o olhar dos homens ao redor. Ou então, do tamanho do decote estratégicamente selecionado para exibir o bronzeado. Também não exibiria para meus colegas de trabalho imagens de mim, bêbada, em uma festa, com direito a comentários sobre o corpo de homens presentes nas imagens.

Não eu que não pense nisso ou em outros tantos temas "menininha", mas não costumo discuti-los com pessoas do meu convívio que não são meus/minhas grandes amigos/amigas. Atire a primeira pedra quem nunca entrou em um site de fofoca ou de imagem de galãs da última copa do mundo. Mas tudo tem um limite, local e hora.

Certo? Ou não, será que estou virando uma careta sem medidas?

Monday, July 17, 2006

Better get used to it

Well, face it, it was about time to get used to this feeling. Some many things mixed that makes it hard to pinpoint an exact feeling or particular reaction to the breaking news.

Tomei uma das maiores invertidas da minha vida. E olha que nem imaginava que ela fosse possível. Mas talvez tenha sido melhor mesmo. Iniciar a compreender o significado das palavras e da falta das mesmas. Aprender a valorizar a si próprio.

Mas foi foda. Por 2 horas. Depois passou. Já quase esqueci de tudo. Ainda bem que tenho cérebro seletivo. A pouca memória me ajuda a eliminar os conteúdos inconvenientes. Thank goodness.

Amor, obrigada por sempre me dar o seu ombro amigo e carinho precioso.

Monday, July 10, 2006

No mundo cultural

Nunca cobri e nem sei se teria bagagem cultural e intelectual suficiente para cobrir histórias e matérias culturais. Copnfesso que não tentei ler Ulysses de James Joyce - dele, só li um livro de contos, rapidinhos, sobre a vida em Dublin. Tenho uma certa ignorância com determinados gêneros musicais e certamente se tivesse que fazer uma resenha de algum assim, sairia um desastre ou pasaria semanas viradas, a base de muito café, em busca do tão sonhado conhecimento.

No entanto, se tivesse que fazer resenhas de programas de TV ou cultura pop, quem sabe, literatura e mundo cultural latino, aí sim eu me sentiria feliz. Sou viciada em reality shows. Não só nos BBBs da vida, mas todo e qualquer programinha de meia hora que as pessoas topem expor suas vidas ou anseios. Quer programa mais americano e de "loosers", mas que na verdade não são tão loosers assim que o "MADE"??

Eu adoro esse programa (ah... para quem não sabe, passa na MTV). Trata-se de pessoas regulares, normais, ordinárias que topam entrar em um super programa para atingir um objetivo mega inalcanlçável e no meio do caminho descobrem que se sentem melhor em seus próprios sapatos, por assim dizer.

Outro dia teve de um rapaz bem gordo, super meninininha, cujo sonho era se transformar em jogador de futebol da escola (high school). E veja bem, esporte no colegial é levado muito seriamente, bem diferente do que é apresentado nas escolas de elite aqui em SP, pelo menos, em que as meninas não querem jogar nada mais do que volei, e olha só, não seja tão agressiva no jogo para não marcar meu braço ou quebrar minha unha. Em vários episódios, você ve umas garotas que poderiam se passar por garotas medianamente populares ou normais em qualquer lugar do mundo, mas nos EUA, coitadas são mega excluídas e seus sonhos são serem as líderes de torcida da escola. Poor people!!

Em alguns casos, os técnicos das modalidades ou estilos de vida escolhidos são tão bons que eles conseguem se transformar no que querem, ou chegam bem próxmos aos seus sonhos. Fico imaginando quem teve a idéia (genial) de desenvolver esse programa, quem topa entrar para ele, e como é o processo de seleção das cartas, dos técnicos, enfim. Será que realmente essas pessoas precisam desse incentivo, em cadeia nacional, para verem que são bacanas como nasceram??

Eu acho que sim. Para muita gente, tudo é questão de aprovação aos olhos terceiros. Não basta a mãe e o pai falarem que você é legal do seu jeito, ter uma meia dúzia de amigos que concordam com suas opções e gostos particulares. É preciso ter o "auxílio" de um treinador, supostamente fera na área que se quer dominar, para essa pessoa falar para o sujeito "estou orgulhoso do seu desempenho". É assim que funciona a sociedade americana.

Outro programa que eu adoro é aquele de competição ao redor do mundo por um prêmio de
US$ 1 milhão. É bem bacana. E a atual edição do programam é para famílias percorrerem, o que acredito ser os EUA, e não o mundo, mas não sei porque perdi o primeiro episódio qual será o roteiro. Se com as duplas, das edições anteriores, os telespectadores encontravam vilões, mocinhos, casais desfuncionais, com famílias então, acredito que essa temporada promete. Meu sábio avô já dizia você só conhece alguém depois do primeiro porre e depois de uma viagem. Daí o apelo de tantos casais, em fase de pré-noivado ou casamento, quererem participar do show (claro, tirando o prêmio gigante da equação né).

Eu particularmente acho que fazer viagens é um ótimo caminho para aprender melhor como é a outra pessoa e vislumbrar como será uma possível vida a dois. Acertar o lado da cama, ver como cada um reage ao trânsito na estrada, a lugares ou idiomas pouco familiares ou hospitaleros, enfim, todas as pequenas coisas que dão mais união a um casal. Mas viajar concorrendo a um milhão de reais, eu só faria com alguém com quem não queria testar nada, e sim, os nossos limites para tentar chegar o mais próximo possível desse prêmio.

Em outro braço cultural, estava lendo sobre uma nova cantora, super em ascenção inglesa, qu começou seu sucesso e seu fã-clube na internet. Nunca ouvi falar, antes disso, ou escutei algo da cantora Lily Allen, mas confesso que estou tentada a procurar algo dela na rede. Não sei qual é a grande comoção em relação a ela, uma vez que a americana Michelle Branch surgiu da mesma forma. E eu, na época, grande fã do Napster e companhia, procurei suas músicas e fiquei fã. É tudo a mesma coisa, só que os destaques dados são bem diferentes.

Talvez seja o timming.

Tuesday, July 04, 2006

Ipodada

Pois é.. ganhei o meu iPod de aniversário. E me apaixonei por ele, pelos serviços e funcionalidades. A qualidade de som é excelente e o design.. é o máximo mesmo, igualzinho ao que eu tinha pensado.

Depois de tanto cobrir o aparelho, a empresa, suas novidades, guerras competitivas e cadeia de negócios, ganhei o meu!!

Monday, July 03, 2006

O retorno

Não gosto particularmente destes posts gerais, cheios de dados e curiosidades depois desse prolongado afastamento, mas finalmente consegui uns 15 minutinhos livres e aí vou desembuchar tudo mesmo.

Sobre meu aniversário - valeu para ver quem se lembrou, quem curte uma balada e quem são os verdadeiros amigos. Gracias chica, por tu amistad y compania.

Sobre a vida - "deixa a vida me levar", já dizia Zeca Pagodinho. Tô meio sem planos, sabe? às vezes penso em tocar minha pós, às vezes penso em entrar no Vigilantes do Peso. Em outras ocasiões, quero virar dondoca e passar o dia fazendo massagens, manicure e cabelereiro. São raras as ocasiões em que quero disputar a maratona de Nova York.

Sobre o amor - ele é lindo, ele está lindo!!! Já dizia Jill Scott "relationships get ill, no doubt". É isso mesmo, tem dias que as coisas estão bárbaras, que um olha ou fala com outro e se renova aquela certeza de que duas almas são e podem ser, durante muito tempo, compatíveis. Já em outros momentos, quando não se vive isolado no Tibet ou na Mongólia, as pessoas se cansam umas das outras, colocam para fora todas aquelas neuras e manias capazes de corroer até as facas Ginzu. Ou seja, é um relacionamento saudável, longo e estável.

Divagações gerais -
Uma pessoa pode se enganar durante quanto tempo? Qual a duração de uma vida repleta de enganos pessoais, e não me refiro à escolha de uma roupa cafona, uma cor de cabelo terrível ou amigos. Refiro-me a escolhas do porte de carreira profissional, pessoa com quem quer compartilhar o resto da vida, medos supostamente superados, esse tipo de coisa.

Estou em um momento muito particular, em que desejo refletir sobre esse tipo de situação. Conheço pessoas próximas a mim (dos 20 aos 50 anos) que estão morrendo de tristeza com a duvida da escolha profissional, ou então que estão se questionando sobre relacionamentos duradouros amorosos (ou não tão duradouros assim), ou que perdem o sono a noite com o dilema dos próximos passos, com a educação dos filhos, com uma culpa incrível por ter se enganado sobre o que considerava ser melhor para si próprio.

Tenho uma teoria particular de que você pode enganar e trair o mundo todo durante toda uma vida, mas nunca conseguirá se enganar por muito tempo. Tenho uma amiga que era uma pseudo maluca-alternativa, enchia o caneco todas as noites, ficava com vários homens (sempre maravilhosos, confeso), dando espaço para seus sonhos e taras sexuais mais liberais. Quando primeiro a conheci, achei ela bárbara, tão bem resolvida, tão moderna, tão independente. Pensava coitada de mim, que tem manias, pudores e paixões românticas.

Para quem olhava de fora, ela é uma menina "moderna", ou dependendo das mentes mais ou menos fechadas, era uma menina "dada". Para olhos externos, ela fazia isso tudop sem o menor arrependimento, nem nada. Só que apenas ela, e só ela, pode comentar o quão mal isso fazia para si própria, porque ela não acreditava nessa "liberdade" toda. Ela julgava que ao fazer isso, ela estaria se transformando em alguém mais descolada, alguém diferente dela. Mas não conseguiu e hoje em dia leva uma vidinha normalzinha, noiva de um rapaz super careta!!!

Enfim, recado aos navegantes: sempre confie em si mesmo e não se engane.

Wednesday, May 10, 2006

O noivo e o marido

Andei percebendo uma equação do mundo masculino. Todas as vezes que o homem, durante seu noivado, concede às demandas da noiva e deixa ela decidir a cor da gravata, a flor do arranjo de mesa, as músicas da festa, a música da valsa, a lua de mel, o que será servido no bufê é diretamento proporcional ao tempo em que o homem é o ser dominante da casa, com o controle remoto na mão.

É sério, estou para conhecer casais que assistam, na maior parte do tempo, aos programas de TV escolhidos pela mulher. É sempre o homem!!

Wednesday, April 26, 2006

Hoje pela manhã assisti no programa da Ana Maria Braga uma entrevista dela com o Leão, ex-técnico (demitido) do Palmeiras.

Isso é que é expansão do futebol em ano de Copa. Por mais que a Ana Maria seja palmeirense, e aparentemente (pelo andar da conversa/entrevista) são amigos, não acredito que a grande maioria do público dela seja formada de torcedores de futebol ou fanático por esportes.

É bacana quando ela traz nadadores, judocas ou outros atletas em ascenção para que eles ganhem, finalmente, reconhecimento em cadeia nacional dos feitos realizados. Dos campeonatos ganhos, medalhas recebidas por esportes que nem sempre são destacados nos jornais e publicações de grande porte. E isso sem contar com a possível falta de patrocínio, espaço para treinamento decente.

Agora, quando ela traz o Leão para contar um pouco sobre o histórico do bafafá no Palmeiras, da decadência do time (embora ele tenha negado que seja essa a situação), eu achei demais.

Sou fã dela.

Thursday, April 13, 2006

Hay que elegir?

Porque en este puto mundo se decidió que hay que elegir las cosas?
Mi casa o tu casa? Rojo o amarillo?
Vamos en mi auto o en tu auto?
Caliente o frio?

Les digo que es insoportable. Y lo peor, para mi, es que soy tan pero tan estupida que siempre elijo lo que no quiero hacer. Lo hago por el, para mantenermonos en buena onda. Elijo viajar contigo hasta el fin del mundo. Elijo dejar de salir a los fines de semana para quedarme en tu casa mirando la tele. Elijo volverme a mi.

Que tarada soy!

Tuesday, April 11, 2006

paixão ou amor?

Nunca tinha dedicado tempo ou neurônios para pensar na diferença (além do óbvio) do amor para a paixão. Mas há, sim, diferenças gritantes. Um pode ser mais gostoso que o outro, um pode ser mais desgastante que o outro. Cada opção tem suas vantagens e desvantagens.

Porém, talvez chegue um dia em que todas as pessoas do mundo param para pensar no tema. Afinal, é preciso optar por um dos lados, certo? Pois bem, do nada, parei e pensei no assunto.

Sabe quando avós, amigas e colegas dizem "mas o amor a gente não escolhe"? Na minha humilde visão, é mentira. Amor a gente escolhe sim, a gente decide se o relacionamento vale a pena, se aquilo que o parceiro te oferece é compatível com sua visão de amor ou se ele/ela atende às expectativas mínimas para se converter no príncipe/princesa encantado(a). Somos nós e nossos cérebros que dizemos ao resto do corpo "vamos lá, nesse a gente investe, esse vale apena. Ele pode e tem chances de te fazer feliz e realizar seus sonhos".

Já a paixão não. É um golpe fulminante. Uma adaga no lado esquerdo do peito. Você não escolhe. Você um dia se vê impossibilitada de dizer não àquela pessoa, não consegue mais se imaginar sem o sorriso, o corpo ou a companhia da tal pessoa. É quase um ato involuntário.

E quando os dois acabam?? Uma paixão te arrasa, é tão devastador quanto o furação Katrina. Você não consegue sair da cama, afinal como vai viver sem aquilo ao qual não conseguia deixar de atender os desejos? Como enxergar a vida com os olhos felizes, sendo que na sua imaginação e delírio, isso só era possível devido à companhia do dito cujo? Como vai enfrentar o mundo? De quem vai escutar todos aqueles elogios e com quem vai sonhar os sonhos futuros?

O amor quando acaba é péssimo. Dói e é triste. Mas não te mata. Por que? Porque você analisa, pensa, julga e chega a uma conclusão de que a tal pessoa realmente não atendia aos pré-requisitos básicos para o cargo de príncipe encantado. Ele não era para você. Os sonhos, as viagens imaginárias continuam, eles são independentes da pessoa. Só precisa agora escolher a próxima companhia (seja um amor, uma amiga, parente) e até criar a coragem de fazer a tal viagem sozinha?
Daí nascem os ditados "muito jabá para pouca farinha, minha areia para um caminhãozinho, o coitado se julgava a última coca do deserto, a última empada do boteco" e por aí vai.

Para mim, e em análise de todos os relacionamentos destruidores, auto-destrutivos, insanos e saudáveis, a paixão é usar alguém como muleta. É o papelinho azul ou laranja que os fotógrafos das revistas colocam na frente das câmeras para bater a foto e tornar o ambiente mais bonito e sedutor. Para qualquer fotógrafo profissional, trabalhar sem esse material é dar um tiro no pé, é perder a carreira, é tirar a graça e o charme das fotos e privar as pessoas de imagens bacanas.

Já o amor é o auxliar da fotografia. É a pessoa que leva e carrega os equipamentos, que monta o ponto do flash. É aquele com quem você pode contar na hora da dúvida entre optar pelo preto e branco artístico ou pelo marcante colorido de um jardim. Você até consegue viver sem ele, mas qual é a graça em ter um trabalho dobrado e imaginar que perdrá várias boas opções de imagem?

Total viagem minha, certo?? Talvez. Sem dúvida.

Mas descobri o meu auxiliar da fotografia. O cara é tão competente, tão bacana que as fotos que tenho tirado precisam ganhar um Pulitzer ou merecem, em algum tempo no futuro, seu próprio livro com editora e tudo. Consigo sim imaginar minha vida sem ele, afinal já se passaram 20 e tantos anos desta forma, mas escolho que não quero. E isso é o resumo do amor. Votar em um dos caminhos, de maneira consciente.

Friday, April 07, 2006

Quando o momento chega

Enough is enough.

Sabe quando o organismo tem reações estranhas, adversas e alheias ao seu interesse e controle?
Estou assim -- besta mesmo. Quero sair para cantar, dançar, rever amigas e falar milhares de baboseiras. Rir, me sentir parte integrante de um mundo mais amigo, digno de bons momentos e oportunidades e não tão voltado para o trabalho.
Não a toa estive empenhada em chamar minhas amigas para sessão de revival, sessão de compras e até sonhei com várias pessoas da época da faculdade.

Daí uma música estilo "vá fundo, lema da semana"

I don’t wanna clear the cobwebs from my head
Time will bring them back I bet
So if you hear me say that I believe in love
Don’t make me feel ashamedI used to sing the saddest songs
And while in the meantime roaches used to climb my door
Falling back down to the floorI used to read survival guides
When my world was full of seven legged cats
But here iam with eight more lives
I’m ready for the good times
I’m ready for the good times
Now that I’m not alone
You know it
Oh oh oh
You better now ignore it
I don’t want to look at fashion magazines
While someone is doing my nails
Sitting here watching other people live
Frozen by the fear to fail
Cause everyday theres a war to fight
And if I win or lose never mind
As long as you’re my shelter every night
I used to cry against a wall
But now I’ve got a shoulder that I can lean on
Swear to me you wont be gone
I’m ready for the good times
I’m ready for the good times
Ready to get it onI’m ready for the good times
I’m ready for the good times
Now that I’m not alone

Monday, March 27, 2006

Casamentos fazem chorar

Esse fim de semana fui madrinha e testemunha do casamento da minha irmãzinha. Ela estava uma noiva deslumbrante para um noivo bárbaro e visivelmente apaixonado por ela.
Foi o resultado de quatro anos de um relacionamento que foi amadurecendo e de 12 meses de preparativos para a festa. Foram árduos 360 dias (aproximadamente) em que se comemoraram muitas conquistas e se chateram com pessoas decepcionantes e momentos frustrantes. Só que acabou, e de maneira soberba.

Sempre achei que não choraria no casamento e na festa. Afinal, há algum tempo já não convivo com minha irmã, e não posso dizer que sempre fomos melhores amigas. Por que eu choraria na ocasião? Ninguém pisaria no meu pé, ninguém ia casar contra a vontade?

Mas me enganei profundamente. Porque eu chorei, bem, as lágrimas não chegaram a cair, mas que elas ficaram acumuladas em meus olhos, isso sim. Chorei de felicidade. De ver minha irmãzinha, com quem passei várias tardes brincando de Barbie, de casinha e com quem eu brincava de gladiador dependendo do assunto e do humor (gosto de pensar que é uma atitude típica de duas irmãs), como uma princesa no altar, decidindo seu futuro, assumindo que não é mais uma menininha e sim, uma mulher, pronta para assumir uma vida a dois e em um futuro ser mãe e ter sua própria família.

Chorei porque vi aquele noivo bobão pela garota, chorando e rindo de felicidade. Chorei ao ver pessoas da família com seus lencinhos em mãos para limpar as lágrimas, emocionei-me ao ver ilustres conhecidos (para mim, mas não para os noivos) encherem seus olhos de água com o amor dos dois. Foi lindo, foi emocionante.

Tudo deu certo. E todo mundo que estava na festa adorou o evento, ficaram felizes, dançando até a mais tenra madrugada. Foi bárbaro. Estou muito feliz com tudo!! Estou feliz por ter dado tudo certo, porque os noivos se amam e puderam comemorar o amor com as pessoas queridas, estou feliz por ter chorado. Por ter aprendido a se emocionar.

Tuesday, March 14, 2006

é melhor parar

Acho que amadureci. Hoje obtive a senha de seu e-mail para que eu enviasse uma mensagem urgente. Cocei meus dedos, torci meus pés e enrolei uma perna na outra (tal como uma cobra) mas não procurei mensagens antigas de ex namoradas, mulheres estilo femme fatale nem nada disso.

Amadureci porque encontrei, finalmente, um relacionamento normal, estável, sem complicações idiomáticas ou de fuso horário. Sem problemas de falta de interesse ou de confiança (fora o ciúme básico).

Em outras épocas, eu teria averiguado todas as pastas de e-mail da pessoa, lido e relido textos considerados suspeitos, indagado sobre palavras, frases e feito crises horrendas de ciúme, com direito a lágrimas, crises nervosas e até febre psicológica. Foi um relacionamento terrível e que felizmente acabou, me dando uma baita lição de vida.

PD.. editado. não aguentei e chequei um só nomezinho. Besta da minha parte ne??

Wednesday, March 08, 2006

números

Eu particularmente não gosto de números, mas eles fazem parte da minha vida. E não é apenas de contas matemtática, contas a pagar ou vezes em que eu penso que a vida está boa.

Desde ontem, notei que alguns números exercem outros significados. Coloco abaixo exemplos

Número da depressão: 34
Ou seja, um manequim 34 de uma mulher absolutamente LINDA, alta, loira e magra, experimentando uma calça deste tamanho em uma loja. E na hora de pagar, aparece a babá com sua criancinha bebê. Não só é maravilhosa como milagreira em menos de um ano do nascimento do rebento, portar esse manequim.

Número do peito: 7
Foram sete modelos de sutiã que eu experimentei ontem, todos sem suceso. Ou meu busto ficava achatado, ou sobrava e escapava pela frente ou lados. Medonho

Número da balança: 4
É o máximo de vezes que eu me permito (ou talvez que meu medo me permita) subir na balança por mês.

Probabilidade: 0.0010%
As chances de duas pessoas que trabalham na mesma empresa, com mais de 2 mil pessoas, se encontrarem nas mesmas aulas de academia ? Relativamente poucas, mesmo se considerarmos o fato da academia ser próxima ao escritório e da existência de um desconto para funcionários malharem.
Agora, imagine que essas duas pessoas, que nunca trocaram mais do que um oi, nossa, que aula bacana, que calor, o dia vai ser puxado hoje, são as exatamente duas pessoas que têm uma reunião na próxima sexta-feira e não se conheciam "profissionalmente"

Tinham mais alguns exemplos, mas no momento não lembro.

Friday, March 03, 2006

estão acabando conosco

Há quase 10 anos, eu dei uma de metida e escrevi vários contos (alguns até publicados). Acredito verdadeiramente que o conteúdo de toda e qualquer história precisa ser criado em momentos de conflitos internos. No meu caso sinto pequenas formigas passeando pelos meus braços e mãos, um comichão interno. É nessa hora que pego um lápis e papel e escrevo (não é no computador não). Para sair e fluir, é preciso ser escrito.

Na ocasião, eu escrevi um conto sobre duas meninas que saiam da academia (super estereotipadas, obviamente) e que no final do conto, desapareciam. A moral da história é que todo mundo é um pouco dessas meninas, todo mundo segue algumas modas, estereotipos, etc. Somos todos facilmente camuflados em um mundo que se deve obedecer a determinadas situações, por mais ridículas que possam parecer.

Acontece que hoje em dia, frequentando a academia descubro que não são personagens esses estereotipos. E o pior, há casos piores que os estereotipos retratados naquele texto. Entendo o desejo humano de se comunicar, amar e ser amado, porém algumas pessoas vão muito além do usual para chegar a esse ponto. Tem uma senhora (sim, deve ter seus próximos 40 anos) na academia cujo sonho maior de realização pessoal é ser popular. Tenho a impressão que desde pequena ela sempre quis estar entre as descoladas, seja da escola, do bairro, da cantina ou da faculdade, sei lá. E sei reconhecer porque tampouco fui da panela popular na minha juventude. Só que eu cresci e descobri que ser popular varia de acordo com a idade, interesse e etc. Quem disse que as populares da escola são as populares do círculo profissional e social que frequento hoje?

Só que essa mulher não. Ela ainda insiste nesse sonho pueril. Todo dia, ela fica mais de 45 minutos no vestiário feminino em busca de conversas produtivas com pessoas mais descoladas que ela (mas eu, com minha visão pessoal e veneno natural acho que é tudo farinha do mesmo saco). Hoje, seu sonho foi realizado, uma garota mais jovem, bonita a convidou para uma festa em uma conceituada e hype cafeteria nos Jardins neste fim de semana. A mulher só faltou brilhar!! Foi tamanha alegria que poderia jurar que quase escorreram lágrimas de seus olhos.

Até aí, tudo bem. Fico feliz por ela. Só que o fato dela e de suas colegas irem a um lugar tão bacana, tão bem frequentado por pessoas modernosas, artistas, fashionistas, jornalistas, arquitetos, publicitários e agora por ratos de academia?? Pode parar o mundo porque eu quero descer. Assim não dá. Basta, estão acabando conosco.

Wednesday, March 01, 2006

cuando uno lo sabe

Me pongo a preguntar cuándo uno se lo sabe que algo está a punto de pasarle?
Quizás alguno puede notar si está a punto de ser robado, o si una mujer puede notar o sentir el momento en que se pone embarazada. Los libros y algunos que creen dicen saber el momento exacto en que se está por morrir. Nunca he supido notar nada en mi vida. Nunca supe cuándo algo raro se iba a pasar conmigo. Ni cuándo el dolor era tan intenso que la tension en el aire estaba sensible a otros.

Pero con él siento cuando me va a llamar. Por veces creo que la rutina es la culpable, porque siempre son los mismos horarios en que él me llama. Y algunas otras veces no és así. Simplesmente siento que el telefono va a sonar. O que soy yo quién debo llamarlo.

En este fin de semana intenté, de todos los modos, acordarme de cuándo, en el momento exacto, que me enamoré por él. O cuándo pensé, por primera vez (sin dudar de mi corazón o sin cuestionar si estaba pensando con el corazon o con el cerebro), que él podria ser el único o el último. Ahora pienso que uno no lo sabe cuándo estos sentimientos se aflotan. Sólo lo sabe que aflotan. O para algunos, que explotan. Acuerdome de una cena que tuvimos a uno de estos fast dinners, sentados juntos a la mesa, y reposo mi mano sobre su pierna. El viento entraba por la ventana y a pesar del calor afuera, sentí un frio helado en mi espina. Fue tan claro. Tuve que decirlo que lo amaba. Y por primera vez en mi vida, no tuve miedo. No he sentido el dolor futuro de un corazón partido, o de una esperanza natimuerta. Sentime feliz, como si tuviera hecho una mission cumplida.

Y ahora, recíen, supe que de pequeños modos, él también siente lo mismo por mi. Y no és con las palabras simples, pero con sus acciones. Estábamos en el almuerzo mientras su madre hacia algo que no puedo ni siquiera describir aca, así que como sabia me molestaria el sonido, puso la radio de más buena onda que encontró para que yo escuchara las canciones. Lindo, no? Por estas y por otras acciones siento que no he cometido error alguno cuándo le dice, alla atrás, que le amaba. Sigo deseando cocinarlo el desayuno, dormir ao lado suyo com mis brazos en los suyos y desepertarmente con uno solo ojo abierto, mientras el juega con mi pelo, contarle todo lo que he soñado.
Te quiero mi amor.

Thursday, February 23, 2006

excelente

Estava lendo um blog de uma conhecida e me deparei com esse diálogo. Achei bárbaro, afinal ninguém é tão perfeito assim.

Anna- ¿Qué te agrada?

Eu- ¿Perdón?

Anna- ¿Qué te agrada?...en la vida.

Eu- Ah...en la vida. Me gustan las puestas de sol sobre el mar, caminar por la playa a la mañana aunque haga frío, los perros grandes lanudos y los delfines, las cenas a la luz de las velas y los baños con sales aromáticas.

Anna- ¿Si?

Eu- Obvio que no!!! ¿Qué soy? ¿Miss agosto?

Detalhe: detesto coisas clichês. Certa vez, uma amiga minha estava comentando que seu sonho de infância era ver seu namorado de longa data a pedindo em casamento em um restaurante chique, a luz de velas, com rosas vermelhas, taça de campanhe e se bobear, o cara se ajoelhando no momento X ou então, o anelzinho escondido em um doce. Nada contra o casamento, o romantismo e o clichê, mas comigo não cola. Não mesmo. Iria rir nessa cena ou então ficar vermelha de vergonha e me esconder debaixo da mesa.

Wednesday, February 22, 2006

Vertigo - Eu fui




















Nem sei como agradecer ao meu mega excelente namorado por ter descolado aquele lugar especial no meio da Hot Area para eu ficar. E mais do que ver de pertinho os caras do U2 (a única pena foi o Edge ter ficado no lado oposto do palco, justamente ele), o Larry e o Bono tocando bateria ali naquele braço a poucos metros de mim (a ponto de eu conseguir contar as linhas de expressão na testa dos dois). E melhor que tudo isso foi poder cantar ao seu lado olhando nos seus olhos todas aquelas músicas-hits que a gente adora. Dividir esse momento com você foi mágico.

Quem viu o show pela TV viu só uma parte do espetáculo - pode-se ouvir as canções, ver a performance do Bono tanto na parte artística como na parte política, toda a pirotecnia e o efeito de luzes e cores que encantavam os olhos dos fãs enquanto a música pirava a todos. Mas foi só uma parte, foi somente o que a TV, com imagens e sons, pode transmitir.

Ir ao último show da banda, contagiante, com o estádio lotado, mais de 70 mil pessoas entoando as canções da banda, os caras ali de cima do palco em puro êxtase, até o Adam (com aquela cara seriona) fez e desfez desfilando pelo palco e pelo braço que levava mais próximo ao público é de arrepiar. Literamente. A hora em que todo o público ligou seus isqueiros, celulares e os colocou ao ar, ao alto formando uma mini Via Láctea no Morumbi para cantarmos (sim, eu também berrei meus pulmões) ONE foi de arrepiar a espinha. Olhando para ele, a gente se entendeu, entrelaçamos nossas mãos, quase tornando-nos um só. Junto com os outros 73 mil plus fomos um só. Naquele momento a canção fez todo o sentido do mundo.

Tuesday, February 21, 2006

Felicidade

Para mim, é indescritível (bom, talvez esse termo esteja equivocado, porque tento descrevê-lo) saber que posso tocar sua mão sempre que quiser. É uma felicidade particular, especial, quase um presente dos deuses só para mim, saber que tenho você como meu amigo, meu ouvido, meu amante, meu suporte, virtualmente meu mundo particular.

Te ver dormindo ontem, com aquela cara de missão cumprida (fui, fiz e abafei) foi ótimo. Óbvio que tentei imaginar que você lendo o bilhete, tomando um banho e caindo cansado de sono ao meu lado, que devia estar profundamente dormida era bacana. Mas acordar com uma sensacao de vazio no mesmo instante em que você abria a porta de casa foi espetacular.

E confirmo que a felicidade que sinto é multiplicada por N vezes quando sei que você também está feliz. Ler seus últimos blogs, da sua alegria em se sentir uma criança de 16 anos novamente, e da alegria (quase êxtase em minha opinião) do poder de praticamente se esnobar na frente de seguranças mal pagos e truculentos (como você mesmo disse) me arrepiou. Ri de orelha a orelha.

Espero replicar essa sensação milhares de vezes, e também reconhecer esse sentimento gratuito, mágico nos olhos de outros. Obrigada por me proporcionar tantos bons momentos, por me permitir e até achar peculiar meus gostos, meus medos e minhas manias. Duvido que não tenha um padrinho mágico por trás de tudo isso, porque você é mais do que eu fiz para merecer. Mas pode ter certeza que me esforçarei para provar que sei cuidar do que me foi dado.

Tuesday, February 14, 2006

Fim. Fim. Fim. Fim.

Chegou ao final. Ontem eu a minha irmã fomos nos encontrar com ele. Muitas besteiras foram ouvidas, de uma boca magoada, ressentida, em busca de um culpado terceiro pelas falhas cometidas. E para mim, elas nem foram tão graves assim. Ninguém é perfeito, todo mundo tem seus defeitos, medos e fobias que acabam atrapalhando algumas atitudes que precisamos tomar.

Hoje, porque sou mega joselita, enviei a ele, totalmente sem querer, um e-mail cujo conteúdo era sobre ele (e algumas verdades) endereçado a minha irmã. Ainda tentei remendar, dizendo que foi no calor do nervossismo, que mas que eu realmente chorei e estava chateada com toda aquela história. A resposta foi: jamais te perdoarei.

Assim, at close range, foi dada a sentença. Não tenho como descrever a sensação de vazio que estou sentindo. Mas, para tornar uma longa história curta: sem mortes, estou órfã de pai.

Nunca mais quero falar com ele. Nunca mais quero me encontrar com alguém que vendo como a própria filha estava chateada, infeliz em imaginar perdendo um relacionamento, diz que algo é imperdóavel. Desde quando o amor incondicional de pais pelos filhos chegam a um limite, a uma razão, a uma gota d´agua transbordando um copo?