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Tuesday, March 10, 2009

Momentos do dia - parte 1

E aquelas meias creme, surradas, que deslizavam de suas finas canelas estavam irritando a minha visão. Não conseguia fixar meu foco na importância da discussão envolvida enquanto aquela imagem estava presa no meu campo ocular.

Me mexi na cadeira. Virei meus olhos, comecei a rabiscar meu bloquinho de notas. Respirei fundo. Mas não consegui. Aquela canela tobogã de meias sintéticas de cores coxinhas virou uma fixação.

Começou uma negociação interna entre questionar abertamente a decisão pelo modelito, pelo tipo da meia sintética, com cara de material barato, ou talvez presente de tia, ou me segurar e conter um "grito de liberdade intelectual" ao me revoltar com a cena. Sei lá, pedir para se mexer na mesa, manter uma postura mais correta a fim de evitar a contaminação dos meus olhos por tal imagem.

Minutos que pareciam horas me consumiram. Ainda bem que não sou Hamlet discutindo minha existência.

Monday, November 24, 2008

Sucesso web

November 24, 2008

For Laid-Off Journalists, Free Blog Accounts
By JENNA WORTHAM


It’s a long way from $700 billion, but the media start-up Six Apart is introducing its own economic bailout plan. The TypePad Journalist Bailout Program offers recently terminated bloggers and journalists a free pro account (worth $150 annually) on the company’s popular blogging platform. In addition to the free yearly membership, the 20 to 30 journalists who are accepted will receive professional tech support, placement on the company’s blog aggregation site, Blogs.com, and automatic enrollment in the company’s advertising revenue-sharing program.

Anil Dash, a former blogger and current vice president at Six Apart, announced the program Nov. 14, shortly after the company made its own staff cuts. Mr. Dash fired off a blog post: “Hello, recently-laid-off or fearful-of-layoffs journalist! We’re Six Apart (you know us as the nice folks who make Movable Type or TypePad, which maybe you used for blogging at your old newspaper or magazine) and we want to help you.”


On Monday morning, he had roughly 50 e-mail applications in his inbox, and they have continued to pour in, totaling nearly 300 so far. “It was a bit of a surprise how quickly word got out,” Mr. Dash said. “This has struck a nerve.”


Brooke-Sidney Gavins, a broadcast journalism student at the University of Southern California, is hoping to be chosen to help her nascent writing career. “I understand that there may not be a ‘guaranteed’ job with a major media organization after I graduate,” Ms. Gavins said. “A lot of new journalists are going to have to build their careers more guerrilla-style by selling their stories and promoting their work all the time.”

For Johanna Neuman, a veteran White House reporter and blogger who was recently laid off by The Los Angeles Times, the program would be a chance to continue writing about politics and float book ideas in the hopes of landing a publishing deal. “I might just start putting chapters up and see who salutes,” Ms. Neuman said.


Mr. Dash says he hopes to eventually accept every applicant. “How do we do right by all these people?” he said. “That’s exactly what’s keeping me up at night.”

Saturday, June 28, 2008

seems familiar?

Exaustão física e mental, apatia e falta de perspectivas no trabalho podem ser sintomas da síndrome do "burnout"

O "burnout" pode se manifestar de formas variadas, mas alguns dos sintomas abaixo, em conjunto, podem ser indício da síndrome:- desinteresse e apatia crônicos;- sintomas gerais de estresse, como fadiga física e mental, dores de cabeça, problemas gástricos e mal-estar;- perda do rendimento no trabalho;- irritabilidade;- falta de concentração;- baixa auto-estima;- despersonalização;- falta de perspectivas em relação ao futuro;- sensação de que a gratificação no trabalho não condiz com os esforços realizados;- abuso de álcool, drogas, tabaco ou cafeína;- cinismo e impaciência com os outros.

Tuesday, May 06, 2008

No more clues. this is rock bottom

Oh, there are a few, yet very clear signs, that show you ve hit rock bottom.
In my particular case, this week's display of low life form were: adapting a fucking State map on Paintbrush. Really.

I am amazed to see how expensive my lack of colouring talent is for the company. I am paid to think and come up with inovative communications projects, yet, on real life all I did was to airbrush in red a map previously coloured in blue and pink. No jokes in here.

And to make matter worse, all my Stereophonics, Idlewild and Kinky soundtrack, perfect for a day like this, have gone dead. My iPod ran out of batery and no charger on sight.

Wednesday, April 30, 2008

Grumpy

Agora me dei conta porque estou tao de mal humor. Estou trabalhando desde as oito da matina, tendo saido desse mesmo predio ontem as dez pm.

E esta um frio danado, eu gripada e molenga, sem ter ido a academia. E de meia calca. Fio 60. Tudo faz muito mais sentido agora.

Monday, February 18, 2008

Não estamos em conformidade

Sempre que recebo um email da área juridica, fico pensando se para escrever os processos, e demais termos jurídicos eles precisam enrolar e praticar o "enrolation embromation" e acabam caindo no vício de fazer assim com todas as demais formas de comunicação.

É batata: basta receber um desses emails, com pedidos genéricos, para que eu retorne com o mais completo e amplo material para que a resposta desses seres humanos seja: não, não, eu quis dizer, na verdade, outra coisa, mais simples.

Só falta o "por favor, faça seu trabalho direito, sua idiota". E eu que não posso falar para os ditos cujos - da próxima vez, aprenda e escrever e a pedir direito o que quer.

Fico imaginando se os relacionamentos pessoais dessas pessoas seguem a mesma lógica complexa. Como eles escreveriam, por favor querida, faça o meu almoço hoje com tudo o que eu gosto no prato. E que seja servido quente!

Wednesday, June 20, 2007

Sem essa

Estou há dois dias das minhas férias. Míseros, mas maravilhosos 15 dias de distância de computadores, e-mails, notícias do mundo corporativo, sem gerenciamento de crises ou demandas esdrúxulas por parte de colegas. Na tentativa de diminuir minha felicidade, saiu hoje no site G1 uma notícia com pesquisa sobre as profissões mais complicadas e infelizes dos tempos modernos. A abertura da notícia é: A revista norte-americana “Pop Science” publicou nesta semana sua lista anual dos piores trabalhos que uma pessoa pode fazer na área de ciências. “Saudamos os homens e mulheres que realizam funções para as quais não existe um salário adequado”. Para ler mais, clique aqui . Obviamente jornlaismo e assessoria de imprensa não estavam nessa lista. E sim, estavam os rofissionais de segurança da Microsoft, oceonografos, entomologista forense, testador de anti dopping. etc. Em outro ponto relacionado a profissões, essa semana fiz um teste completo na academia, em que eram medidas minha condição física, flexibilidade, peso, altura, saúde, capacidade de absorção de oxigênio durante esforço físico, etc. O profissional que faz esse tipo de teste, por si só, já pode lamentar da sua carreira, afinal não são Gisele Bundchens ou Fernanda Kellers que fazem esse tipo de análise, e sim gente mal humorada, estressada e acima do peso como eu. Mas a história era outra, para amenizar a situação ridícula rolou aquela conversinha informal de mundo moderno, correria do dia a dia, estresse, tensão, exigências da carreira, chefes pouco compreensivos, etc. E o rapaz me diz que a vida DELE é estressante!! Como assim? Amigo, você passa a manhã e tarde sentando em uma saleta estranha, conversa 15 minutos com pessoas, coloca um tubo de respiração na boca delas, aperta um botão para acelerar uma esteira, faz uma série de pedidos para medir a flexibilidade, manda alguém subir na balança mágica e isso é estressante?? Aonde vai parar esse mundo? Não sei e tenho medo da resposta, mas prometo só tentar descobrir daqui a 17 dias, quando voltar a esse mundinho cotidiano.

Monday, June 04, 2007

Te entendo


Tem dias em que nem com o melhor jogo e batalha em quadra, você sai ganhando a partida. Só que diferentemente de você , do seu patrocínio e do seu dinheiro não posso quebrar sete raquetes por jogo. Não consigo nem quebrar um lápis por dia.

Hoje é um desses dias. Por mais que me desdobre para revisar textos, acompanhar entrevistas, cobrar e incentivar pró-atividade, resolver problemas pessoais, ter momentos sérios e divertidos, não fui suficiente.


Ainda me olharam e afirmaram (ou, alguns, deixaram a entender) que fiz tudo errado! Já não sei mais. Não quero ficar revisando texto de quem separa sujeito do predicado ou que brinca de batalha naval com a pontuação dentro de um texto. Hoje é aquele dia que tudo o que quero é mudar de emprego. Ou de vida.


Wednesday, May 02, 2007

Los quiero matar

Depois de passar parte do meu feriado de Dia do Trabalho (no qual, em teoria os trabalhadores descansam e são homenageados com eventos populares e populescos que jamais participarei) trabalhando, recebo hoje um feedback do texto.

Aliás, o texto não era designação minha, não está no meu "job description' (estou aprendendo a gostar dessa palavra) e realmente não vou ganhar um centavo a mais por ele. Independente disso tudo, os comentários do texto -- divididos entre as duas pessoas que me pediram isso -- são conflitantes.

Uma faz tanto bronzeamento artificial que se esquece de ser educada diariamante e tem o cérebro tão fritado que acha que sabe escrever. Pena que os curtos diálogos cheios de gíria em IMs não contam, né, cenourinha??

Já a outra, meio mãezona de toda uma área, tem toda a história na cabeça e me obriga a escrever com base no que eu não sei e muito menos conseguiria contextualizar. Em dias como esses, tenho a certeza que não poderia possuir armas de fogo, pois mataria com facilidade e sem remorso.

Por prezar muito minha liberdade, engulo (mal engulido) os comentários e tento refazer da melhor forma possível, tentando no meio do caminho ser simpática. Não sou adorável?