Wednesday, April 26, 2006

Hoje pela manhã assisti no programa da Ana Maria Braga uma entrevista dela com o Leão, ex-técnico (demitido) do Palmeiras.

Isso é que é expansão do futebol em ano de Copa. Por mais que a Ana Maria seja palmeirense, e aparentemente (pelo andar da conversa/entrevista) são amigos, não acredito que a grande maioria do público dela seja formada de torcedores de futebol ou fanático por esportes.

É bacana quando ela traz nadadores, judocas ou outros atletas em ascenção para que eles ganhem, finalmente, reconhecimento em cadeia nacional dos feitos realizados. Dos campeonatos ganhos, medalhas recebidas por esportes que nem sempre são destacados nos jornais e publicações de grande porte. E isso sem contar com a possível falta de patrocínio, espaço para treinamento decente.

Agora, quando ela traz o Leão para contar um pouco sobre o histórico do bafafá no Palmeiras, da decadência do time (embora ele tenha negado que seja essa a situação), eu achei demais.

Sou fã dela.

Thursday, April 13, 2006

Hay que elegir?

Porque en este puto mundo se decidió que hay que elegir las cosas?
Mi casa o tu casa? Rojo o amarillo?
Vamos en mi auto o en tu auto?
Caliente o frio?

Les digo que es insoportable. Y lo peor, para mi, es que soy tan pero tan estupida que siempre elijo lo que no quiero hacer. Lo hago por el, para mantenermonos en buena onda. Elijo viajar contigo hasta el fin del mundo. Elijo dejar de salir a los fines de semana para quedarme en tu casa mirando la tele. Elijo volverme a mi.

Que tarada soy!

Tuesday, April 11, 2006

paixão ou amor?

Nunca tinha dedicado tempo ou neurônios para pensar na diferença (além do óbvio) do amor para a paixão. Mas há, sim, diferenças gritantes. Um pode ser mais gostoso que o outro, um pode ser mais desgastante que o outro. Cada opção tem suas vantagens e desvantagens.

Porém, talvez chegue um dia em que todas as pessoas do mundo param para pensar no tema. Afinal, é preciso optar por um dos lados, certo? Pois bem, do nada, parei e pensei no assunto.

Sabe quando avós, amigas e colegas dizem "mas o amor a gente não escolhe"? Na minha humilde visão, é mentira. Amor a gente escolhe sim, a gente decide se o relacionamento vale a pena, se aquilo que o parceiro te oferece é compatível com sua visão de amor ou se ele/ela atende às expectativas mínimas para se converter no príncipe/princesa encantado(a). Somos nós e nossos cérebros que dizemos ao resto do corpo "vamos lá, nesse a gente investe, esse vale apena. Ele pode e tem chances de te fazer feliz e realizar seus sonhos".

Já a paixão não. É um golpe fulminante. Uma adaga no lado esquerdo do peito. Você não escolhe. Você um dia se vê impossibilitada de dizer não àquela pessoa, não consegue mais se imaginar sem o sorriso, o corpo ou a companhia da tal pessoa. É quase um ato involuntário.

E quando os dois acabam?? Uma paixão te arrasa, é tão devastador quanto o furação Katrina. Você não consegue sair da cama, afinal como vai viver sem aquilo ao qual não conseguia deixar de atender os desejos? Como enxergar a vida com os olhos felizes, sendo que na sua imaginação e delírio, isso só era possível devido à companhia do dito cujo? Como vai enfrentar o mundo? De quem vai escutar todos aqueles elogios e com quem vai sonhar os sonhos futuros?

O amor quando acaba é péssimo. Dói e é triste. Mas não te mata. Por que? Porque você analisa, pensa, julga e chega a uma conclusão de que a tal pessoa realmente não atendia aos pré-requisitos básicos para o cargo de príncipe encantado. Ele não era para você. Os sonhos, as viagens imaginárias continuam, eles são independentes da pessoa. Só precisa agora escolher a próxima companhia (seja um amor, uma amiga, parente) e até criar a coragem de fazer a tal viagem sozinha?
Daí nascem os ditados "muito jabá para pouca farinha, minha areia para um caminhãozinho, o coitado se julgava a última coca do deserto, a última empada do boteco" e por aí vai.

Para mim, e em análise de todos os relacionamentos destruidores, auto-destrutivos, insanos e saudáveis, a paixão é usar alguém como muleta. É o papelinho azul ou laranja que os fotógrafos das revistas colocam na frente das câmeras para bater a foto e tornar o ambiente mais bonito e sedutor. Para qualquer fotógrafo profissional, trabalhar sem esse material é dar um tiro no pé, é perder a carreira, é tirar a graça e o charme das fotos e privar as pessoas de imagens bacanas.

Já o amor é o auxliar da fotografia. É a pessoa que leva e carrega os equipamentos, que monta o ponto do flash. É aquele com quem você pode contar na hora da dúvida entre optar pelo preto e branco artístico ou pelo marcante colorido de um jardim. Você até consegue viver sem ele, mas qual é a graça em ter um trabalho dobrado e imaginar que perdrá várias boas opções de imagem?

Total viagem minha, certo?? Talvez. Sem dúvida.

Mas descobri o meu auxiliar da fotografia. O cara é tão competente, tão bacana que as fotos que tenho tirado precisam ganhar um Pulitzer ou merecem, em algum tempo no futuro, seu próprio livro com editora e tudo. Consigo sim imaginar minha vida sem ele, afinal já se passaram 20 e tantos anos desta forma, mas escolho que não quero. E isso é o resumo do amor. Votar em um dos caminhos, de maneira consciente.

Friday, April 07, 2006

Quando o momento chega

Enough is enough.

Sabe quando o organismo tem reações estranhas, adversas e alheias ao seu interesse e controle?
Estou assim -- besta mesmo. Quero sair para cantar, dançar, rever amigas e falar milhares de baboseiras. Rir, me sentir parte integrante de um mundo mais amigo, digno de bons momentos e oportunidades e não tão voltado para o trabalho.
Não a toa estive empenhada em chamar minhas amigas para sessão de revival, sessão de compras e até sonhei com várias pessoas da época da faculdade.

Daí uma música estilo "vá fundo, lema da semana"

I don’t wanna clear the cobwebs from my head
Time will bring them back I bet
So if you hear me say that I believe in love
Don’t make me feel ashamedI used to sing the saddest songs
And while in the meantime roaches used to climb my door
Falling back down to the floorI used to read survival guides
When my world was full of seven legged cats
But here iam with eight more lives
I’m ready for the good times
I’m ready for the good times
Now that I’m not alone
You know it
Oh oh oh
You better now ignore it
I don’t want to look at fashion magazines
While someone is doing my nails
Sitting here watching other people live
Frozen by the fear to fail
Cause everyday theres a war to fight
And if I win or lose never mind
As long as you’re my shelter every night
I used to cry against a wall
But now I’ve got a shoulder that I can lean on
Swear to me you wont be gone
I’m ready for the good times
I’m ready for the good times
Ready to get it onI’m ready for the good times
I’m ready for the good times
Now that I’m not alone

Monday, March 27, 2006

Casamentos fazem chorar

Esse fim de semana fui madrinha e testemunha do casamento da minha irmãzinha. Ela estava uma noiva deslumbrante para um noivo bárbaro e visivelmente apaixonado por ela.
Foi o resultado de quatro anos de um relacionamento que foi amadurecendo e de 12 meses de preparativos para a festa. Foram árduos 360 dias (aproximadamente) em que se comemoraram muitas conquistas e se chateram com pessoas decepcionantes e momentos frustrantes. Só que acabou, e de maneira soberba.

Sempre achei que não choraria no casamento e na festa. Afinal, há algum tempo já não convivo com minha irmã, e não posso dizer que sempre fomos melhores amigas. Por que eu choraria na ocasião? Ninguém pisaria no meu pé, ninguém ia casar contra a vontade?

Mas me enganei profundamente. Porque eu chorei, bem, as lágrimas não chegaram a cair, mas que elas ficaram acumuladas em meus olhos, isso sim. Chorei de felicidade. De ver minha irmãzinha, com quem passei várias tardes brincando de Barbie, de casinha e com quem eu brincava de gladiador dependendo do assunto e do humor (gosto de pensar que é uma atitude típica de duas irmãs), como uma princesa no altar, decidindo seu futuro, assumindo que não é mais uma menininha e sim, uma mulher, pronta para assumir uma vida a dois e em um futuro ser mãe e ter sua própria família.

Chorei porque vi aquele noivo bobão pela garota, chorando e rindo de felicidade. Chorei ao ver pessoas da família com seus lencinhos em mãos para limpar as lágrimas, emocionei-me ao ver ilustres conhecidos (para mim, mas não para os noivos) encherem seus olhos de água com o amor dos dois. Foi lindo, foi emocionante.

Tudo deu certo. E todo mundo que estava na festa adorou o evento, ficaram felizes, dançando até a mais tenra madrugada. Foi bárbaro. Estou muito feliz com tudo!! Estou feliz por ter dado tudo certo, porque os noivos se amam e puderam comemorar o amor com as pessoas queridas, estou feliz por ter chorado. Por ter aprendido a se emocionar.

Tuesday, March 14, 2006

é melhor parar

Acho que amadureci. Hoje obtive a senha de seu e-mail para que eu enviasse uma mensagem urgente. Cocei meus dedos, torci meus pés e enrolei uma perna na outra (tal como uma cobra) mas não procurei mensagens antigas de ex namoradas, mulheres estilo femme fatale nem nada disso.

Amadureci porque encontrei, finalmente, um relacionamento normal, estável, sem complicações idiomáticas ou de fuso horário. Sem problemas de falta de interesse ou de confiança (fora o ciúme básico).

Em outras épocas, eu teria averiguado todas as pastas de e-mail da pessoa, lido e relido textos considerados suspeitos, indagado sobre palavras, frases e feito crises horrendas de ciúme, com direito a lágrimas, crises nervosas e até febre psicológica. Foi um relacionamento terrível e que felizmente acabou, me dando uma baita lição de vida.

PD.. editado. não aguentei e chequei um só nomezinho. Besta da minha parte ne??

Wednesday, March 08, 2006

números

Eu particularmente não gosto de números, mas eles fazem parte da minha vida. E não é apenas de contas matemtática, contas a pagar ou vezes em que eu penso que a vida está boa.

Desde ontem, notei que alguns números exercem outros significados. Coloco abaixo exemplos

Número da depressão: 34
Ou seja, um manequim 34 de uma mulher absolutamente LINDA, alta, loira e magra, experimentando uma calça deste tamanho em uma loja. E na hora de pagar, aparece a babá com sua criancinha bebê. Não só é maravilhosa como milagreira em menos de um ano do nascimento do rebento, portar esse manequim.

Número do peito: 7
Foram sete modelos de sutiã que eu experimentei ontem, todos sem suceso. Ou meu busto ficava achatado, ou sobrava e escapava pela frente ou lados. Medonho

Número da balança: 4
É o máximo de vezes que eu me permito (ou talvez que meu medo me permita) subir na balança por mês.

Probabilidade: 0.0010%
As chances de duas pessoas que trabalham na mesma empresa, com mais de 2 mil pessoas, se encontrarem nas mesmas aulas de academia ? Relativamente poucas, mesmo se considerarmos o fato da academia ser próxima ao escritório e da existência de um desconto para funcionários malharem.
Agora, imagine que essas duas pessoas, que nunca trocaram mais do que um oi, nossa, que aula bacana, que calor, o dia vai ser puxado hoje, são as exatamente duas pessoas que têm uma reunião na próxima sexta-feira e não se conheciam "profissionalmente"

Tinham mais alguns exemplos, mas no momento não lembro.

Friday, March 03, 2006

estão acabando conosco

Há quase 10 anos, eu dei uma de metida e escrevi vários contos (alguns até publicados). Acredito verdadeiramente que o conteúdo de toda e qualquer história precisa ser criado em momentos de conflitos internos. No meu caso sinto pequenas formigas passeando pelos meus braços e mãos, um comichão interno. É nessa hora que pego um lápis e papel e escrevo (não é no computador não). Para sair e fluir, é preciso ser escrito.

Na ocasião, eu escrevi um conto sobre duas meninas que saiam da academia (super estereotipadas, obviamente) e que no final do conto, desapareciam. A moral da história é que todo mundo é um pouco dessas meninas, todo mundo segue algumas modas, estereotipos, etc. Somos todos facilmente camuflados em um mundo que se deve obedecer a determinadas situações, por mais ridículas que possam parecer.

Acontece que hoje em dia, frequentando a academia descubro que não são personagens esses estereotipos. E o pior, há casos piores que os estereotipos retratados naquele texto. Entendo o desejo humano de se comunicar, amar e ser amado, porém algumas pessoas vão muito além do usual para chegar a esse ponto. Tem uma senhora (sim, deve ter seus próximos 40 anos) na academia cujo sonho maior de realização pessoal é ser popular. Tenho a impressão que desde pequena ela sempre quis estar entre as descoladas, seja da escola, do bairro, da cantina ou da faculdade, sei lá. E sei reconhecer porque tampouco fui da panela popular na minha juventude. Só que eu cresci e descobri que ser popular varia de acordo com a idade, interesse e etc. Quem disse que as populares da escola são as populares do círculo profissional e social que frequento hoje?

Só que essa mulher não. Ela ainda insiste nesse sonho pueril. Todo dia, ela fica mais de 45 minutos no vestiário feminino em busca de conversas produtivas com pessoas mais descoladas que ela (mas eu, com minha visão pessoal e veneno natural acho que é tudo farinha do mesmo saco). Hoje, seu sonho foi realizado, uma garota mais jovem, bonita a convidou para uma festa em uma conceituada e hype cafeteria nos Jardins neste fim de semana. A mulher só faltou brilhar!! Foi tamanha alegria que poderia jurar que quase escorreram lágrimas de seus olhos.

Até aí, tudo bem. Fico feliz por ela. Só que o fato dela e de suas colegas irem a um lugar tão bacana, tão bem frequentado por pessoas modernosas, artistas, fashionistas, jornalistas, arquitetos, publicitários e agora por ratos de academia?? Pode parar o mundo porque eu quero descer. Assim não dá. Basta, estão acabando conosco.

Wednesday, March 01, 2006

cuando uno lo sabe

Me pongo a preguntar cuándo uno se lo sabe que algo está a punto de pasarle?
Quizás alguno puede notar si está a punto de ser robado, o si una mujer puede notar o sentir el momento en que se pone embarazada. Los libros y algunos que creen dicen saber el momento exacto en que se está por morrir. Nunca he supido notar nada en mi vida. Nunca supe cuándo algo raro se iba a pasar conmigo. Ni cuándo el dolor era tan intenso que la tension en el aire estaba sensible a otros.

Pero con él siento cuando me va a llamar. Por veces creo que la rutina es la culpable, porque siempre son los mismos horarios en que él me llama. Y algunas otras veces no és así. Simplesmente siento que el telefono va a sonar. O que soy yo quién debo llamarlo.

En este fin de semana intenté, de todos los modos, acordarme de cuándo, en el momento exacto, que me enamoré por él. O cuándo pensé, por primera vez (sin dudar de mi corazón o sin cuestionar si estaba pensando con el corazon o con el cerebro), que él podria ser el único o el último. Ahora pienso que uno no lo sabe cuándo estos sentimientos se aflotan. Sólo lo sabe que aflotan. O para algunos, que explotan. Acuerdome de una cena que tuvimos a uno de estos fast dinners, sentados juntos a la mesa, y reposo mi mano sobre su pierna. El viento entraba por la ventana y a pesar del calor afuera, sentí un frio helado en mi espina. Fue tan claro. Tuve que decirlo que lo amaba. Y por primera vez en mi vida, no tuve miedo. No he sentido el dolor futuro de un corazón partido, o de una esperanza natimuerta. Sentime feliz, como si tuviera hecho una mission cumplida.

Y ahora, recíen, supe que de pequeños modos, él también siente lo mismo por mi. Y no és con las palabras simples, pero con sus acciones. Estábamos en el almuerzo mientras su madre hacia algo que no puedo ni siquiera describir aca, así que como sabia me molestaria el sonido, puso la radio de más buena onda que encontró para que yo escuchara las canciones. Lindo, no? Por estas y por otras acciones siento que no he cometido error alguno cuándo le dice, alla atrás, que le amaba. Sigo deseando cocinarlo el desayuno, dormir ao lado suyo com mis brazos en los suyos y desepertarmente con uno solo ojo abierto, mientras el juega con mi pelo, contarle todo lo que he soñado.
Te quiero mi amor.

Thursday, February 23, 2006

excelente

Estava lendo um blog de uma conhecida e me deparei com esse diálogo. Achei bárbaro, afinal ninguém é tão perfeito assim.

Anna- ¿Qué te agrada?

Eu- ¿Perdón?

Anna- ¿Qué te agrada?...en la vida.

Eu- Ah...en la vida. Me gustan las puestas de sol sobre el mar, caminar por la playa a la mañana aunque haga frío, los perros grandes lanudos y los delfines, las cenas a la luz de las velas y los baños con sales aromáticas.

Anna- ¿Si?

Eu- Obvio que no!!! ¿Qué soy? ¿Miss agosto?

Detalhe: detesto coisas clichês. Certa vez, uma amiga minha estava comentando que seu sonho de infância era ver seu namorado de longa data a pedindo em casamento em um restaurante chique, a luz de velas, com rosas vermelhas, taça de campanhe e se bobear, o cara se ajoelhando no momento X ou então, o anelzinho escondido em um doce. Nada contra o casamento, o romantismo e o clichê, mas comigo não cola. Não mesmo. Iria rir nessa cena ou então ficar vermelha de vergonha e me esconder debaixo da mesa.

Wednesday, February 22, 2006

Vertigo - Eu fui




















Nem sei como agradecer ao meu mega excelente namorado por ter descolado aquele lugar especial no meio da Hot Area para eu ficar. E mais do que ver de pertinho os caras do U2 (a única pena foi o Edge ter ficado no lado oposto do palco, justamente ele), o Larry e o Bono tocando bateria ali naquele braço a poucos metros de mim (a ponto de eu conseguir contar as linhas de expressão na testa dos dois). E melhor que tudo isso foi poder cantar ao seu lado olhando nos seus olhos todas aquelas músicas-hits que a gente adora. Dividir esse momento com você foi mágico.

Quem viu o show pela TV viu só uma parte do espetáculo - pode-se ouvir as canções, ver a performance do Bono tanto na parte artística como na parte política, toda a pirotecnia e o efeito de luzes e cores que encantavam os olhos dos fãs enquanto a música pirava a todos. Mas foi só uma parte, foi somente o que a TV, com imagens e sons, pode transmitir.

Ir ao último show da banda, contagiante, com o estádio lotado, mais de 70 mil pessoas entoando as canções da banda, os caras ali de cima do palco em puro êxtase, até o Adam (com aquela cara seriona) fez e desfez desfilando pelo palco e pelo braço que levava mais próximo ao público é de arrepiar. Literamente. A hora em que todo o público ligou seus isqueiros, celulares e os colocou ao ar, ao alto formando uma mini Via Láctea no Morumbi para cantarmos (sim, eu também berrei meus pulmões) ONE foi de arrepiar a espinha. Olhando para ele, a gente se entendeu, entrelaçamos nossas mãos, quase tornando-nos um só. Junto com os outros 73 mil plus fomos um só. Naquele momento a canção fez todo o sentido do mundo.

Tuesday, February 21, 2006

Felicidade

Para mim, é indescritível (bom, talvez esse termo esteja equivocado, porque tento descrevê-lo) saber que posso tocar sua mão sempre que quiser. É uma felicidade particular, especial, quase um presente dos deuses só para mim, saber que tenho você como meu amigo, meu ouvido, meu amante, meu suporte, virtualmente meu mundo particular.

Te ver dormindo ontem, com aquela cara de missão cumprida (fui, fiz e abafei) foi ótimo. Óbvio que tentei imaginar que você lendo o bilhete, tomando um banho e caindo cansado de sono ao meu lado, que devia estar profundamente dormida era bacana. Mas acordar com uma sensacao de vazio no mesmo instante em que você abria a porta de casa foi espetacular.

E confirmo que a felicidade que sinto é multiplicada por N vezes quando sei que você também está feliz. Ler seus últimos blogs, da sua alegria em se sentir uma criança de 16 anos novamente, e da alegria (quase êxtase em minha opinião) do poder de praticamente se esnobar na frente de seguranças mal pagos e truculentos (como você mesmo disse) me arrepiou. Ri de orelha a orelha.

Espero replicar essa sensação milhares de vezes, e também reconhecer esse sentimento gratuito, mágico nos olhos de outros. Obrigada por me proporcionar tantos bons momentos, por me permitir e até achar peculiar meus gostos, meus medos e minhas manias. Duvido que não tenha um padrinho mágico por trás de tudo isso, porque você é mais do que eu fiz para merecer. Mas pode ter certeza que me esforçarei para provar que sei cuidar do que me foi dado.

Tuesday, February 14, 2006

Fim. Fim. Fim. Fim.

Chegou ao final. Ontem eu a minha irmã fomos nos encontrar com ele. Muitas besteiras foram ouvidas, de uma boca magoada, ressentida, em busca de um culpado terceiro pelas falhas cometidas. E para mim, elas nem foram tão graves assim. Ninguém é perfeito, todo mundo tem seus defeitos, medos e fobias que acabam atrapalhando algumas atitudes que precisamos tomar.

Hoje, porque sou mega joselita, enviei a ele, totalmente sem querer, um e-mail cujo conteúdo era sobre ele (e algumas verdades) endereçado a minha irmã. Ainda tentei remendar, dizendo que foi no calor do nervossismo, que mas que eu realmente chorei e estava chateada com toda aquela história. A resposta foi: jamais te perdoarei.

Assim, at close range, foi dada a sentença. Não tenho como descrever a sensação de vazio que estou sentindo. Mas, para tornar uma longa história curta: sem mortes, estou órfã de pai.

Nunca mais quero falar com ele. Nunca mais quero me encontrar com alguém que vendo como a própria filha estava chateada, infeliz em imaginar perdendo um relacionamento, diz que algo é imperdóavel. Desde quando o amor incondicional de pais pelos filhos chegam a um limite, a uma razão, a uma gota d´agua transbordando um copo?

Friday, February 10, 2006

Se tem algo de que eu realmente gosto é música. Boa, ruim, embalada, estranha. Minha vida não funcionaria se eu não pudesse aliar sensações e momentos com determinadas canções e performances musicais. Por exemplo: lembro-me da fase de 95-96, quando eu fui morar nos EUA. Além das ruas, cheiros, situações, associo músicas e bandas, por exemplo: Evan and Jason, Jennifer Paige, NadaSurf, Faith Hill, Gin Blossom, Coolio, com essa época. Fui quando comecei a escutar a black music americana, os rappers (na fase bem gangsta), o pop yankee. Também morro de saudades de uma dessas fitinhas cassetes que minha irmã me mandou na ocasião, mostrando o que tava rolando musicalmente aqui em Terras Brasilis.

Então não seria muita surpresa pensar que eu assisti todo o Grammy exibido essa semana pelo canal do seu Silvio. A apresentação contava com o Boscoli da Trama e a Galisteu, da própria casa. Gosto de ambos, seria uma noite agradável. Eu nem tinha idéia do quão agradável e hilário seria. Alguns comentários tecidos pela Galisteu foram célebres.

Antes de chegar nesse momento até engraçado do meu post, queria ressaltar alguns shows que deram todo o charme a essa edição do Grammy. Abertura foi maravilhosa, os virtuais Gorillaz tocando "Feel Good, Inc" quando no meio aparece os caras do De la Soul com seus scraps para a entrada triunfal da Madonna, que não tava concorrendo a premiação deste ano. Ela é simplesmente bárbara. Excelente performer.

Para quem gosta, mas não é o meu estilo -- Paul McCartney em show solo e depois com os meninos do Linkin Park e Jay Z.

Show performático típicamente americano: Kanye West e Jay Z, que simularam um fanfarra universitária com seus raps e depois partiparam para a música "Gold digger" e performance meio stomp de um duelo masculino versus feminino.

Ah.. Fantasia em um momento black meio anos 70!! Ela, bem como a Kelly Clarkson que levou dois Grammys na noite para a surpresa de muitos puristas da música, saíram do programa televisivo American Idol direto para o topo da parada. Só que a Fantasia tem uma mega voz potente e atitude.

1ª - Eminem - Durante a premiação de melhor rap (ou algo similar) ela queria falar alguma coisa, então disse que o Eminem era um forte candidato. O Bôscoli a corrigiu, dizendo que o rap americano tava com novos expoentes, etc. Ela insistiu. Disse que o Eminem era diferente dos demais candidatos (queria dizer que era branco). Seu colega, muito inteligentemente, começou todo um enredo sobre como a indústria fonográfica americana sempre buscou personagens “diferentes” como o Elvis, que cantava músicas quase de negros, mas era branco e seduzia a gregos e troianos. Ela ainda insistiu: “mas ele faz um gênero diferente, ele faz papel de bom moço”. Surpreso, Boscoli comentou que não era bem assim, ele faz letras agressivas e citou até um videoclipe onde ele aparece enterrando a mãe. Mas não conseguiu conter a onda da ignorância. Segundo a moçoila: “ah, é licença poética, mas na vida real, a coisa é diferente”. Ah, claro, BEM diferente, afinal a mãe ainda não morreu

2ª - Botox – Durante a apresentação do Bono Vox com a Mary J. Blige, nossa musa loira soltou um comentário que o rosto do bono vox estava muito lisinho, deveria ter Botox ali. E sobre a cantora de R&B, com mais de uma década de carreira, sólida por sinal, ela comentou que gostava de ver suas performances, porque as roupas que a cantora usa são sempre extravagantes. Música – zero, moda – 1.

3ª - Europa – Durante uma categoria de rock, na qual o Franz Ferdinand participava, a Galisteu quis falar que é antenada e citou que ganhou um CD dos caras de presente do próprio Boscoli. O rapaz, simpático, explicou que era uma banda recente, ainda um tanto desconhecida do público nacional, mas que nós teríamos o privilégio de vê-los abrindo o show do U2 em SP, que o próprio Bono havia escolhido pessoalmente os meninos para a perna sul americana da turnê. Ela comentou que os franceses eram muito bons mesmo. França não fala inglês e nem é uma ilha. Não seria Escócia??

Pois é, sento e choro e rio ao mesmo tempo. Afinal fiz 4 anos de jornalismo, dominei outras duas línguas perfeitamente, mais um medianamente além do português para me firmar e aparecer nesse mercado, mas quem se destaca mesmo já posou pelada, aparece em realitiy shows e cosichas assim. Devia mesmo ter investido naquela lipo!

Wednesday, February 08, 2006

but not that far

Família é sempre família certo? Pais e mães, por melhores ou piores que sejam, vão te amar incondicionalmente, morrer lutando pelo que é melhor para a sua prole (seus filhos, mais educadamente dizendo). Irmãos: ah, aquela amizade e cumplicidade de duas pessoas que convivem grande parte da vida juntos e terão para sempre os lados de ternura e de amor para com o outro. Nem sempre.

Bem, há também aquele limite que ninguém, família ou não ousa ultrapassar. Conheço pessoas que não emprestam roupas, sapatos para amigos ou familiares. "ah, eu te adoro, mas isso não dá". Foi um pouquinho longe demais.

Ontem e hoje me deparei com duas situações "i love you, but not that much, you crossed it too far". Com febre, pedi que me dessem um remédio (específico pois sou alérgica a muitos). Não tinham na casa deles, e um santo se dispôs a ir até a farmácia comprar (e olha que é só atravessar a rua e andar uns poucos metrinhos). A resposta da outra pessoa foi "ah, não, peça a ela que compre pelo telefone". Sim, sei que os dois me amam, but not that far.

Há pouco recebi uma ligação inesperada. Sabe quando o misto entre felicidade e surpresa é demais e você não consegue fazer sentido da situação. Pois é. Ainda nem tinha me dado conta quando o barco virou. Fiquei super chateada. Não era isso o que queria, discutir com a pessoa, ou então, imaginar que os laços familiares seriam quebrados. E o pior, como disse outra pessoa a quem contei a história "mas nada vai mudar. Daqui a pouco vocês vão lá, de seis em seis meses, ver as crianças". E parece que ela ficou brava com isso. E eu com medo. Será que conseguiria fingir assim mesmo. E o pior: se eu não conseguir -- vou ter que apagar todo esse relacionamento de uma vez por todas?

Monday, February 06, 2006

Qué boluda!!

Pode parecer arrogante da minha parte, mas tenho verdadeiro pavor quando uma pessoa se julga mestra de outro idioma, mas na verdade fala igual a um pato tentando cacarejar!

Tem uma pessoa que trabalha aqui comigo, por quem eu já não tenho muita simpatia ou paciência. Basta dizer que certa vez ela deu um ligeiro e leve tapa na minha testa. Foi o suficiente para eu querer ver ela BEM longe de mim, e espero que tenha surtido o mesmo efeito nela.

Acontece que a tal pessoa, por razões que a própria razão desconhece, ficou encarregada de tocar algumas ações com a Espanha, o país mais puro do idioma espanhol (castelhano, basco, madrilenho, dentre outras variações internas). E vira e mexe eu pego ela falando em espanhol e fico arrepiada (me pongo el piel de gallina). Ela comete os erros mais básicos do idioma.

Uma coisa é o Guga, cuja função na vida é bater uma bola com raquete de tênis ou agora, com sua loja de roupas, dar entrevista em inglês ou em francês e apesar da sua fluência e conhecimento dos termos técnicos do esporte, a pronúncia não ser a de um britânico ou anglosaxão hablante, afinal não precisa mesmo. Só que se julgar a rainha da cocada preta em pleno Pelourinho e cometer gafes idiomáticas é de fuder.

Bom, desabafei, passou. Quem mandou ficar sozinha no departamento em horário de almoço porque está gripada e não tem a menor paciência de sair e torrar o coquinho no sol ?

Thursday, February 02, 2006

Confessions on a blog

Com frequencia leio o blog de uma americana. Ela ficou famosa, deu até no New York Times, como diria aquela música. Ela coloca tudo e mais um pouco, sempre mega pessoal, da sua vida. Desde seus produtos de beleza, receitas favoritas, traumas do casamento anterior, novidades do relacionamento atual, tudo. Hoje, li que ela perdeu o bebê que esperava.

O que me fez pensar. Por que um ser humano, em um momento tão doloroso e íntimo, colocaria semelhante notícia para o mundo todo ler (sim, sim, ela tem leitores nos quatro cantos do planeta). Pelo simples motivo que as pessoas querem se comunicar, querem achar seus "peers", querem trocar experiências, se sentirem queridos. Muito maluco né, mas certamente essa é a essência, o motor de qualquer blog.

Já ouvi falarem que meu blog é pessoal, já ouvi que blogs interessantes são aqueles que contam com bom humor cenários cotidianos que façam as pessoas refletir. Mas no fundo, seja eu, o vizinho ou o tiozinho que escreve blogs políticos, todos nós nos unimos em um único interesse: sermos lidos, respeitados, conhecidos, sei la.. No meu caso, enquanto não pago uma boa terapia, serve como válvula de escape.

Há uns dois, três dias, fui chamada na chincha (como diria um amigo). Fui acusada de ser uma má familiar, de ser péssima em cultivar relacionamentos, de ter uma estrutura tão "superficial" de comunicação que impossibilita essa pessoa de chegar em casa e ser feliz, ou de relaxar. Aparentemente, chegar em casa e tentar conversar comigo é um compromisso. Foda né?

Enquanto isso, eu falo durante horas com meu namorado diariamente, converso dos meus problemas, das minhas alegrias, emoções. E uso o blog. Será que sou tão má comunicadora assim?Meu deus, trabalho nessa área. Estaria, eu, falida?

Thursday, January 26, 2006

Ele é demais

Meu namorado é o máximo. Ele é a única pessoa que sabe quem eu realmente sou (tirando a máscara do dia a dia), ele entende minhas frases como "o seu isso é o meu isto?" e também decifra o que eu quero dizer quando tento perguntar o nome da ferramenta com a simples palavra "madeiraaaaaaaaaaa".

Obrigada por ser assim, tão especial.

Tuesday, January 24, 2006

A frase é

Em uma semana que eu quero fazer mútliplas tarefas em pouco tempo, que eu preciso colocar um patuazinho aqui na baia e que estou mega in love novamente, a frase perfeita e em véspera de feriado é "O inferno são os outros"

Thursday, January 19, 2006

Gente estranha em semana maluca

Essa semana não está sendo fácil como diria Kátia, a cega. Estou sem carro, não porque alguém bateu nele, ou ele está na revisão nem nada. Simplesmente porque o carro da minha mãe, que viajou e levou a única chave que abria o maldito , está trancando o meu lindinho carro, batizado de Lady Bug.

Então sou (estou) uma pessoa dependente de carona: o que significa, ficar a mais ou a menos no escritório, acordar mega cedo para não perder a viagem, fazer uma mala compacta para a academia, já que não vale a pena carregar um peso por esquinas e esquinas a pé no verão escaldante de SãoPaulo.

Também tem a história do taxi, que quase bateu o carro e detonou o ar condicionado comigo dentro, virando de um lado para outro e batendo joelho, cabeça e cotovelo no carro, deixando mais um roxo na minha perna já repleta de hematomas.

Para completar. Imagina fazer uma hora de exercícios que você sai pingando da área das esteiras, ergométricas e afins até o vestiário. Não há água. Depois de quase meia hora no dilema: tomo banho no horário de almoço e vou deste jeito para o trabalho e não me atraso ou me atraso, mas me converto em um ser limpinho novamente? Sim.. sou limpinha e esperei a água voltar. Claro que outras coisas malucas aconteceram do vestiário até a saída do shopping (onde a academia está localizada).

E na saída: um homem me chama pelo nome, me cumprimenta, diz que estou linda, que há quanto tempo não te vejo, me dá seu número de telefone para combinarmos algo enquanto eu tento buscar no fundo da minha memória, no baú de neurônios alguma sinapse que me faça lembrar do tal rosto. Nada.. vazio....faço mais uma força, mas não me atrevo a perguntar o seu nome, afinal ele parece tão contente em me ver!! Zip, nada, zero, cero, nain. Desconheço de onde posso ter visto esse rosto. Medinho.... e o pior, não tenho muitos amigos de longa data para quem posso ligar e descrever o dito cujo. E agora enquanto escrevo essas freakish linhas, me vem a mente alguém bem similar a essa pessoa, só que ele não tinha ainda assumido a homossexualidade. Ou seja, um passo mais próximo de desvendar o mistério, mas still a blank.

Tudo bem, dormi com o Safin, ou melhor, sonhei com ele. Foi maluco, tanto quanto o resto que está rolando essa semana, mas foi um maluco bom.....