Thursday, January 04, 2007

Agora entendi


Não é a toa que caio sempre, seja descalça, com sapato alto, sandália rasteira ou tênis de ginástica. Simplesmente é algo além do meu alcance e da miha visão.


Tuesday, January 02, 2007

Ano Novo


Revisão 06 - Previsão 07

Não consegui ter um tempo útil e criativo para fazer o ranking oficial dos melhores e piores de 2006, mas gostaria de elencar alguns fatos.

Melhor momento - casamento da minha irmã
Pior momento - a troca de destinatários de e-mails
Melhor festa - casamento da minha irmã
Melhor presente - iPod
Melhor show - U2 na área vip
Maior desafio - Oásis
Maior alegria - Oásis
Melhor companhia - o noivo
Pior companhia - em alguns momentos eu mesma
Melhor conquista - estado espirtual, profissional e pessoa atual
Objetivo não atingido - academia e balança

E como previsão para 2007, faço minhas as palavras dele - que esse novo ano seja uma continuação do que já foi conquistado e merecido e obtido em 2006. Que todos os projetos encaminhados sejam concluídos o que evoluam algumas etapas no decorrer do ano. E que eu ganhe mais consciência de determinados fatores e objetivos e realmente transforme eles em atitudes positivas e definitivas na minha nova vida.

Bom ano a todos!

Wednesday, December 27, 2006

Fechado para balanço

Todo ano termino o blog com uma análise do que aconteceu, dos prós e dos contras e com uma listinha dos melhores e piores momentos em vários aspectos. Confesso que ainda não parei e respirei fundo para elencar o que vai em que categoria.

No entanto, pelo pouco que consigo ponderar é que esse foi o ano do amadurecimento. Seja por ter aprendido mais de mim, por ter que aprender -- na marra -- a controlar minhas finanças, por estar "namorida", por ter comprado minha casa, por ter me "firmado" na minha profissão e estar no rumo de consolidação profissional.

No entanto, em alguns outros aspectos fiquei muito a dever, não emagreci nenhum grama, não fui devidamente aos médicos checar minha saúde, não vi minhas amigas o tanto que eu queria, enfim, milhares de coisas que ficaram faltando.

Estou começando a acreditar (nem que seja mentira, mas para mim é bem conveiente) que não se pode fazer tudo sempre. Conquistei grandes passos rumo à minha maturidade - e agora talvez só falte algumas coisas que vão me deixar mais plena e mais feliz.

Quem sabe uma coisa não vem sempre depois da outra né? Só se pode saber o que deixa alguém pleno e feliz depois de ter uma certa maturidade para definir prioridades e etc.

Bom, depois coloco no ar meu ranking melhores e piores do Ano.

Tuesday, December 05, 2006

Ninguém mais tem

Minha avó é única. Ninguém mais tem uma pessoa tão legal, tão honesta e coruja como ela!!!

Friday, December 01, 2006

Semaninha Surreal

Só posso dizer que essa foi uma das semanas mais corridas, surreais e longas dos últimos tempos. É óbvio e redundante imaginar que estou para lá de cansada. Mas também me conforto nas palavras de minha mãe de que eu estou justamente aonde sempre quis estar. Com seus prós e contras.

Talvez seja isso mesmo. Se não tivesse perdido várias noites por causa de trabalho, de ter dormido fora de casa para organizar a bagunça e trabalhar pelos outros (que nada fizeram, a não ser dormir), eu não teria curtido tanto voltar para casa e dormir bem agarradinha a ele, dando o devido valor ao momento. Pois é... reclamar é ótimo, mas sempre reclamo de boca cheia.

Tuesday, November 21, 2006

1 em 1248 semanas

Depois de 1.248 semanas sem férias (leia-se aproximadamente seis anos) tirei uma mísera semaninha de férias. Incríveis férias. E não que eu tenha torrado dinheiro em uma viagem a um lugar paradisíaco ou realizado desejos eternos como mimos em cabelereiros, salões de beleza, massagens ou todo o tipo de cuidados excessivos e fundamentais. Simplesmente não fui trabalhar.

Por mais workaholic que eu seja (e eu sei que sou), há um momento em que a cabeça pára de pensar. Não se consegue desenvolver uma linha lógica de raciocínio, as coisas e pessoas perdem a graça e a irritação -- com tudo e todos -- torna-se praticamente dona do seu bom (ou não) humor.

Passei adoráveis sete dias ao lado da minha cara metade (que também conseguiu uma seminha off). Fizemos o que mais gostamos de fazer - relaxar - e juntos, isso pareceu algo quase tão idílico quanto uma semana em um resort praiano com tudo pago e muito, mais muito mar e vento e sol - com água de coco e lagostas. ah... até porque essa história de cabaninha em praia e pé no chão pode ser bacana mas está longe de ser idílico.

Agora a volta ao cotidiano está meio lenta. Não sei o porquê. Ao mesmo tempo em que parece que mal sai daqui, não consigo ainda me ajustar a ler os e-mails, voltar ao ritmo de divulgações, reuniões e muito menos acreditar no que rolou nessa semana de folga. Como assim? Só esses passos foram dados? Peraí..ninguém pensou em outras coisas??

Mas foi bom. Só peço desculpas - e aqui publicamente - àqueles com quem marquei de sair, mas não consegui nem ligar de volta. Literalmente não deu. Ou porque estava fora da cidade, ou porque estava fora de sintonia. Mas prometo que essa semana todo mundo receberá um e-mail, SMS ou telefonema para combinarmos o que fiquei devendo.

Thursday, November 09, 2006

Alguns são melhores do que os outros

Conselhos de mulheres: alguns elogios simplesmente são melhores que outros.

Claro que para alguns, mais do que o elogio, o importante é o interlocutor. Já para outros, uma conotação inesperada já se torna um baita de um alimento ao bom humor.

Indiscutívelmente há elogios melhores que outros. E isso pode variar para cada um, mas todo mundo sabe exatamente qual palavrinha mágica soa melhor ao ouvido.

Mas o que realmente mata toda e qualquer mulher é a falta de elogios. É verdade. O que mata e dói é não ouvir um que linda que está hoje, como você fica bem com tal roupa, nossa, você é demais, etc, etc, etc. Por mais que nos façamos de modernas e indepedententes, somos todas uns bichinhos pequenos e frágeis a espera de um elogio.

Conversando com uma colega hoje, ela contava o seu ubber descontentamento pois não havia sido motivo de elogios, enquanto outro colega sim. E não quero aqui discutir mérito, o talento ou esforço de um ou do outro, nem das razões para que apenas um o tenha recebido, mas entendo o lado dela. Não precisa muito para se motivar alguém -- seja mulher ou não -- apenas um sorriso e um elogio, por mais light que seja, que surge energia e motivação para continuar.

Wednesday, November 01, 2006

Precisa de mais um

Para se conhecer bem, precisa-se sempre de mais uma pessoa, a fim de te dar uma visão externa da sua personalidade. Apontar defeitos, qualidades e características típicas de determinado ser.

Cito alguns exemplos:

- Descobri que durmo de boca e, às vezes, olhos abertos depois que passei a dividir a minha cama.
- Percebi (ou melhor, perceberam) que tenho certas frases chaves, e que algumas já ficaram insuportáveis.
- Aprendi que aparentemente só eu desteto ficar me enxugando com toalha após o banho (vide meu sonho de consumo ser un robe felpudão)
- E que toda vez que eu tropeço e fico a ponto de cair no chão, solto um gritinho tipo "ai" com teor de estou tomando um susto.

Mas ainda bem que não cai nessas três vezes que tropecei no shopping, hoje, durante o horário de almoço.

Monday, October 30, 2006

Não dá para entender

Tudo bem que ando meio mal humorada ultimamente, mas não dá para aguentar algumas coisas.
E nem quero ser filosófica de falar da pobreza do mundo, corrupção e outra malezas humanas, mas não necessariamente modernas.

Falo de alguns tipos de pessoas que me tiram do sério. Um desses tipos é o enólogo ou amante da arte do vinho (sim, porque para eles vinho não é uma bebida alcóolica fermentada de uvas de determinada parreira ou área geográfica, e sim uma arte).

Tenho certeza que eles inventam o que dizem sobre o aroma, buquê e outras caracterísitcas do vinho. Este fim de semana, estava vendo TV com minha mãe quando nos deparamos com um programa desse gênero. E o apresentador tentava explicar aos telespectadores o paladar e notas do vinho. "Atrás da madeira tem ... ". Não resisti e adicionei "um prego".

Peraí, como ao tomar um só gole de vinho, por mais apurada que estejam suas papilas gustativas, um ser humano consegue ter a cara de pau de falar que atrás de um sabor tem outro, mas que na entrada remonta a uma peculiar sensação de outra??

Palhaçada. Só pode ser. Basta inventar uma coisa ou outra e falar difícil que de repente se diz entender de vinhos. Uma vez, inclusive, escutei um sujeito falar que o vinho tinto deixava um sabor de chocolate.!! Amigo.. não é um ovo de Páscoa. Vinho deixa gosto de UVA!!

Tuesday, October 24, 2006

Esses modismos

Gostaria de poder efetivamente alertar todas as "celebeldades" de que adoção não é uma moda.
Não é como adquirir um novo casaco de marca ou então ser a primeira a entrar na mais descolada casa noturna ou restaurante.

Primeiro foi a Angelina Jolie com seus filhos de países desconhecidos, mas que com a devida atenção da mídia (que tipo de mídia é essa mesmo??) e com dinheiro americano para pagar saúde, roupas e tratamento, transformou os filhos recém adotados em celebridades instantâneas.

Depois vieram outras celebeldades de Hollywood, com mais ou menos destaques, que decidiram dar amor instantâneo e incondicional a crianças africanas e asiáticas. Nenhuma delas pensou em pegar uma das crianças de seu próprio país, cujas mães adolescentes as entregaram para a adoção por não terem condições de criar (seja financeira, emocional, de saúde...)

Certa vez, durante uma daquelas viagens corporativas em que se passa mais tempo em aviões e aeroportos do que propriamente no evento que você vai cobrir, comprei uma revista gringa que a repórter (muito sabiamente) criou uma pauta em se passar por várias situações duas vezes - uma delas como ela faria normalmente e na outra coberta e recheada de determinados estereotipos). A situação mais hilária foi uma em que ela tentava almoçar em um bistrô charmoso de Los Angeles com uma criança americana, gordinha com cara de sapeca, e depois com uma outra asiática, para ver a reação e o tratamento que seria dado.

Resultado: ao lado de uma criança asiática, a repórter conseguiu uma boa mesa, teve todos os pedidos prontamente aceitos e acatados, e se a criança fizesse farra, sujeira e tudo mais, as pessoas olhavam dando sorrisos e catando os lixos deixados para trás. Pois é. Virou chique adotar crianças internacionais. Tá na moda. Só falta aparecer em alguma capa de revista de moda que dita as tendências para as próximas temporadas.

No entanto, o que me chocou mesmo foi a decisão de uma criancinha africana pela rainha do pop, a Madonna. Não estou nem discutindo a questão da criança ter um pai - que supostamente não sabia que a adoção seria permanente - mas sim debato o fato de que quem levou a criança do Malauí foi uma assessora/assistente da popstar e não a nova mãe do bebêzinho.

Que tipo de mensagem de amor incondicional, de dedicação pode ser passada por meio desse ato? Se nem trazer em seus braços, para aninhar em seu colo durante o vôo o novo filho (e diga-se de passagem para o resto da vida) a cantora fez, o que ela também regulará e deixará para os demais fazerem por ela?

Mas de qualquer forma eu sou sim a favor da adoção. Falo em alto e bom som para várias pessoas que eu até quero filhos, especialmente se eles já vierem prontos. Apesar de que depois de conhecer uma determinada pessoa, essess instintos maternais próprios afloraram. Vai saber né?

Só realmente espero que esses modismos sejam passageiros, e que as crianças e seus novos pais sejam muito mais felizes do que antes.
Y el problema es que te creo. É assim mesmo. Posso ficar brava, chateada, sair espumando, mas é só dizer uma ou duas palavras de efeito que acabo acreditando em todas. Caio como um patinho. Vim trabalhar hoje super chateada e puta pois até comecei a acreditar que eu não sou nada além de um ser humano preguiçoso e orgulhoso. Pelo menos a parte do "gorda" ficou de fora desta vez.

Preciso mesmo de férias. Não só do trabalho que está me deixando louca, mas também de mim, de tudo. Distância da minha realidade cotidiana para que eu possa me redescobrir e ganhar uma nova energia. Energia para encarar novamente o mundo, fazer tudo o que precisa ser feito, enfrentar quem eu preciso e abaixar a cabeça nas horas justas.

Vamos ver quando eu me dou essas merecidas férias. E que seja logo.

Friday, October 20, 2006

Cinderela


Ultimamente ando me sentindo um pouco como a Cinderela. E honestamente é um saco. Como não acredito em conto de fadas, não curto a possibilidade de um rato costurar um vestido para mim e meu castelo não está tão próximo assim, o final da história não é tão bacana como no conto de fadas.

Nas ordens abaixo, ao se substituir o nome da Cinderela pelo meu, verá as minhas últimas semanas.

"Cinderela, conserte a luz da cozinha, depois passe no supermercado e compre o que eu vou comer durante a semana. Cinderela, pague, resolva e organize o envio e recebimento do presente da família. Cinderela, obrigue o seu namorado a vir pegar no melhor dia para mim o que eu quero te dar de presente para o seu futuro. Cinderela descongele a geladeira, resolva meus problemas e cancele a minha linha telefônica. Cinderela, não se esqueça que você terá que ir e vir e nos pegar e viajar e ficar a minha disposição".
Pena que como nos contos de fada, politicamente corretos, eu não posso mandar a família se danar e se explodir. Mas daqui a pouco passa. Estou já em contagem regressiva.

PS1 - E o pior, não achei uma puta imagem da Cinderela trabalhando. Sonhos infantis são estúpidos! Cadê ela esfregando o chão e costurando as roupas das irmãs para o baile?

PS2 - Queria colocar uma frase do filme da Cinderela, pois gosto da história. Mas o que eu consegui lembrar foi 'Cinderela, jogue-me suas tranças'. Pois é. E a Rapunzel então deve ter andado em uma carruagem de abóbora com uma fada madrinha.


Thursday, October 19, 2006

Super sonhos

Adoro sonhar e lembrar deles pela manhã. Mesmo quando são pesadelos (como aconteceu hoje). Nesses sonhos eu sou uma super heroína, com direito a derrotar monstros, bandidos e a vilania em geral. Essa noite eu pilotava um helicóptero que às vezes se tornava um carro, matava vários bandidos que tentavam invadir a antiga casa da praia.

Apesar de toda essa demonstração de talento e força, no fundo eu estava com medo, e quando acordei assustada e não conseguia voltar a dormir, lembrei que ele estava do meu lado, e só foi preciso dar um abraço para me sentir segura e tranquila, e cair novamente no sono.

Tá, pensando melhor, mais do que sonhos e pesadelos com histórias lindas, românticas ou de aventuras, gosto mesmo é de ter ele do meu lado.

Wednesday, October 18, 2006

Cheia de idéias


Estou cheia de idéias ultimamente. Desde como otimizar meu tempo para rever grandes amigas (de quem eu ando cheia de saudades) até como melhorar o clima das pessoas da equipe, a fim de ganharmos (eu e os outros) mais qualidade de vida durante as quase 12 horas que passo trabalhando.

Também ando fuçando revistas de ginástica (embora não tenha voltado com toda força à academia) e de decoração (de repente senti uma vontade louca disso).
Espero que de tantas idéias eu consiga capturar uma e realmente colocá-la em prática.


Tuesday, October 10, 2006

Como é possível?

Sim, eu sei que toda criança vê alguns adultos, sejam seus pais, a Xuxa, o Sérgio Malandro ou até o Sílvio Santos como verdades modelos, ídolos até.

Passíveis de adoração ou de profundo e intenso respeito. Até determinado nível, eu acho isso super saudável, especialmente quando esses ídolos merecem essa adoração. Só que quando se cresce, percebe-se que nem tudo são flores, que a nave da Xuxa não levantava vôo de verdade e outros tantos mitos caem por terra.

Confesso que nunca tive muito disso na infância. Óbvio que adorei alguns "adultos" na minha vida particular e outros tantos da televisão, mas nunca mudei de atitude ou passei a venerar determinadas pessoas em função do que me era apresentado. Acho que sempre fui muito teimosa e com uma cabeça muito própria, até hoje tenho problemas em concordar com algumas idéias, por mais brilhantes que possam parecer.

Agora, o que dizer de uma pessoa já adulta, casada, que continua a agir como uma criancinha mimada e que acredita que determinadas atitudes de um "adulto" ainda são passiveis de suspiro e intensa admiração? E especialmente quando essas atitudes não são assim tão maravilhosas?

Pois é, me deparo com essa dúvida quase todos os dias, e especialmente agora nesse último mês, em que vejo minhas vontades e meus direitos sumirem, praticamente deixarem de serem reconhecidos como tal, para dar lugar a certos mimos e "coleguismos" - aos quais nunca me associei ou simpatizei.

Hoje, por exemplo, fui praticamente chamada de "ingrata" por dizer que checaria com ele como e quando poderíamos fazer o transporte dos eletrodomésticos. E não falei isso porque não estava a fim de pegar as coisas, ou porque eu sou terrível e sem consideração com as necessidades alheias, pois precisam deixar o apartamento vazio em uma semana.

Fiz isso pois não sou eu quem tem um carro ou força para transportar tudo ou lugar para armazenar, e precisaria ver, sim, com uma pessoa que iria dar a melhor resposta pois tem todos os meios para a solução desta questão.

Ah..ainda fui questionada onde moraríamos pelos próximos anos, até a chegada ao Oásis. Como assim é minha decisão? Então me chame de louca, porque até onde eu tinha entendido, e olha que essas coisas mudam com uma frequência maior do que o cérebro humano pode suportar, eu entendi que a decisão seria de outros, e dependia de uma série de fatores alheios ao meu desejo.

Se a decisão fosse minha já estaria tomada, eu já estaria em outro lado, e de preferência com cadeado nos meus armários, pois assim meus shampoos, cremes e condicionadores teriam uma vida mais longa, bem como minha paciência.

Enfim.. falta muito para chegarmos ao paraíso na Terra, mas ah, como eu quero que o tempo ande rápido.

Wednesday, October 04, 2006

Mundo cão

Vindo trabalhar, no curto caminho entre o estacionamento e o prédio, um senhor me pára e pede informações. Em termos de localização, estamos próximos a Ponte do Morumbi e ele quer chegar no Jabaquara (muito longe), especialmente quando o sujeito me diz que irá até lá caminhando. Não entendo nada de distância, aliás, nem sei como me deixaram pegar a carteira de motorista pois se me perguntar se uma determinada distância é 1 ou 10 metros, não sei responder corretamente.

De qualquer forma, segundo o narrador, ele veio com uma proposta de trabalho de motorista em SP, mas ao chegar no lugar, acharam-no velho (embora ele tivesse qualificação - ele chegou a me mostrar sua carteira de trabalho e de motorista).

Para tentar encurtar a história, ele está sem dinheiro, vagando há dois dias pela cidade, sem comer, sem direção e precisava chegar no Jabaquara e ir arrecadando dinheiro até lá para voltar de ônibus a sua cidade.

Fico pensando como qualquer pessoa sai de sua casa, de sua cidade natal em busca de trabalho, por mais promissor que seja, e não leva o mínimo de dinheiro, roupa ou contatos necessários para uma sobrevivência digna? Até porque mesmo que o emprego fosse garantido, demoraria um certo tempo até receber o salário, não é mesmo?

Mas acabo pensando (e talvez seja a única forma de eu entender tudo isso) que eu sou uma minoria nesse país. Uma pessoa que teve o mínimo de educação que permitiu que eu raciocinasse e soubesse me posicionar de uma determinada forma frente a inúmeras situações adversas ou não. Que quando alguém me oferece um emprego, eu analiso a proposta e tomo todas as providências para caso não consiga, não sair dessa pior do que cheguei. Que eu não sou ingênua o suficiente para pensar que uma oferta de emprego é garantia, que não preciso levar nada além da minha boa vontade para sobreviver.

Enquanto grande parte das pessoas desse mundo cão não foi formada (educacionalmente, digo) para ter uma capacidade de raciocínio mínimo, cuja ingenuidade beira a ignorância (e não é nada belo e poético como retratado em filmes nacionais), e cuja vida precisa tanto melhorar que se jogam em propostas vazias e em ciladas.

Só torço para que esse senhor chegue bem ao seu destino final, e saia dessa mais descolado e informado de como é o mundo real.

Tuesday, October 03, 2006

Para não falar de coisas sérias


Vou publicar um cartoon da Maitena pra evitar falar de assuntos sérios, ou de filosofar sobre minha vida e depois correr o risco de alguém ler e achar que é algo pessoal contra ela/ele.

Tuesday, September 19, 2006

Vergonha

Ultimamente estou com mais vergonha dos outros do que de mim mesma. E é fácil entender o porquê. Que país é esse em que um presidente de nada sabe?

Ou então de um empresário (pode-se dizer isso do Vedoin) bandido, sem qualque sinal de ética ou civilidade depois de ter sido no esquema das ambulâncias agora negocia em valores a exposição de outros novos ou velhos nomes de comparsas envolvidos, fazendo chantagem, vendendo notícia e pior, tentando ganhar mais dinheiro às custas do povo. Gente como eu que paga as contas em dia, acorda todo dia, trabalha feito um jumento, e ainda faz o milagre de não ter dinheiro na conta no fim do mês.

Pois é. Fico imaginando como na época de minha mãe e meus tios havia toda uma luta, um pesnsamento, uma ideologia de que sim, se poderia mudar o mundo, para melhor. Fazer algo diferente. O que aconteceu com o mundo, e não foi só o Brasi, para mudar tanto?

Hoje na Marginal Pinheiros aquele puta trânsito. Tudo o que eu queria era pegar um helicóptero. Mas não podia. E fiquei ali no trânsito. Enquanto isso um carro na minha frente teve a maravilhosa idéia de pular de uma das marginais (a grande) para a lateral (de menor velocidade) porque essa estava andando mais rapidamente. Só que para isso ele atropelou o canteiro, ferrou toda a suspensão do seu carro e ainda por cima causou o maior fuzuê pois queria entrar com seu carro, a 45 graus em uma pista veloz com vários carros vindo em velocidade máxima. Ou seja. Esperteza ainda é considerada uma virtude.

Quem conhece minha mãe provavelmente já ouviu ou ainda vai ouvir uma história minha que ela conta SEMPRE. Logo após ter regressado de viagem ao exterior, onde vi sim sinais de cidadania, civilidade e um politicamente correto exagerado, mas havia, fomos todos à praia no fim de ano.

Épcoa essa em que há trânsito, passa-se calor no carro e os pedágios abusivos não assustam ninguém. Era tanto o congestionamento que um carro fez a mesma coisa, desceu aquela divisão íngrime entre a pista da subida e descida da Imigrantes, e pegou o caminho de volta para a capital. No carro, eu - em pânico - gritei! Achei um abusrdo, falava "mãe, isso é proibido".

Pois é. No mundo dos espertos eu sou trouxa. Mas na minha educação e história de vida, faço isso para dormir tranquilamente à noite. Sabendo que estou no mundo dos justos.

Monday, September 11, 2006

A gota d´água

A gota d´água se aproxima. Juro que se receber mais um e-mail com mensagens do tipo "se vira" e "handle it for me, please" eu vou surtar.

E não me responsabilizarei pelos meus atos. Isso está se tornando insalubridade mental e física. Vamos parar por aqui.