Rituais de passagem nunca me interessaram. Acho besta, fútil e frívolo. Em um mundo capitalista, ele também significa algo caro em que alguém ganha muito dinheiro para fazer esses momentos "marcantes".
Estou falando de casamento, despedida de solteiro, chá de bebê, festa de quinze anos, qualquer outra festa de aniversário, festa de formatura, colação de grau. Também incluo nessa categoria os famosos trotes universitários. Puta babaquice.
Já se foi o tempo em que uma despedida de solteiro indicava a última noite livre de um homem ou a "iluminação" da mulher para uma nova vida conjugal. Os jovens precisam encarar que a faculdade é sim um rito de passagem: para a maturidade e não para a esbórnia alcóolica.
Os pais atualmente são bem liberais e permitem sexo, bebida e farras em casa, em outros espaços e a idades cada vez mais precoces. Então, passar aquele mico desnecessário pedindo dinheiro em faróis todos sujos para depois encher a cara não dá mais.
Não fortalece amizades com colegas de turma ou de curso, não reforça a moral ou caráter e certamente não ajuda a passar nas matérias que serão lecionadas ao longo do primeiro ano. Então, que tal os universitários brasileiros despregarem sua mentalidade de seus umbigos e começarem a pensar em algo mais grandioso, que esse sim, pode criar novos vínculos com pessoas, tornar-se mais responsável, ético e efetivamente marcar um rito de passagem valioso.
Sei, porque já vivi isso, que aos 18/19 anos você não se preocupa com a crise no Haiti, com a população ilhada e isolada em suas casas há quarenta dias, sem ter o que comer ou ter como se mobilizar para comprar mais alimentos ou itens de higiene, afinal não tem barco. Você não liga muito para o que o Fed e o Banco Central falam da taxa de juros e se bobear acha que previdência privada é alguma piadinha ou nome de festa universitária.
Ao mesmo tempo sei que o passado só indica o futuro, o que podemos melhorar e superar. E acho que essa é uma fase vital a ser melhorada: chega de trotes estúpidos, etílicos e que -vez ou outra - acabam em morte. Vamos celebrar o novo, de forma relevante e digna a um número maior de pessoas.
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Monday, February 01, 2010
Friday, January 15, 2010
encruzilhada haitiana
A pequena ilha no Caribe chamada Haiti não era nada para o Brasil ou para o mundo até a última semana. Talvez um ou outro compatriota possa se lembrar do CD do Caetano em que questionava se o Haiti era ou não aqui.
Mas agora, em 2010, a nação chama a atenção pelo terremoto que devastou o País já miserável pela pobreza, pela fome e pelas instabilidades que só os homens podem gerar: política, econômica e social.
Ninguém sabe ao certo o número de mortos no terremoto - algo entre 50 e 100 mil pessoas estimam certas agências de notícias. Calcular os estragos financeiros com a reconstrução do país e das vidas daqueles que resistiram aos abalos sismicos então, nem pensar.
Um sem número de ações de ajuda humanitária já está a caminho da ilha, onde não tem nem um macaco hidráulico para levantar o que restou de casas e prédios em busca de sobreviventes, corpos ou seja lá o que for. Tudo é manual, sofrido, feito com voluntários e com o mais arcaico modelo disponível no mercado.
Se a situação já estava triste antes, imagine pós-terremoto. E eu, como tento pensar ainda mais no futuro das coisas (nunca o meu próprio futuro) tento visualizar o que será no pós-reconstrução.
No País, mais da metade de seus habitantes, algo como 9 milhões, vive com US$ 1 ao dia. Milicias armadas de civis disputavam nos dentes e nas balas território em que havia alimento. Não é como na nossa Rocinha ou nos nossos suburbios urbanos: na disputa por ponto de drogas, por ponto de prostituição ou seus genéricos. A maleza lá é pior: mondo cane, dog eat dog mesmo!
A briga é por alimento, a disputa é por água potável, por pão, leite, carne. O que sobra lá são violência, armas contrabandeadas de não sei da onde, pessoas revoltadas e sem esperança de uma vida melhor.
Ouvir histórias dos militares brasileiros sobre aquela área (apesar da mídia não ter dado tanta atenção ao fato como agora) é triste. Eles foram inicialmente hostilizados e agredidos pelos haitianos na chegada, apesar de participarem de uma missão de paz e de construção do país.
Olhar alguém que representasse uma invasão, que demonstrasse haver um mundo melhor (mesmo que ele seja o Brasil, com seus problemas e virtudes) e lhes tirasse o poder das armas - a única coisa que bem ou mal lhes conferia poder e autonomia - era revoltante, odioso e cruel. Motivo para matar.
O Haiti agora está em uma encruzilhada - decidir se reconstrói o País nos pilares da tentativa de igualdade, de uma humanidade real, da democracia e das oportunidades ou se a devastação e a dor da perda do pouco que eles ainda tinham será o fator predominante e só veremos um país ainda mais dilacerado, violento, pobre e sem esperança.
Mas agora, em 2010, a nação chama a atenção pelo terremoto que devastou o País já miserável pela pobreza, pela fome e pelas instabilidades que só os homens podem gerar: política, econômica e social.
Ninguém sabe ao certo o número de mortos no terremoto - algo entre 50 e 100 mil pessoas estimam certas agências de notícias. Calcular os estragos financeiros com a reconstrução do país e das vidas daqueles que resistiram aos abalos sismicos então, nem pensar.
Um sem número de ações de ajuda humanitária já está a caminho da ilha, onde não tem nem um macaco hidráulico para levantar o que restou de casas e prédios em busca de sobreviventes, corpos ou seja lá o que for. Tudo é manual, sofrido, feito com voluntários e com o mais arcaico modelo disponível no mercado.
Se a situação já estava triste antes, imagine pós-terremoto. E eu, como tento pensar ainda mais no futuro das coisas (nunca o meu próprio futuro) tento visualizar o que será no pós-reconstrução.
No País, mais da metade de seus habitantes, algo como 9 milhões, vive com US$ 1 ao dia. Milicias armadas de civis disputavam nos dentes e nas balas território em que havia alimento. Não é como na nossa Rocinha ou nos nossos suburbios urbanos: na disputa por ponto de drogas, por ponto de prostituição ou seus genéricos. A maleza lá é pior: mondo cane, dog eat dog mesmo!
A briga é por alimento, a disputa é por água potável, por pão, leite, carne. O que sobra lá são violência, armas contrabandeadas de não sei da onde, pessoas revoltadas e sem esperança de uma vida melhor.
Ouvir histórias dos militares brasileiros sobre aquela área (apesar da mídia não ter dado tanta atenção ao fato como agora) é triste. Eles foram inicialmente hostilizados e agredidos pelos haitianos na chegada, apesar de participarem de uma missão de paz e de construção do país.
Olhar alguém que representasse uma invasão, que demonstrasse haver um mundo melhor (mesmo que ele seja o Brasil, com seus problemas e virtudes) e lhes tirasse o poder das armas - a única coisa que bem ou mal lhes conferia poder e autonomia - era revoltante, odioso e cruel. Motivo para matar.
O Haiti agora está em uma encruzilhada - decidir se reconstrói o País nos pilares da tentativa de igualdade, de uma humanidade real, da democracia e das oportunidades ou se a devastação e a dor da perda do pouco que eles ainda tinham será o fator predominante e só veremos um país ainda mais dilacerado, violento, pobre e sem esperança.
Monday, April 20, 2009
5 itens necessários
Quando jovem, tinha uma lista gigantesca, e um tanto antagonica, sobre as qualidades que queria em um namorado. Hoje, já fiquei BEM menos exigente.E só peço as cinco coisas abaixo:
1. Seja inteligente
2. Tenha senso de humor
3. Seja charmoso, de um jeito individual
4. Faça um esforço para me entender (mesmo que seja difícil)
5. Fiquei deslizando seus dedos no meu cabelo para me fazer dormir
Só isso. Com o resto, eu convivo ou as coisas se resolvem.
Obrigada
A mulher da sua vida.
Saturday, March 14, 2009
A vida e o amor
Com o passar do tempo descobri que quando se trata de conselhos afetivos, as pessoas não necessariamente gostam da honestidade - seja quem está dando ou quem está recebendo os conselhos. Tome o meu caso por exemplo, com o D.P., poucas pessoas falaram que ele era um idiota, desnecessário e com zero de compatibilidade comigo. Mas quem quer dizer isso a alguém apaixonado? Eu certamente não queria ouvir, afinal ele seria o homem da minha vida.
Mal sabia eu que depois surgiram outros homens, do mês, do ano, do semestre, e da vida. Nenhum "vingou", como a sabedoria popular diz sobre plantas. E agora que estou há algum tempo distante desse mundo de romance, sexo e sedução, tendo a ser mais fria e objetiva quando me perguntam sobre os temas do coração.
Na sexta, boa parte da discussão do happy hour foi, obviamente, sobre relações afetivas, como tais pessoas não dariam certo, como fulana está apaixonada pelo Joãozinho Sem-Vergonha. E por aí vai. Pois bem, ontem tive a oportunidade de praticar algumas das minhas filosofias, em voz alta, para calorosa recepção e até choque dos interlocutores.
Reforcei minha teoria sobre mulheres (e homens) totalmente desapegadas de sentimentos, e com que - novo termo aprendido ontem - fazem milhagem. Sobre relacionamentos bumerange.
Será que o que fiz naquela vez para provar que a pessoa poderia confiar em mim foi tão chocante assim? Tão inesperado, não apenas pela situação, mas porque tal atitudade foi tomada por mim? Adoraria ter um dia que saisse do meu corpo e observasse, de outro ponto de vista, como sou.
Sempre me considerei uma pessoa óbvia, sem graça mesmo, talvez piadista até certo ponto para evitar outros tipos de comentário, boa gente, fiel as amizades. Camaleônica no que se trata de gostos e de desejos, mutante no humor e fixa com algumas idéias, boas e ruins.
Agora pergunto. Será que sou assim? E que tipo de amor isso me traz?
Tuesday, March 10, 2009
Homem fortaleza
Enquanto muitos discutem se o Obama está ficando grisalho de preocupação ou se isso não passa de uma jogada (e visual) de marketing, prefiro comentar sobre suas ações. Não sou leitora de Caras.
Por um tempo torci pela vitória do McCain por motivos escusos (no comments....) e por achar que uma continuidade na linha administrativa do governo americano permitiria uma retirada mais veloz das tropas americanas do Iraque e Afeganistão. Afinal, o que seria da opinião pública se um novo presidente, negro, filho de muculmano, jovem e viciado em tecnologia como plataforma de democratização do acesso das informações, tomasse uma decisão tão esperada por muitos e sem propósito por outros?
Mas não é o que o homem fez? Ele deu data e tudo. Pode ter sido coragem pura. Pode ter sido muito motivado pela crise (e que crise!). Pode ter sido motivado pela inexistência das armas de destruição em massa e da queda do valor do barril do petróleo. Vai saber.....
Outro tema comovente e polêmico é a famosa utilização de células tronco embrionárias por pesquisas científicas. São esses mini babies em formato celular que estão "dando a vida" em nome da ciência. São essas apenas células humanas, quase arranjadas em uma linha sequencial, que podem se tornar (ojala!!) o que a ciência apontar. Novos órgãos, novos tecidos, etc?
Tantas indagações fizeram o governo anterior vetar qualquer tipo de estudo ou de inciativa financiada. Mas o que? Quantos meses de governo e o rapaz, negro, filho de muculmano, jovem e viciado em tecnologia como plataforma de democratização do acesso das informações, revogou tal decisão.
Cientistas ganharam a liberdade (ojalá que com conduta mais do que ética e comprometida) para conduzir estudos que podem reverter doenças avassaladoras aos adoentados e suas famílias. E quem sabe se esse é o caminho da ciência para a próxima década?
Sem dúvida, Obama é um homem fortaleza. Vai sofrer impactos, agressões, vão tentar pilhar e derrubar sua construção. Vai ficar grisalho, seja cosmeticamente ou por motivos de estresse puro. E continuará, seja por isso ou por outras polêmcias, discutíveis e honradas decisões que tomará durante a sua gestão.
Por um tempo torci pela vitória do McCain por motivos escusos (no comments....) e por achar que uma continuidade na linha administrativa do governo americano permitiria uma retirada mais veloz das tropas americanas do Iraque e Afeganistão. Afinal, o que seria da opinião pública se um novo presidente, negro, filho de muculmano, jovem e viciado em tecnologia como plataforma de democratização do acesso das informações, tomasse uma decisão tão esperada por muitos e sem propósito por outros?
Mas não é o que o homem fez? Ele deu data e tudo. Pode ter sido coragem pura. Pode ter sido muito motivado pela crise (e que crise!). Pode ter sido motivado pela inexistência das armas de destruição em massa e da queda do valor do barril do petróleo. Vai saber.....
Outro tema comovente e polêmico é a famosa utilização de células tronco embrionárias por pesquisas científicas. São esses mini babies em formato celular que estão "dando a vida" em nome da ciência. São essas apenas células humanas, quase arranjadas em uma linha sequencial, que podem se tornar (ojala!!) o que a ciência apontar. Novos órgãos, novos tecidos, etc?
Tantas indagações fizeram o governo anterior vetar qualquer tipo de estudo ou de inciativa financiada. Mas o que? Quantos meses de governo e o rapaz, negro, filho de muculmano, jovem e viciado em tecnologia como plataforma de democratização do acesso das informações, revogou tal decisão.
Cientistas ganharam a liberdade (ojalá que com conduta mais do que ética e comprometida) para conduzir estudos que podem reverter doenças avassaladoras aos adoentados e suas famílias. E quem sabe se esse é o caminho da ciência para a próxima década?
Sem dúvida, Obama é um homem fortaleza. Vai sofrer impactos, agressões, vão tentar pilhar e derrubar sua construção. Vai ficar grisalho, seja cosmeticamente ou por motivos de estresse puro. E continuará, seja por isso ou por outras polêmcias, discutíveis e honradas decisões que tomará durante a sua gestão.
Sunday, March 08, 2009
Mundo fast food
Estamos acostumados ao mundo imediato, em que tudo acontece rapidamente, a agilidade é a regra do jogo. Relacionamento relâmpagos, praça de alimentação com comida gosmenta semi pronta, internet banda larga, duas simples trocas de SMS e um programa agendado. Carros velozes, músicas comerciais que vem e vão. Pipoca que ficam prontas em minutos, quase tudo vai pro microondas. Banhos rápidos (e ecológicos), fast trainning na academia. Tudo para otimizar o tempo. Saber fazer valer os minutos do nosso dia.
Tudo é fast food. Vivemos em um mundo de consumo imediato. Para o bem e para o mal.
Sabemos que podemos ter quase tudo de imediato. Esfiha que se não chega em 28 minutos, é de graça. Pizzas em trinta minutos, ou grátis.
O imediatismo também chegou às relações. Podemos ter alguém por alguns minutos e algumas horas. E crise de consciência? Para que? Se tiver, rapidinho passa. Pedidos de desculpas, discussões de relacionamento instantâneas - viva a tecnologia. Mandar fotos e videos para o outro lado do mundo, a clique de um ou dois botões. E lá você está. Até a literatura ficou - senão minimalista - instantânea. Histórias curtas, bem curtas, de 50 palavras. Leu. Acabou.
Queremos remédio de ação imediata. Emagrecer da noite para o dia, ficar sarada e durinha em algumas semanas, tomar uma pílula para fazer passar a dor mais rápido. Seja ela física ou emocional.
Queremos acabar a faculdade rapidamente, arranjar um emprego logo, emendar uma promoção na sequencia, sem perder tempo, alcançar o sucesso profissional, conciliando com isso a família perfeita, o relacionamento que começou instantâneo, mas vingou para valer, aquela amizade que do corredor ou do elevador, imediata, pode te render uma madrinha de casamento, ou do batizado do filho. E para as menos românticas.... aquela parceira para as aventuras de explorar o mundo. Planeta. Países. Vizinhos.
E esse imediatismo, também midiático, nos faz esquecer, tão rapido quanto nos revoltou, aquelas situações horrorosas, aquela violência gratuita, barata, desnecessária e perigosa que temos nas grandes e pequenas cidades. Bandidos, pé de chinelo ou chefões com armas mais poderosas que o exército israelense, matam pessoas, as atiram de precipícios, estupram, ateiam fogo. Para ter, também de imediato, um novo bem material, para si ou para revenda. Instantânea, em troca de mais drogas, de outras armas, de mais veloz ascenção social. Padrastos, pais, tios, avos,vizinhos e desconhecidos que violentam adultos e crianças, aquela miseria que pune, que condena, que envenena.
Há quem diga que o mundo deve ir mais devagar, adotar o movimento slow food, slow living, slow dating, slow writing. Tudo com mais calma, para apreciar melhor a familia, os momentos, os amigos, as dádivas recebidads, reconhecer porque tomou aquelas pauladas... com calma. Digestivo. Apreciativo. Divino. Devagar.
Já outra corrente prega o desapego. O desprendimento do material, do possessivo, da comparação com o vizinho. Para não ter que acelerar ainda mais e cobiçar aquele corpo novo e sarado, aquela roupa nova que acabou de descer do desfile de moda da estação, do novo namorado da amiga, do novo celular faz tudo.
Não sou contra nada disso. Nem de ir rápido e querer mais e mais. Muito menos de pedir para irmos mais devagar, sem tantas necessidades. Sou mais complicada. Quero tentar me encaixar nesse mundo... ora rápido, ora devagar. Em que me perco e me acho, com tremenda agilidade.
Em que me questiono porque tão rapidamente me autosaboto, porque demoro para correr riscos, como me apaixonar novamente. Porque demoro para crescer. Porque nasci prematura. Porque tento ser quatro em um, para dar conta de tudo e de todos. Porque não tenho tempo para falar com a familia? Porque como tão rapidamente, mesmo quando tenho tempo. Porque não gosto de andar na esteira e sim correr. Estaria perdendo tempo ou peso?
E de imediato, termino o post. Já pensando no próximo.
Thursday, March 05, 2009
E a verdade sobre o sexo
Outro dia ouvi na rádio um comentário sobre a nova pesquisa a respeito de sexo na população brasileira. Aparentemente, somos uma nação de insatifeitos com nossa performance, particularmente os paulistas (ou seriam os paulistanos?) enquanto o pessoal em Manaus tava mega feliz com a festa dos lençois.
O que me traz à pergunta - qual a relevancia desse estudo? E qual o grau de confiança desse estudo. Não sabemos todos que homens falam que são tão insaciáveis quanto gostam de futebol? E que as mulheres mostrar que aquela queimação coletiva de sutiãs serviu para dar voz, direitos iguais e a garantia de se pronunciar feliz e interesada em sexo. Quanto as pessoas falam a verdade, não sei. E honestamente, não me importo.
Acho uma besteira tamanha. Se só tenho interesse na minha vida sexual, e de ninguém mais, imagina só de toda uma nação.
Wednesday, February 11, 2009
Reality TV
Minha droga alucinógena é a TV.
Aquela geringonça brilhante, que se conecta na energia elétrica por um cabo, e por outro cabo, de extremidades brilhantes traz o mundo para dentro daquela telinha.
Sei que é ecologicamente incorreto deixar ela ligada de noite, colocando um timmer para se auto desligar, quando sei que minutos depois de apertar aquele botãozinho verde do controle remoto, o sono me chama para me acolher em seus braços.
E de tão viciada que sou em TV, fiz uma lista dos programas (ficção e realidade que queria participar). Gente, executivos de TV que estiverem lendo (hahaha, duvido), me liguem!!!
REALITIES
1. Bigggest Looser
Motivo meio óbvio, né, mas às vezes queria participar de algo em que me sentisse parte de algo mair. Seria legar ter um grupo passando pela mesma coisa que eu, mutuamente se encorajando para ser melhor.
2. BBC's 2 What not to Wear
Também um tanto óbvio, mas depois do novo corpo, porque não um novo estilo? E sem gastar nada com isso. Aprender finalmente a se maquiar, ter um corte de cabelo fabuloso....
3. Miami Ink
No mínimo pelas tatuagens, e já que estou super linda, magra, sarada com roupas descoladas, porque não um encontro com o Ami (ou o Garver, mesmo, e quem sabe, só sair para encher a cara com os rapazes)
4. The Amazing Race
Percorrer o mundo competindo com pessoas totalmente diferentes de mim, conhecer outras culturas e tentar ganhar 1 milhão de dolares. (e mais... para quem se inscreveu no conquistador do fim do mundo só para paquerar os outros competidores.. isso seria um mega upgrade)
5. Extreme Makeover Home Edition
Depois de ter tanta coisa boa na minha vida, promovida graças a executivos de TV, emissoras patrocinadas por comerciais de cerveja, junk food, roupas lindas feitas por criancinhas malaias, brinquedos que te dão vontade de voltar a ser criança e carros altamente poluentes, nada mais justo do que retribuir e participar como voluntária da reconstrução da casa de uma familia em necessidade (fora que o programa sempre me faz chorar e adoro o apresentador e o resto da equipe)
FICTION
1. Law & Order (original, SVU e Criminal Intent)
Conhecer o maluco (meu tipo) do Bob Goren no CI, conhecer e trocar idéia com o quase truculento Cyrus Lupo, e o SVU para conhecer a galera mesmo..... apesar de ser bem barra pesada.
2. CSI (Miami, NYC e LV)
Precisa dizer mais? Deve ser nojento e ao mesmo tempo emocionante.
3. Privileged
Queria ser amiga da Meg, acho ela engraçada, dedicada, jornalista/escritora frustrada e teríamos muito o que conversar.
4. ER
vários personagens de várias temporadas que adoro, que quero ser amiga, conversar, aconselhar, fora aqueles bem bonitinhos e desajustados. (só não quero ser uma das doentes de lá)
5. Brothers and Sisters
Família bem perturbada, com personagens marcantes, e que se parece bem acolhedora com os visitantes (acho que qualquer família é assim, pensando bem)
Pensando bem, parece até aquele episódio de Friends em que o Ross laminou uma lista de potenciais celebridades com quem ele poderia trair, e não estava a Isabela Rosselini (ou algo assim)
E só não coloquei na lista Friends, pois apesar de adoráveis e engraçados, já viu eles acolherem um outsider bem?? São uma panela mesmo. E de panela feminina que passa o dia pensando em roupas, sexo, relacionamentos frustrados e enchendo a cara (leia-se Sexy and the City) já tenho minhas amigas BEM reais.
Thursday, January 29, 2009
Eu e meus sonhos - novamente
Ontem mesmo estava conversando com uma colega de trabalho sobre o sonho que ela teve, e o quanto me marcou os fatos que ela registrou do sonho e aqueles que a mim me pareceram mais "sensíveis" para análise e discussão.
Enfim, há tempos não lembrava e tentava analisar os meus próprios sonhos com afinco e dedicação. Falta de tempo, falta de interesse, falta de razão, falta de memória. Mas essa noite, em particular tive um sonho que está até agora registrado em minha memória.
Faltam informações e conhecimento técnico apurado para detalhar e tentar analisá-lo, mas mesmo de bate-pronto me parece que meu inconsciente está tentando me mandando recados. Foi o seguinte.
Estava efetivamente paquerando o menininho bonitinho (que é real, e estou nesse processo mesmo) e descobri que ele morava com um filho (pasme!!) no mesmo prédio que um dia eu iria morar com o "ele" (pasme!!). Então me desbanquei para ficar conversando com ele e com o filho na piscina, entrei na casa dele, praticamente me senti mãe e esposa daquele sujeito, e em um ambiente que poderia ser potencialmente tóxico para a minha vida, afinal sonhos foram perdidos lá.
Apesar de tudo isso, o que mais lembro é que o filhinho dele era meio gorducho, mas fofo, e ele era MAIS meigo do que aparenta ser na vida real. E bem mais pró-ativo do que também realmente é. E beijava bem.
Pensando mais a fundo, realmente, quando se trata dos seus próprios sonhos, você pára para analisar somente o desnecessário.
Enfim, há tempos não lembrava e tentava analisar os meus próprios sonhos com afinco e dedicação. Falta de tempo, falta de interesse, falta de razão, falta de memória. Mas essa noite, em particular tive um sonho que está até agora registrado em minha memória.
Faltam informações e conhecimento técnico apurado para detalhar e tentar analisá-lo, mas mesmo de bate-pronto me parece que meu inconsciente está tentando me mandando recados. Foi o seguinte.
Estava efetivamente paquerando o menininho bonitinho (que é real, e estou nesse processo mesmo) e descobri que ele morava com um filho (pasme!!) no mesmo prédio que um dia eu iria morar com o "ele" (pasme!!). Então me desbanquei para ficar conversando com ele e com o filho na piscina, entrei na casa dele, praticamente me senti mãe e esposa daquele sujeito, e em um ambiente que poderia ser potencialmente tóxico para a minha vida, afinal sonhos foram perdidos lá.
Apesar de tudo isso, o que mais lembro é que o filhinho dele era meio gorducho, mas fofo, e ele era MAIS meigo do que aparenta ser na vida real. E bem mais pró-ativo do que também realmente é. E beijava bem.
Pensando mais a fundo, realmente, quando se trata dos seus próprios sonhos, você pára para analisar somente o desnecessário.
Wednesday, January 21, 2009
no limbo
Atualmente estou em uma fase indescritível. Não é porque tudo está maravilhoso, ou então porque as coisas estão as piores possíveis. Elas simplesmente estão neutras, e não consigo narrar para mim mesma, quanto mais para terceiros, o que é estar em uma fase neutra.
O período em que não defino nem o tipo de musica que quero ouvir, a roupa e estilo a vestir. Sei lá, é estranhamente ótimo. Que puedo decir?
Espero que esse seja o primeiro passo para as definições que tenho que tomar esse ano. De uma vez por todas acertar as minhas contas comigo mesma.
Tuesday, January 20, 2009
proudly geek
Para aqueles que ainda tinham dúvida, fiquem tranquilos, pois a resposta chegou.
Sim, sou uma geek profissional, com muito orgulho disso. Provavelmente sou uma daquelas poucas que chora de emoção ao descobrir uma nova funcionalidade para iPhone, inovações tecnológicas genéricas e gerais. Sou apaixonada pelo meu iPhone, meu iPod, o mundo geral web e sem fio.
Vira e mexe fico surpresa, e feliz, de ver como a tecnologia evolui rapidamente, e mais que isso, como a adoção e "culturalização" acompanham na mesma velocidade. Hoje, 20 de janeiro, estou recebendo via live streaming em um blog americano a transmissão da Fox News do Inauguration Day do Barack Obama.
Lembro-me de quando (pouco mais que uma década atrás) morava no exterior e aguardava ansiosamente as cartas enviadas pelo correio pela minha família, ou torcia para uma ligação, com preços absurdamente caros, por minuto. Hoje falo com pessoas em todo o mundo por poucos centavos o minuto pelo computador e acompanho, em tempo real, com a democracia da informação o discurso do novo presidente eleito dos EUA.
Sim, geek e política. Tirem seus filhos de perto da tela... post perigoso para as aspirantes a beldades sem cérebro. Sou uma feinha de conteúdo *hehehehhe*.
Sim, sou uma geek profissional, com muito orgulho disso. Provavelmente sou uma daquelas poucas que chora de emoção ao descobrir uma nova funcionalidade para iPhone, inovações tecnológicas genéricas e gerais. Sou apaixonada pelo meu iPhone, meu iPod, o mundo geral web e sem fio.
Vira e mexe fico surpresa, e feliz, de ver como a tecnologia evolui rapidamente, e mais que isso, como a adoção e "culturalização" acompanham na mesma velocidade. Hoje, 20 de janeiro, estou recebendo via live streaming em um blog americano a transmissão da Fox News do Inauguration Day do Barack Obama.
Lembro-me de quando (pouco mais que uma década atrás) morava no exterior e aguardava ansiosamente as cartas enviadas pelo correio pela minha família, ou torcia para uma ligação, com preços absurdamente caros, por minuto. Hoje falo com pessoas em todo o mundo por poucos centavos o minuto pelo computador e acompanho, em tempo real, com a democracia da informação o discurso do novo presidente eleito dos EUA.
Sim, geek e política. Tirem seus filhos de perto da tela... post perigoso para as aspirantes a beldades sem cérebro. Sou uma feinha de conteúdo *hehehehhe*.
Friday, December 26, 2008
Retrospectiva
Descobri mais uma coisa que me deixa irritada com o fim de ano. E não é aquele calor do Sahara, nem os shoppings lotados com pessoas desocupadas que passam a TARDE fazendo compras, nem as enchentes que inundam meu carro a cada dois anos.
O que incomoda mais do que saber que não cumpri metade das minhas promessas e resoluções de ano novo é aquela retrospectiva dos acontecimentos do ano, programinha batido e sazonal em TODOS os canais de TV aberta. Eita coisa chata que é relembrar *ou melhor* ser relembrada das tragédias, desgraças, fofocas, crises financeiras e políticas, nascimentos e falecimentos, animais que entram ou saem da lista de extinção, casamentos e divórcios milionários, ataques terroristas, tratados de paz, campeonatos ganhos, times erguendo taças e o quebra-quebra da torcida organizada. Ufa... ainda lembro de muita coisa que aconteceu em 2008, e o que o meu lindo cérebro não reteu de informação, talvez não valesse a pena mesmo.
Certamente vou ficar LONGE das TVs até o ano virar e eu ser obrigada a comprar uma nova agenda, ou então, comprar o meu iPhone.
O que incomoda mais do que saber que não cumpri metade das minhas promessas e resoluções de ano novo é aquela retrospectiva dos acontecimentos do ano, programinha batido e sazonal em TODOS os canais de TV aberta. Eita coisa chata que é relembrar *ou melhor* ser relembrada das tragédias, desgraças, fofocas, crises financeiras e políticas, nascimentos e falecimentos, animais que entram ou saem da lista de extinção, casamentos e divórcios milionários, ataques terroristas, tratados de paz, campeonatos ganhos, times erguendo taças e o quebra-quebra da torcida organizada. Ufa... ainda lembro de muita coisa que aconteceu em 2008, e o que o meu lindo cérebro não reteu de informação, talvez não valesse a pena mesmo.
Certamente vou ficar LONGE das TVs até o ano virar e eu ser obrigada a comprar uma nova agenda, ou então, comprar o meu iPhone.
Friday, November 14, 2008
Friday, October 17, 2008
doubts
I find sometimes it's easy to be myself
Sometimes I find it's better to be somebody else
Sometimes I find that I put myself into holes too deep for me to climb out of.
Sometimes I feel as if the fall isnt as hard as it really is. The end result is a severe pain.
Sometimes I wish you werent you. And I wasnt myself. We werent what we were expecting to be.
Like today. When I want to be swallowed by warm blankets and comfy pillows. With the cell phone and computer off. Praying that you would feel as angst as I am now. Un-healthy, right?
Sometimes I find it's better to be somebody else
Sometimes I find that I put myself into holes too deep for me to climb out of.
Sometimes I feel as if the fall isnt as hard as it really is. The end result is a severe pain.
Sometimes I wish you werent you. And I wasnt myself. We werent what we were expecting to be.
Like today. When I want to be swallowed by warm blankets and comfy pillows. With the cell phone and computer off. Praying that you would feel as angst as I am now. Un-healthy, right?
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pode parar o mundo. To fora
Wednesday, August 20, 2008
Rapidinho
Sou um tanto radical quando o assunto é relacionamento falido e acabado. Quando acaba, acaba. Não tem volta. Afinal, quando se chega ao limite, ao término de uma situação é porque (pelo menos no meus casos históricos) se tentou de tudo, e retentou, e tentou novamente, só que não deu certo. Perdeu a liga, o brilho, e especialmente, a relevância.
A pergunta que não quer calar hoje é: e com emprego, e ex emprego, é a mesma coisa??
A pergunta que não quer calar hoje é: e com emprego, e ex emprego, é a mesma coisa??
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Monday, August 18, 2008
Inspiração
Há alguns dias acordo e vou dormir ouvindo essa musica.
Minha vontade é pegá-la e arrasar na esteira, correndo meus vários e devidos quilômetros da planilha da minha irmã, realmente correndo e cantando com convicção as letras abaixo.
Ah.. a cantora é espanhola, para quem tiver curiosidade.
Ella se ha cansado de tirar la toalla
Va quitando poco a poco telarañas
No ha dormido esta noche, pero no está cansada
No miró ningún espejo, pero se siente "toa" guapa
Hoy, ella se ha puesto color en las pestañas
Hoy le gusta su sonrisa, no se siente una extraña
Hoy sueña lo que quiere sin preocuparse por nada
Hoy es una mujer que se da cuenta de su alma
Hoy vas a descubrir que el mundo es sólo para tíque nadie puede hacerte daño, nadie puede hacerte daño
Hoy vas a comprender que el miedo se puede romper con un sólo portazo
Hoy vas a hacer reir porque tus ojos de han cansado de ser llanto, de ser llanto
Hoy vas a conseguir reirte hasta de tí y ver que lo has logrado
Hoy vas a ser la mujer que te de la gana de ser
Hoy te vas a querer como nadie te ha sabido querer
Hoy vas a mirar pa´lante que pa´ atrás ya te dolió bastante
Una mujer valiente, una mujer sonriente mira como pasa
Hoy no has sido la mujer perfecta que esperaba na roto sin pudores las reglas
Hoy has calzado tacones para hacer sonar sus pasos
Hoy sabe que su vida nunca más será un fracaso
Hoy vas a descubrir que el mundo es sólo para tíque nadie puede hacerte daño, nadie puede hacerte daño
Hoy vas a conquistar el cielo sin mirar lo alto que queda del suelo
Hoy vas a ser feliz aunque el invierno sea frío y sea largo, y sea largo
Hoy vas a conseguir reirte hasta de tí y ver que lo has logrado
Hoy vas a descubrir que el mundo es sólo para tíque nadie puede hacerte daño, nadie puede hacerte daño
Hoy vas a dcomprender que el miedo se puede romper con un sólo portazo
Hoy vas a hacer reir porque tus ojos se han cansado de ser llanto, deser llanto
Hoy vas a conseguir reirte hasta de tí y ver que lo has logrado
Minha vontade é pegá-la e arrasar na esteira, correndo meus vários e devidos quilômetros da planilha da minha irmã, realmente correndo e cantando com convicção as letras abaixo.
Ah.. a cantora é espanhola, para quem tiver curiosidade.
Ella se ha cansado de tirar la toalla
Va quitando poco a poco telarañas
No ha dormido esta noche, pero no está cansada
No miró ningún espejo, pero se siente "toa" guapa
Hoy, ella se ha puesto color en las pestañas
Hoy le gusta su sonrisa, no se siente una extraña
Hoy sueña lo que quiere sin preocuparse por nada
Hoy es una mujer que se da cuenta de su alma
Hoy vas a descubrir que el mundo es sólo para tíque nadie puede hacerte daño, nadie puede hacerte daño
Hoy vas a comprender que el miedo se puede romper con un sólo portazo
Hoy vas a hacer reir porque tus ojos de han cansado de ser llanto, de ser llanto
Hoy vas a conseguir reirte hasta de tí y ver que lo has logrado
Hoy vas a ser la mujer que te de la gana de ser
Hoy te vas a querer como nadie te ha sabido querer
Hoy vas a mirar pa´lante que pa´ atrás ya te dolió bastante
Una mujer valiente, una mujer sonriente mira como pasa
Hoy no has sido la mujer perfecta que esperaba na roto sin pudores las reglas
Hoy has calzado tacones para hacer sonar sus pasos
Hoy sabe que su vida nunca más será un fracaso
Hoy vas a descubrir que el mundo es sólo para tíque nadie puede hacerte daño, nadie puede hacerte daño
Hoy vas a conquistar el cielo sin mirar lo alto que queda del suelo
Hoy vas a ser feliz aunque el invierno sea frío y sea largo, y sea largo
Hoy vas a conseguir reirte hasta de tí y ver que lo has logrado
Hoy vas a descubrir que el mundo es sólo para tíque nadie puede hacerte daño, nadie puede hacerte daño
Hoy vas a dcomprender que el miedo se puede romper con un sólo portazo
Hoy vas a hacer reir porque tus ojos se han cansado de ser llanto, deser llanto
Hoy vas a conseguir reirte hasta de tí y ver que lo has logrado
Wednesday, August 13, 2008
Plasticos que adoro
Americanos oferecem ao mundo, seja pela gastronomia, cultura, arte ou reconhecidos meios sociais e culturais vários aspectos plásticos, artificiais e superficiais. E confesso que ADORO todos. Quer queijo mais pasteurizado e fake do que o cheddar? De onde surgiu aquele amarelo alaranjado praticamente brilhante no escuro? e o hamburguer do Mac que parece tudo menos carne? Os filmes de mocinho e bandido em que o bem sempre vence? As histórias românticas de amor em que a feia fica com o galã, que o amor supera tudo e todos vivem felizes para sempre? ECA... pára para pensar como não funciona na vida real!! E ainda assim sou fanática por tudo isso.
Agora, tem uma característica tão típica da cultura e da sociedade americana que é mega plastificada, sem próposito real a não ser tentar conquistar algum resquício de superação/revanche/ vingança/curiosidade do que os encontros para relembrar as formaturas de colegial, de faculdade, etc. Na boa, é engraçadíssimo ver planos (e conheço histórias da vida real - não de filmes apenas) de pessoas que se preparam durante meses para reencontrar os velhos rostos conhecidos de colegas de classe. Para mostrar que a cheerleader linda que se casou com seu primeiro amor da escola, provavelmente do time de basquete, beisebol e futebol americano, está infeliz no casamento com filhos pestinhas? Ou aquele mega nerd que sonha em exibir seu carro último modelo e top model a tira colo porque inventou algum gadget improvável e que hoje em dia salva a vida de milhares (literalmente ou não). Mostrar que emagreceu, que engordou, que se casou, que ficou mais feliz, infeliz, e em especial que continua tão competitivo do que na adolescência ou juventude.
É uma interação social besta, típica de sociedade competitiva e que preza um padrão surreal de perfeição em moldes pré-formatados, estabelecidos com base em códigos de conduta ultrapassados, mas que até hoje são altamente visados e ambicionados. Ainda assim, sonho em participar de um. De ter um desses meu.
Quando era criança, falava para minha mãe que escreveria um livro para me "vingar" de colegas de escola que faziam arruaça ou simplesmente demonstravam apatia quando o assunto era eu. E para qualquer criança, isso é o pior tipo de ostracismo social. Hoje em dia, com livro publicado, acho uma besteira GIGANTESCA. As pessoas estão pouco se lixando para mim, para o que eu conquistei ou deixei de fazer desde então.
Só que eu não. Tenho uma certa curiosidade (mórbida, seria?) de saber onde estão tais pessoas. Até porque sofro de um déficit de atenção horrível quando se trata de pessoas, de me manter sociável e de "domesticar" e de cuidar de amizades e relacionamentos. Não procurei ninguém dos colégios que estudei no Orkut. Não lembro do nome das pessoas com as quais frequentei o mesmo clube esportivo, com quem disputei partidas esportivas e me diverti. Mas curiosamente, as pessoas da faculdade, quem também pouco fiz para cultivar e manter o contato, tenho interesse em saber por onde andam.
Agora, em época de olimpíadas, descobri que um colega está narrando esportes. Será que foi sempre ou foi contratação temporária por conta dos Jogos na China? Uma outra, li outro dia em um blog, realizou (parcialmente, pois não vi nada além disso) seu sonho de escrever sobre um assunto que jurava ser mestra expert enquanto estudávamos. Vira e mexe leio nomes e os reconheço como colegas de aula. Mas são raros, e não vou muito atrás. Nesse caso, acharia sensacional me reunir com essas pessoas e ver como anda a vida.
Para entender o meu grau de "desconhecimento de rostos passados", na última semana fui a um evento a trabalho, mas também por motivos pessoais para reencontrar colegas. Cumprimentei um rapaz com o tradicional sobe-e-desce de pescoço, e ele reproduziu o mesmo movimento. E tentei passar boa parte do evento desapercebida, pois se ele viesse puxar assunto comigo, estaria frita, sem saber reconhecer da onde e como iniciar uma conversa.
Acontece que, o mundo é uma ervilha, e uma das pessoas que conhecia no evento também o conhecia, me ajudou a posicioná-lo na minha história de vida (colega de um dos colégios que estudei). Ele inclusive veio conversar comigo, relembrou de uma outra história em que ele me viu em uma rua X onde ele trabalha (sim, o mundo é uma ervilha anã) anos após termos estudado juntos ele reconheceu meu rosto, retomou esse assunto a semana passada. E fiquei tão perplexa de alguém lembrar de mim há tanto tempo e em tantas ocasiões que não me lembro do nome do rapaz. E agora torço para não encontrá-lo mais, pois continuaria sem o reconhecer apropriadamente.
Agora, tem uma característica tão típica da cultura e da sociedade americana que é mega plastificada, sem próposito real a não ser tentar conquistar algum resquício de superação/revanche/ vingança/curiosidade do que os encontros para relembrar as formaturas de colegial, de faculdade, etc. Na boa, é engraçadíssimo ver planos (e conheço histórias da vida real - não de filmes apenas) de pessoas que se preparam durante meses para reencontrar os velhos rostos conhecidos de colegas de classe. Para mostrar que a cheerleader linda que se casou com seu primeiro amor da escola, provavelmente do time de basquete, beisebol e futebol americano, está infeliz no casamento com filhos pestinhas? Ou aquele mega nerd que sonha em exibir seu carro último modelo e top model a tira colo porque inventou algum gadget improvável e que hoje em dia salva a vida de milhares (literalmente ou não). Mostrar que emagreceu, que engordou, que se casou, que ficou mais feliz, infeliz, e em especial que continua tão competitivo do que na adolescência ou juventude.
É uma interação social besta, típica de sociedade competitiva e que preza um padrão surreal de perfeição em moldes pré-formatados, estabelecidos com base em códigos de conduta ultrapassados, mas que até hoje são altamente visados e ambicionados. Ainda assim, sonho em participar de um. De ter um desses meu.
Quando era criança, falava para minha mãe que escreveria um livro para me "vingar" de colegas de escola que faziam arruaça ou simplesmente demonstravam apatia quando o assunto era eu. E para qualquer criança, isso é o pior tipo de ostracismo social. Hoje em dia, com livro publicado, acho uma besteira GIGANTESCA. As pessoas estão pouco se lixando para mim, para o que eu conquistei ou deixei de fazer desde então.
Só que eu não. Tenho uma certa curiosidade (mórbida, seria?) de saber onde estão tais pessoas. Até porque sofro de um déficit de atenção horrível quando se trata de pessoas, de me manter sociável e de "domesticar" e de cuidar de amizades e relacionamentos. Não procurei ninguém dos colégios que estudei no Orkut. Não lembro do nome das pessoas com as quais frequentei o mesmo clube esportivo, com quem disputei partidas esportivas e me diverti. Mas curiosamente, as pessoas da faculdade, quem também pouco fiz para cultivar e manter o contato, tenho interesse em saber por onde andam.
Agora, em época de olimpíadas, descobri que um colega está narrando esportes. Será que foi sempre ou foi contratação temporária por conta dos Jogos na China? Uma outra, li outro dia em um blog, realizou (parcialmente, pois não vi nada além disso) seu sonho de escrever sobre um assunto que jurava ser mestra expert enquanto estudávamos. Vira e mexe leio nomes e os reconheço como colegas de aula. Mas são raros, e não vou muito atrás. Nesse caso, acharia sensacional me reunir com essas pessoas e ver como anda a vida.
Para entender o meu grau de "desconhecimento de rostos passados", na última semana fui a um evento a trabalho, mas também por motivos pessoais para reencontrar colegas. Cumprimentei um rapaz com o tradicional sobe-e-desce de pescoço, e ele reproduziu o mesmo movimento. E tentei passar boa parte do evento desapercebida, pois se ele viesse puxar assunto comigo, estaria frita, sem saber reconhecer da onde e como iniciar uma conversa.
Acontece que, o mundo é uma ervilha, e uma das pessoas que conhecia no evento também o conhecia, me ajudou a posicioná-lo na minha história de vida (colega de um dos colégios que estudei). Ele inclusive veio conversar comigo, relembrou de uma outra história em que ele me viu em uma rua X onde ele trabalha (sim, o mundo é uma ervilha anã) anos após termos estudado juntos ele reconheceu meu rosto, retomou esse assunto a semana passada. E fiquei tão perplexa de alguém lembrar de mim há tanto tempo e em tantas ocasiões que não me lembro do nome do rapaz. E agora torço para não encontrá-lo mais, pois continuaria sem o reconhecer apropriadamente.
Wednesday, July 02, 2008
Mega sensacional
Depois de seis anos, a candidata à presidência da Colômbia, Ingrid Betancourt foi resgatada no meio da selva colombiana. Aparentemente, outros 14 reféns também foram liberados em uma missão operacional secreta e de inteligência que parece filme americano.
Homens infiltrados nas Farc armaram um esquema para que os reféns fossem transportados a outro ponto. Só que no helicoptero demais membros da inteligência e exército estavam presentes, e barabum - reféns resgatados!!
Hoje é um hermoso dia. Pelo menos, essas 15 familias vão dormir tranquilas essa noite. Fica a esperança e as preces para os demais reféns dessa e de qualquer outra guerilha, grupos terroristas ou puros pilantras atrás de benefícios ou dinheiro.
Homens infiltrados nas Farc armaram um esquema para que os reféns fossem transportados a outro ponto. Só que no helicoptero demais membros da inteligência e exército estavam presentes, e barabum - reféns resgatados!!
Hoje é um hermoso dia. Pelo menos, essas 15 familias vão dormir tranquilas essa noite. Fica a esperança e as preces para os demais reféns dessa e de qualquer outra guerilha, grupos terroristas ou puros pilantras atrás de benefícios ou dinheiro.
Friday, May 16, 2008
Just shusshhh
Não podemos evitar isso, certo?
Você sempre me dá piel de gallina. Ai, ai, o que será de mim?
Ainda não sei se agradeço ou não essa invenção tecnológico que nos aproxima e separa.
Você sempre me dá piel de gallina. Ai, ai, o que será de mim?
Ainda não sei se agradeço ou não essa invenção tecnológico que nos aproxima e separa.
Saturday, April 26, 2008
Grown up
Que engracado. Estava lendo o blog anterior e vi os posts escritos ha uns quatro anos. Quanta agua passou por debaixo dessa ponte, hein. As vezes me resulta caro imaginar que estou quatro anos mais velha, mais workaholic. Tambem pensava que nesse tempo nao havia amadurecido nada. Olha so que surpresa.
Depois de ler alguns dos textos antigos, e de rir daquilo, afinal eu era meio bestinha na epoca, tive mais certeza de que posso nao ter melhorado muito, mas um bom passo rumo a serenidade, ah sim, esse eu dei.
Continuo aprontando das minhas (Bat'hat), mas com muito mais consciencia do que estou fazendo e das eventuais consequencias.
Outra certeza que tive veio hoje, quando tive que rever ele para pegar algumas coisas. Nao que meus relacionamentos anteriores foram comuns e mundanos e o espirito de amizade ou de continuidade existisse, afinal muitas vezes o adeus veio com um check in e uma passagem na mao. Mas foi interessantemente normal. Sem dramas, sem crises. Se ficou algo, foi algo bom. Obvio, nao que eu va ficar ligando e saber como vai a familia, os amigos, etc. Mas sem hard feelings, you know?
Good. That is growing up, trouble girl.
Depois de ler alguns dos textos antigos, e de rir daquilo, afinal eu era meio bestinha na epoca, tive mais certeza de que posso nao ter melhorado muito, mas um bom passo rumo a serenidade, ah sim, esse eu dei.
Continuo aprontando das minhas (Bat'hat), mas com muito mais consciencia do que estou fazendo e das eventuais consequencias.
Outra certeza que tive veio hoje, quando tive que rever ele para pegar algumas coisas. Nao que meus relacionamentos anteriores foram comuns e mundanos e o espirito de amizade ou de continuidade existisse, afinal muitas vezes o adeus veio com um check in e uma passagem na mao. Mas foi interessantemente normal. Sem dramas, sem crises. Se ficou algo, foi algo bom. Obvio, nao que eu va ficar ligando e saber como vai a familia, os amigos, etc. Mas sem hard feelings, you know?
Good. That is growing up, trouble girl.
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