Friday, April 07, 2006

Quando o momento chega

Enough is enough.

Sabe quando o organismo tem reações estranhas, adversas e alheias ao seu interesse e controle?
Estou assim -- besta mesmo. Quero sair para cantar, dançar, rever amigas e falar milhares de baboseiras. Rir, me sentir parte integrante de um mundo mais amigo, digno de bons momentos e oportunidades e não tão voltado para o trabalho.
Não a toa estive empenhada em chamar minhas amigas para sessão de revival, sessão de compras e até sonhei com várias pessoas da época da faculdade.

Daí uma música estilo "vá fundo, lema da semana"

I don’t wanna clear the cobwebs from my head
Time will bring them back I bet
So if you hear me say that I believe in love
Don’t make me feel ashamedI used to sing the saddest songs
And while in the meantime roaches used to climb my door
Falling back down to the floorI used to read survival guides
When my world was full of seven legged cats
But here iam with eight more lives
I’m ready for the good times
I’m ready for the good times
Now that I’m not alone
You know it
Oh oh oh
You better now ignore it
I don’t want to look at fashion magazines
While someone is doing my nails
Sitting here watching other people live
Frozen by the fear to fail
Cause everyday theres a war to fight
And if I win or lose never mind
As long as you’re my shelter every night
I used to cry against a wall
But now I’ve got a shoulder that I can lean on
Swear to me you wont be gone
I’m ready for the good times
I’m ready for the good times
Ready to get it onI’m ready for the good times
I’m ready for the good times
Now that I’m not alone

Monday, March 27, 2006

Casamentos fazem chorar

Esse fim de semana fui madrinha e testemunha do casamento da minha irmãzinha. Ela estava uma noiva deslumbrante para um noivo bárbaro e visivelmente apaixonado por ela.
Foi o resultado de quatro anos de um relacionamento que foi amadurecendo e de 12 meses de preparativos para a festa. Foram árduos 360 dias (aproximadamente) em que se comemoraram muitas conquistas e se chateram com pessoas decepcionantes e momentos frustrantes. Só que acabou, e de maneira soberba.

Sempre achei que não choraria no casamento e na festa. Afinal, há algum tempo já não convivo com minha irmã, e não posso dizer que sempre fomos melhores amigas. Por que eu choraria na ocasião? Ninguém pisaria no meu pé, ninguém ia casar contra a vontade?

Mas me enganei profundamente. Porque eu chorei, bem, as lágrimas não chegaram a cair, mas que elas ficaram acumuladas em meus olhos, isso sim. Chorei de felicidade. De ver minha irmãzinha, com quem passei várias tardes brincando de Barbie, de casinha e com quem eu brincava de gladiador dependendo do assunto e do humor (gosto de pensar que é uma atitude típica de duas irmãs), como uma princesa no altar, decidindo seu futuro, assumindo que não é mais uma menininha e sim, uma mulher, pronta para assumir uma vida a dois e em um futuro ser mãe e ter sua própria família.

Chorei porque vi aquele noivo bobão pela garota, chorando e rindo de felicidade. Chorei ao ver pessoas da família com seus lencinhos em mãos para limpar as lágrimas, emocionei-me ao ver ilustres conhecidos (para mim, mas não para os noivos) encherem seus olhos de água com o amor dos dois. Foi lindo, foi emocionante.

Tudo deu certo. E todo mundo que estava na festa adorou o evento, ficaram felizes, dançando até a mais tenra madrugada. Foi bárbaro. Estou muito feliz com tudo!! Estou feliz por ter dado tudo certo, porque os noivos se amam e puderam comemorar o amor com as pessoas queridas, estou feliz por ter chorado. Por ter aprendido a se emocionar.

Tuesday, March 14, 2006

é melhor parar

Acho que amadureci. Hoje obtive a senha de seu e-mail para que eu enviasse uma mensagem urgente. Cocei meus dedos, torci meus pés e enrolei uma perna na outra (tal como uma cobra) mas não procurei mensagens antigas de ex namoradas, mulheres estilo femme fatale nem nada disso.

Amadureci porque encontrei, finalmente, um relacionamento normal, estável, sem complicações idiomáticas ou de fuso horário. Sem problemas de falta de interesse ou de confiança (fora o ciúme básico).

Em outras épocas, eu teria averiguado todas as pastas de e-mail da pessoa, lido e relido textos considerados suspeitos, indagado sobre palavras, frases e feito crises horrendas de ciúme, com direito a lágrimas, crises nervosas e até febre psicológica. Foi um relacionamento terrível e que felizmente acabou, me dando uma baita lição de vida.

PD.. editado. não aguentei e chequei um só nomezinho. Besta da minha parte ne??

Wednesday, March 08, 2006

números

Eu particularmente não gosto de números, mas eles fazem parte da minha vida. E não é apenas de contas matemtática, contas a pagar ou vezes em que eu penso que a vida está boa.

Desde ontem, notei que alguns números exercem outros significados. Coloco abaixo exemplos

Número da depressão: 34
Ou seja, um manequim 34 de uma mulher absolutamente LINDA, alta, loira e magra, experimentando uma calça deste tamanho em uma loja. E na hora de pagar, aparece a babá com sua criancinha bebê. Não só é maravilhosa como milagreira em menos de um ano do nascimento do rebento, portar esse manequim.

Número do peito: 7
Foram sete modelos de sutiã que eu experimentei ontem, todos sem suceso. Ou meu busto ficava achatado, ou sobrava e escapava pela frente ou lados. Medonho

Número da balança: 4
É o máximo de vezes que eu me permito (ou talvez que meu medo me permita) subir na balança por mês.

Probabilidade: 0.0010%
As chances de duas pessoas que trabalham na mesma empresa, com mais de 2 mil pessoas, se encontrarem nas mesmas aulas de academia ? Relativamente poucas, mesmo se considerarmos o fato da academia ser próxima ao escritório e da existência de um desconto para funcionários malharem.
Agora, imagine que essas duas pessoas, que nunca trocaram mais do que um oi, nossa, que aula bacana, que calor, o dia vai ser puxado hoje, são as exatamente duas pessoas que têm uma reunião na próxima sexta-feira e não se conheciam "profissionalmente"

Tinham mais alguns exemplos, mas no momento não lembro.

Friday, March 03, 2006

estão acabando conosco

Há quase 10 anos, eu dei uma de metida e escrevi vários contos (alguns até publicados). Acredito verdadeiramente que o conteúdo de toda e qualquer história precisa ser criado em momentos de conflitos internos. No meu caso sinto pequenas formigas passeando pelos meus braços e mãos, um comichão interno. É nessa hora que pego um lápis e papel e escrevo (não é no computador não). Para sair e fluir, é preciso ser escrito.

Na ocasião, eu escrevi um conto sobre duas meninas que saiam da academia (super estereotipadas, obviamente) e que no final do conto, desapareciam. A moral da história é que todo mundo é um pouco dessas meninas, todo mundo segue algumas modas, estereotipos, etc. Somos todos facilmente camuflados em um mundo que se deve obedecer a determinadas situações, por mais ridículas que possam parecer.

Acontece que hoje em dia, frequentando a academia descubro que não são personagens esses estereotipos. E o pior, há casos piores que os estereotipos retratados naquele texto. Entendo o desejo humano de se comunicar, amar e ser amado, porém algumas pessoas vão muito além do usual para chegar a esse ponto. Tem uma senhora (sim, deve ter seus próximos 40 anos) na academia cujo sonho maior de realização pessoal é ser popular. Tenho a impressão que desde pequena ela sempre quis estar entre as descoladas, seja da escola, do bairro, da cantina ou da faculdade, sei lá. E sei reconhecer porque tampouco fui da panela popular na minha juventude. Só que eu cresci e descobri que ser popular varia de acordo com a idade, interesse e etc. Quem disse que as populares da escola são as populares do círculo profissional e social que frequento hoje?

Só que essa mulher não. Ela ainda insiste nesse sonho pueril. Todo dia, ela fica mais de 45 minutos no vestiário feminino em busca de conversas produtivas com pessoas mais descoladas que ela (mas eu, com minha visão pessoal e veneno natural acho que é tudo farinha do mesmo saco). Hoje, seu sonho foi realizado, uma garota mais jovem, bonita a convidou para uma festa em uma conceituada e hype cafeteria nos Jardins neste fim de semana. A mulher só faltou brilhar!! Foi tamanha alegria que poderia jurar que quase escorreram lágrimas de seus olhos.

Até aí, tudo bem. Fico feliz por ela. Só que o fato dela e de suas colegas irem a um lugar tão bacana, tão bem frequentado por pessoas modernosas, artistas, fashionistas, jornalistas, arquitetos, publicitários e agora por ratos de academia?? Pode parar o mundo porque eu quero descer. Assim não dá. Basta, estão acabando conosco.

Wednesday, March 01, 2006

cuando uno lo sabe

Me pongo a preguntar cuándo uno se lo sabe que algo está a punto de pasarle?
Quizás alguno puede notar si está a punto de ser robado, o si una mujer puede notar o sentir el momento en que se pone embarazada. Los libros y algunos que creen dicen saber el momento exacto en que se está por morrir. Nunca he supido notar nada en mi vida. Nunca supe cuándo algo raro se iba a pasar conmigo. Ni cuándo el dolor era tan intenso que la tension en el aire estaba sensible a otros.

Pero con él siento cuando me va a llamar. Por veces creo que la rutina es la culpable, porque siempre son los mismos horarios en que él me llama. Y algunas otras veces no és así. Simplesmente siento que el telefono va a sonar. O que soy yo quién debo llamarlo.

En este fin de semana intenté, de todos los modos, acordarme de cuándo, en el momento exacto, que me enamoré por él. O cuándo pensé, por primera vez (sin dudar de mi corazón o sin cuestionar si estaba pensando con el corazon o con el cerebro), que él podria ser el único o el último. Ahora pienso que uno no lo sabe cuándo estos sentimientos se aflotan. Sólo lo sabe que aflotan. O para algunos, que explotan. Acuerdome de una cena que tuvimos a uno de estos fast dinners, sentados juntos a la mesa, y reposo mi mano sobre su pierna. El viento entraba por la ventana y a pesar del calor afuera, sentí un frio helado en mi espina. Fue tan claro. Tuve que decirlo que lo amaba. Y por primera vez en mi vida, no tuve miedo. No he sentido el dolor futuro de un corazón partido, o de una esperanza natimuerta. Sentime feliz, como si tuviera hecho una mission cumplida.

Y ahora, recíen, supe que de pequeños modos, él también siente lo mismo por mi. Y no és con las palabras simples, pero con sus acciones. Estábamos en el almuerzo mientras su madre hacia algo que no puedo ni siquiera describir aca, así que como sabia me molestaria el sonido, puso la radio de más buena onda que encontró para que yo escuchara las canciones. Lindo, no? Por estas y por otras acciones siento que no he cometido error alguno cuándo le dice, alla atrás, que le amaba. Sigo deseando cocinarlo el desayuno, dormir ao lado suyo com mis brazos en los suyos y desepertarmente con uno solo ojo abierto, mientras el juega con mi pelo, contarle todo lo que he soñado.
Te quiero mi amor.

Thursday, February 23, 2006

excelente

Estava lendo um blog de uma conhecida e me deparei com esse diálogo. Achei bárbaro, afinal ninguém é tão perfeito assim.

Anna- ¿Qué te agrada?

Eu- ¿Perdón?

Anna- ¿Qué te agrada?...en la vida.

Eu- Ah...en la vida. Me gustan las puestas de sol sobre el mar, caminar por la playa a la mañana aunque haga frío, los perros grandes lanudos y los delfines, las cenas a la luz de las velas y los baños con sales aromáticas.

Anna- ¿Si?

Eu- Obvio que no!!! ¿Qué soy? ¿Miss agosto?

Detalhe: detesto coisas clichês. Certa vez, uma amiga minha estava comentando que seu sonho de infância era ver seu namorado de longa data a pedindo em casamento em um restaurante chique, a luz de velas, com rosas vermelhas, taça de campanhe e se bobear, o cara se ajoelhando no momento X ou então, o anelzinho escondido em um doce. Nada contra o casamento, o romantismo e o clichê, mas comigo não cola. Não mesmo. Iria rir nessa cena ou então ficar vermelha de vergonha e me esconder debaixo da mesa.

Wednesday, February 22, 2006

Vertigo - Eu fui




















Nem sei como agradecer ao meu mega excelente namorado por ter descolado aquele lugar especial no meio da Hot Area para eu ficar. E mais do que ver de pertinho os caras do U2 (a única pena foi o Edge ter ficado no lado oposto do palco, justamente ele), o Larry e o Bono tocando bateria ali naquele braço a poucos metros de mim (a ponto de eu conseguir contar as linhas de expressão na testa dos dois). E melhor que tudo isso foi poder cantar ao seu lado olhando nos seus olhos todas aquelas músicas-hits que a gente adora. Dividir esse momento com você foi mágico.

Quem viu o show pela TV viu só uma parte do espetáculo - pode-se ouvir as canções, ver a performance do Bono tanto na parte artística como na parte política, toda a pirotecnia e o efeito de luzes e cores que encantavam os olhos dos fãs enquanto a música pirava a todos. Mas foi só uma parte, foi somente o que a TV, com imagens e sons, pode transmitir.

Ir ao último show da banda, contagiante, com o estádio lotado, mais de 70 mil pessoas entoando as canções da banda, os caras ali de cima do palco em puro êxtase, até o Adam (com aquela cara seriona) fez e desfez desfilando pelo palco e pelo braço que levava mais próximo ao público é de arrepiar. Literamente. A hora em que todo o público ligou seus isqueiros, celulares e os colocou ao ar, ao alto formando uma mini Via Láctea no Morumbi para cantarmos (sim, eu também berrei meus pulmões) ONE foi de arrepiar a espinha. Olhando para ele, a gente se entendeu, entrelaçamos nossas mãos, quase tornando-nos um só. Junto com os outros 73 mil plus fomos um só. Naquele momento a canção fez todo o sentido do mundo.

Tuesday, February 21, 2006

Felicidade

Para mim, é indescritível (bom, talvez esse termo esteja equivocado, porque tento descrevê-lo) saber que posso tocar sua mão sempre que quiser. É uma felicidade particular, especial, quase um presente dos deuses só para mim, saber que tenho você como meu amigo, meu ouvido, meu amante, meu suporte, virtualmente meu mundo particular.

Te ver dormindo ontem, com aquela cara de missão cumprida (fui, fiz e abafei) foi ótimo. Óbvio que tentei imaginar que você lendo o bilhete, tomando um banho e caindo cansado de sono ao meu lado, que devia estar profundamente dormida era bacana. Mas acordar com uma sensacao de vazio no mesmo instante em que você abria a porta de casa foi espetacular.

E confirmo que a felicidade que sinto é multiplicada por N vezes quando sei que você também está feliz. Ler seus últimos blogs, da sua alegria em se sentir uma criança de 16 anos novamente, e da alegria (quase êxtase em minha opinião) do poder de praticamente se esnobar na frente de seguranças mal pagos e truculentos (como você mesmo disse) me arrepiou. Ri de orelha a orelha.

Espero replicar essa sensação milhares de vezes, e também reconhecer esse sentimento gratuito, mágico nos olhos de outros. Obrigada por me proporcionar tantos bons momentos, por me permitir e até achar peculiar meus gostos, meus medos e minhas manias. Duvido que não tenha um padrinho mágico por trás de tudo isso, porque você é mais do que eu fiz para merecer. Mas pode ter certeza que me esforçarei para provar que sei cuidar do que me foi dado.

Tuesday, February 14, 2006

Fim. Fim. Fim. Fim.

Chegou ao final. Ontem eu a minha irmã fomos nos encontrar com ele. Muitas besteiras foram ouvidas, de uma boca magoada, ressentida, em busca de um culpado terceiro pelas falhas cometidas. E para mim, elas nem foram tão graves assim. Ninguém é perfeito, todo mundo tem seus defeitos, medos e fobias que acabam atrapalhando algumas atitudes que precisamos tomar.

Hoje, porque sou mega joselita, enviei a ele, totalmente sem querer, um e-mail cujo conteúdo era sobre ele (e algumas verdades) endereçado a minha irmã. Ainda tentei remendar, dizendo que foi no calor do nervossismo, que mas que eu realmente chorei e estava chateada com toda aquela história. A resposta foi: jamais te perdoarei.

Assim, at close range, foi dada a sentença. Não tenho como descrever a sensação de vazio que estou sentindo. Mas, para tornar uma longa história curta: sem mortes, estou órfã de pai.

Nunca mais quero falar com ele. Nunca mais quero me encontrar com alguém que vendo como a própria filha estava chateada, infeliz em imaginar perdendo um relacionamento, diz que algo é imperdóavel. Desde quando o amor incondicional de pais pelos filhos chegam a um limite, a uma razão, a uma gota d´agua transbordando um copo?

Friday, February 10, 2006

Se tem algo de que eu realmente gosto é música. Boa, ruim, embalada, estranha. Minha vida não funcionaria se eu não pudesse aliar sensações e momentos com determinadas canções e performances musicais. Por exemplo: lembro-me da fase de 95-96, quando eu fui morar nos EUA. Além das ruas, cheiros, situações, associo músicas e bandas, por exemplo: Evan and Jason, Jennifer Paige, NadaSurf, Faith Hill, Gin Blossom, Coolio, com essa época. Fui quando comecei a escutar a black music americana, os rappers (na fase bem gangsta), o pop yankee. Também morro de saudades de uma dessas fitinhas cassetes que minha irmã me mandou na ocasião, mostrando o que tava rolando musicalmente aqui em Terras Brasilis.

Então não seria muita surpresa pensar que eu assisti todo o Grammy exibido essa semana pelo canal do seu Silvio. A apresentação contava com o Boscoli da Trama e a Galisteu, da própria casa. Gosto de ambos, seria uma noite agradável. Eu nem tinha idéia do quão agradável e hilário seria. Alguns comentários tecidos pela Galisteu foram célebres.

Antes de chegar nesse momento até engraçado do meu post, queria ressaltar alguns shows que deram todo o charme a essa edição do Grammy. Abertura foi maravilhosa, os virtuais Gorillaz tocando "Feel Good, Inc" quando no meio aparece os caras do De la Soul com seus scraps para a entrada triunfal da Madonna, que não tava concorrendo a premiação deste ano. Ela é simplesmente bárbara. Excelente performer.

Para quem gosta, mas não é o meu estilo -- Paul McCartney em show solo e depois com os meninos do Linkin Park e Jay Z.

Show performático típicamente americano: Kanye West e Jay Z, que simularam um fanfarra universitária com seus raps e depois partiparam para a música "Gold digger" e performance meio stomp de um duelo masculino versus feminino.

Ah.. Fantasia em um momento black meio anos 70!! Ela, bem como a Kelly Clarkson que levou dois Grammys na noite para a surpresa de muitos puristas da música, saíram do programa televisivo American Idol direto para o topo da parada. Só que a Fantasia tem uma mega voz potente e atitude.

1ª - Eminem - Durante a premiação de melhor rap (ou algo similar) ela queria falar alguma coisa, então disse que o Eminem era um forte candidato. O Bôscoli a corrigiu, dizendo que o rap americano tava com novos expoentes, etc. Ela insistiu. Disse que o Eminem era diferente dos demais candidatos (queria dizer que era branco). Seu colega, muito inteligentemente, começou todo um enredo sobre como a indústria fonográfica americana sempre buscou personagens “diferentes” como o Elvis, que cantava músicas quase de negros, mas era branco e seduzia a gregos e troianos. Ela ainda insistiu: “mas ele faz um gênero diferente, ele faz papel de bom moço”. Surpreso, Boscoli comentou que não era bem assim, ele faz letras agressivas e citou até um videoclipe onde ele aparece enterrando a mãe. Mas não conseguiu conter a onda da ignorância. Segundo a moçoila: “ah, é licença poética, mas na vida real, a coisa é diferente”. Ah, claro, BEM diferente, afinal a mãe ainda não morreu

2ª - Botox – Durante a apresentação do Bono Vox com a Mary J. Blige, nossa musa loira soltou um comentário que o rosto do bono vox estava muito lisinho, deveria ter Botox ali. E sobre a cantora de R&B, com mais de uma década de carreira, sólida por sinal, ela comentou que gostava de ver suas performances, porque as roupas que a cantora usa são sempre extravagantes. Música – zero, moda – 1.

3ª - Europa – Durante uma categoria de rock, na qual o Franz Ferdinand participava, a Galisteu quis falar que é antenada e citou que ganhou um CD dos caras de presente do próprio Boscoli. O rapaz, simpático, explicou que era uma banda recente, ainda um tanto desconhecida do público nacional, mas que nós teríamos o privilégio de vê-los abrindo o show do U2 em SP, que o próprio Bono havia escolhido pessoalmente os meninos para a perna sul americana da turnê. Ela comentou que os franceses eram muito bons mesmo. França não fala inglês e nem é uma ilha. Não seria Escócia??

Pois é, sento e choro e rio ao mesmo tempo. Afinal fiz 4 anos de jornalismo, dominei outras duas línguas perfeitamente, mais um medianamente além do português para me firmar e aparecer nesse mercado, mas quem se destaca mesmo já posou pelada, aparece em realitiy shows e cosichas assim. Devia mesmo ter investido naquela lipo!

Wednesday, February 08, 2006

but not that far

Família é sempre família certo? Pais e mães, por melhores ou piores que sejam, vão te amar incondicionalmente, morrer lutando pelo que é melhor para a sua prole (seus filhos, mais educadamente dizendo). Irmãos: ah, aquela amizade e cumplicidade de duas pessoas que convivem grande parte da vida juntos e terão para sempre os lados de ternura e de amor para com o outro. Nem sempre.

Bem, há também aquele limite que ninguém, família ou não ousa ultrapassar. Conheço pessoas que não emprestam roupas, sapatos para amigos ou familiares. "ah, eu te adoro, mas isso não dá". Foi um pouquinho longe demais.

Ontem e hoje me deparei com duas situações "i love you, but not that much, you crossed it too far". Com febre, pedi que me dessem um remédio (específico pois sou alérgica a muitos). Não tinham na casa deles, e um santo se dispôs a ir até a farmácia comprar (e olha que é só atravessar a rua e andar uns poucos metrinhos). A resposta da outra pessoa foi "ah, não, peça a ela que compre pelo telefone". Sim, sei que os dois me amam, but not that far.

Há pouco recebi uma ligação inesperada. Sabe quando o misto entre felicidade e surpresa é demais e você não consegue fazer sentido da situação. Pois é. Ainda nem tinha me dado conta quando o barco virou. Fiquei super chateada. Não era isso o que queria, discutir com a pessoa, ou então, imaginar que os laços familiares seriam quebrados. E o pior, como disse outra pessoa a quem contei a história "mas nada vai mudar. Daqui a pouco vocês vão lá, de seis em seis meses, ver as crianças". E parece que ela ficou brava com isso. E eu com medo. Será que conseguiria fingir assim mesmo. E o pior: se eu não conseguir -- vou ter que apagar todo esse relacionamento de uma vez por todas?

Monday, February 06, 2006

Qué boluda!!

Pode parecer arrogante da minha parte, mas tenho verdadeiro pavor quando uma pessoa se julga mestra de outro idioma, mas na verdade fala igual a um pato tentando cacarejar!

Tem uma pessoa que trabalha aqui comigo, por quem eu já não tenho muita simpatia ou paciência. Basta dizer que certa vez ela deu um ligeiro e leve tapa na minha testa. Foi o suficiente para eu querer ver ela BEM longe de mim, e espero que tenha surtido o mesmo efeito nela.

Acontece que a tal pessoa, por razões que a própria razão desconhece, ficou encarregada de tocar algumas ações com a Espanha, o país mais puro do idioma espanhol (castelhano, basco, madrilenho, dentre outras variações internas). E vira e mexe eu pego ela falando em espanhol e fico arrepiada (me pongo el piel de gallina). Ela comete os erros mais básicos do idioma.

Uma coisa é o Guga, cuja função na vida é bater uma bola com raquete de tênis ou agora, com sua loja de roupas, dar entrevista em inglês ou em francês e apesar da sua fluência e conhecimento dos termos técnicos do esporte, a pronúncia não ser a de um britânico ou anglosaxão hablante, afinal não precisa mesmo. Só que se julgar a rainha da cocada preta em pleno Pelourinho e cometer gafes idiomáticas é de fuder.

Bom, desabafei, passou. Quem mandou ficar sozinha no departamento em horário de almoço porque está gripada e não tem a menor paciência de sair e torrar o coquinho no sol ?

Thursday, February 02, 2006

Confessions on a blog

Com frequencia leio o blog de uma americana. Ela ficou famosa, deu até no New York Times, como diria aquela música. Ela coloca tudo e mais um pouco, sempre mega pessoal, da sua vida. Desde seus produtos de beleza, receitas favoritas, traumas do casamento anterior, novidades do relacionamento atual, tudo. Hoje, li que ela perdeu o bebê que esperava.

O que me fez pensar. Por que um ser humano, em um momento tão doloroso e íntimo, colocaria semelhante notícia para o mundo todo ler (sim, sim, ela tem leitores nos quatro cantos do planeta). Pelo simples motivo que as pessoas querem se comunicar, querem achar seus "peers", querem trocar experiências, se sentirem queridos. Muito maluco né, mas certamente essa é a essência, o motor de qualquer blog.

Já ouvi falarem que meu blog é pessoal, já ouvi que blogs interessantes são aqueles que contam com bom humor cenários cotidianos que façam as pessoas refletir. Mas no fundo, seja eu, o vizinho ou o tiozinho que escreve blogs políticos, todos nós nos unimos em um único interesse: sermos lidos, respeitados, conhecidos, sei la.. No meu caso, enquanto não pago uma boa terapia, serve como válvula de escape.

Há uns dois, três dias, fui chamada na chincha (como diria um amigo). Fui acusada de ser uma má familiar, de ser péssima em cultivar relacionamentos, de ter uma estrutura tão "superficial" de comunicação que impossibilita essa pessoa de chegar em casa e ser feliz, ou de relaxar. Aparentemente, chegar em casa e tentar conversar comigo é um compromisso. Foda né?

Enquanto isso, eu falo durante horas com meu namorado diariamente, converso dos meus problemas, das minhas alegrias, emoções. E uso o blog. Será que sou tão má comunicadora assim?Meu deus, trabalho nessa área. Estaria, eu, falida?

Thursday, January 26, 2006

Ele é demais

Meu namorado é o máximo. Ele é a única pessoa que sabe quem eu realmente sou (tirando a máscara do dia a dia), ele entende minhas frases como "o seu isso é o meu isto?" e também decifra o que eu quero dizer quando tento perguntar o nome da ferramenta com a simples palavra "madeiraaaaaaaaaaa".

Obrigada por ser assim, tão especial.

Tuesday, January 24, 2006

A frase é

Em uma semana que eu quero fazer mútliplas tarefas em pouco tempo, que eu preciso colocar um patuazinho aqui na baia e que estou mega in love novamente, a frase perfeita e em véspera de feriado é "O inferno são os outros"

Thursday, January 19, 2006

Gente estranha em semana maluca

Essa semana não está sendo fácil como diria Kátia, a cega. Estou sem carro, não porque alguém bateu nele, ou ele está na revisão nem nada. Simplesmente porque o carro da minha mãe, que viajou e levou a única chave que abria o maldito , está trancando o meu lindinho carro, batizado de Lady Bug.

Então sou (estou) uma pessoa dependente de carona: o que significa, ficar a mais ou a menos no escritório, acordar mega cedo para não perder a viagem, fazer uma mala compacta para a academia, já que não vale a pena carregar um peso por esquinas e esquinas a pé no verão escaldante de SãoPaulo.

Também tem a história do taxi, que quase bateu o carro e detonou o ar condicionado comigo dentro, virando de um lado para outro e batendo joelho, cabeça e cotovelo no carro, deixando mais um roxo na minha perna já repleta de hematomas.

Para completar. Imagina fazer uma hora de exercícios que você sai pingando da área das esteiras, ergométricas e afins até o vestiário. Não há água. Depois de quase meia hora no dilema: tomo banho no horário de almoço e vou deste jeito para o trabalho e não me atraso ou me atraso, mas me converto em um ser limpinho novamente? Sim.. sou limpinha e esperei a água voltar. Claro que outras coisas malucas aconteceram do vestiário até a saída do shopping (onde a academia está localizada).

E na saída: um homem me chama pelo nome, me cumprimenta, diz que estou linda, que há quanto tempo não te vejo, me dá seu número de telefone para combinarmos algo enquanto eu tento buscar no fundo da minha memória, no baú de neurônios alguma sinapse que me faça lembrar do tal rosto. Nada.. vazio....faço mais uma força, mas não me atrevo a perguntar o seu nome, afinal ele parece tão contente em me ver!! Zip, nada, zero, cero, nain. Desconheço de onde posso ter visto esse rosto. Medinho.... e o pior, não tenho muitos amigos de longa data para quem posso ligar e descrever o dito cujo. E agora enquanto escrevo essas freakish linhas, me vem a mente alguém bem similar a essa pessoa, só que ele não tinha ainda assumido a homossexualidade. Ou seja, um passo mais próximo de desvendar o mistério, mas still a blank.

Tudo bem, dormi com o Safin, ou melhor, sonhei com ele. Foi maluco, tanto quanto o resto que está rolando essa semana, mas foi um maluco bom.....

Monday, January 16, 2006

Diretamente do Butantã

Eu às vezes me surpreendo com a minha pura falta de paciência com os outros. Especialmente quando se trata de conhecimento. É horrível, arrogante da minha parte, e além do que se contar que sou jornalista, deveria acreditar e exercer aquela história de que nem todo leitor tem o mesmo conhecimento tecnológico (no meu caso, afinal trabalho com tecnologia e telecom). Mas não dá. Surpreendo-me com reações tão humanas tiro virar os olhos, fazer cara de "não posso acreditar" e até fingir que não é comigo. Péssimo né? Pelo visto terei muitas outras vidas nesse planeta!

Mas pense bem, se uma pessoa, colega de trabalho ou do mesmo nível social, cultural e intelectual que eu, ou você, pergunta questões básicas dos principais programas de computação, e de relacionamento, o que você faz?? Pérai -- uma coisa é não gostar daquela tecnologia em si, ou de tecnologia, mas bicho, se você trabalha nesse ramo, você tem que pelo menos enrolar o suficiente para passar por alto, pelo bem básico do mecanismo, afinal você não lida com isso todos os dias?

Ah.. já que comecei a destilar meu veneno aí vai: realmente minha mãe tem razão quando diz que gordura é feio. É mesmo, continuo gorda, e hoje então, acho que enfiei o pé na jaca, mas vou reunir forças e correr, e muito, na academia pela noite para matar parcialmente a culpa da gula. Fiquei vendo uma pessoa se balançar no shopping andando de um lado para o outro jurando estar toda tchuchuca enquanto eu reparava que o mais visivel mesmo era aquela pelem mole, flácida nos braços, pança e costas se mover para a esquerda e para a direita, em sincronia com o caminhar. Argh.. péssimo -- preciso emagrecer.

E para discutir um pouco com meu namorado, que detesta BBB - ele não consegue entender que é sim um programa tosco, mas excelente para passar o tempo e ver o quão fútil é um ser humano, tanto aquele que faz de tudo para aparecer na teve e dizer se apaixonar pelo primeiro carinha que dá mole nas festas quanto todos os restantes mortais que os assistem pela TV. Bom, nessa última edição, que ainda não achei boa, tem um tipozinho que eramonge, ou sei lá o que. Até aí vá lá, beleza, a gente acha curioso. Agora, alguém pode me dizer (afinal sou praticamente ignorante quanto a rituais e ordens religiosas e outras cosichas más) como alguém que é ou foi monge (que deve ter feito voto de castidade, servidão, pobreza, miséria -- novamente, sou ignorante nesse assunto) me aparece na televisão com uma puta jaqueta modernosa da Abercrombie, uma marca internacional MEGA cara de roupas estilosas?? Será que a Globo também dá o figurino para os caras?

Thursday, January 12, 2006

Confusão mental


Estou trabalhando em um post onde grande parte das frases virão de músicas, e eu só vou adicionando, pouco a pouco um ou outro conectivo. Vai ficar bem bacana.

Por enquanto eu vou ficar mesmo com alguns conceitos que passaram pela cabeça hoje de manhã. São trilingues mesmo, o que posso fazer. Para cada situação, penso em um idioma!

"I gotta learn to let go. Try to simplify my thoughts, race randomly this surburb while I might feel like I am trapped inside. Avoid looking at the greener pastures across this white picked fence. Honey, it is all a big ilusion. Come'on, face it. Conoces mejor que nadie la cancion "quíen me quiere a mí". Somos tan distintos como aceite y el agua. Hay que mesclar y mucho para se ilusionar de que somos algo. And meanwhile, I gotta stop it. Tasting all these silly conversations. They are only in my head. Nunca fueron, no lo son y jamas lo van a ser. Dé que me ayuda imaginar lo que he podido ser, lo que hemos podido ser. Lo que imagino que seamos. Si no lo soy ahora, ni tampoco vos. So very complicated to rely on my imagination. Tricky little piece of work, it is so powerful, that I most often wonder what is the purpose of reality. Mucho extraño a los S.Ds e igual, sé que no me sirven para nada. It is a bit like questioning wheter or not to let go the sand dust trapped in my hand. If I let go, will I see a pearl or a seashelf, or will I be left with nothing? Quando fecho os olhos, não quero acordar. Estou em ambiente familiar, mas com uma estranha sensação de ser forasteira. Até onde estou indo? É por aí mesmo meu caminho? Oi......... tiozinho da lanterna?!!"
Obviamente dá para perceber, estou mega confusa essa semana. Nem o post sai em um idioma único.

Wednesday, January 11, 2006

Hoy es un dia normal

Acompanhei a entrevista entre um porta-voz daqui e uma grande colega. O legal foi que a pauta era minha, e que eu pude fofocar e colocar o papo em dia com a menina. Ficamos falando da empresa em que ela atualmente trabalha, e por onde eu já passei, das pessoas que lá ficaram, das pessoas que de lá saíram, de namorados, de homens bonitos, de mulheres bonitas. Foi bom. Tava com saudades. Também espero estar impondo um certo ritmo com ele. Preciso disso, senão vou pirar, vamos pirar e vai tudo desmoronar. Lo que aún no sé, és quien sos? Para melhorar, segue o meu estado profissional e mental hoje... Ayúdenme !


Tuesday, January 10, 2006

Questionário

Algums amigas/c0legas de trabalho colocaram esse questionário no blog delas e eu achei bárbaro. Como a Marininha falou, a cada novo blog em que é colocado é um passo mais próximo de se tornar um marketing/trend viral. Ou algo assim... estou BEM loira ultimamente.

HÁ 10 ANOS
1 - Estava nos EUA
2 - Estava OBESA
3 - Achava a MTV demais

HÁ 5 ANOS
1 - Achava que ia arrasar na vida
2 - Saia à noite com amigas e namorado
3 - Cantava músicas enviadas pelo Quito

HÁ 2 ANOS
1 - Lutava contra a balança
2 - Fiz duas das melhores viagens da minha vida
3 - Queria férias

HÁ 1 ANO
1 - Ansiava por um mundo novo
2 - Tentava me acostumar com escritório diferente
3 - Cantava músicas enviadas pelo Chocolate

ONTEM
1 - Desesperei-me por uma crise existencial
2 - Feliz feliz quando subi na balança
3 - Tava com uma roupa feia para vir trabalhar

HOJE
1 - Continuo fazendo regime
2 - Estou ansiosa com uma situação particular (que venga el toro)
3 - Tenho uma porrada de coisas por fazer

AMANHÃ EU VOU
1 - Saber melhor quem sou e o que eu quero
2 - Sorrir um pouquinho mais do que hoje
3 - Acompanhar uma entrevista super bacana que eu apurei que uma grande amiga vai tocar e com alguns bonus

CINCO COISAS SEM AS QUAIS NÃO POSSO VIVER
1 - Musica2
- Familia e amigos
3 - roupas e acessorios bacanas
4 - Banho
5 - Amor

CINCO COISAS QUE EU COMPRARIA COM MIL DÓLARES
1 - Vários CDs, DVDS e livros
2 - Meu iPod!!!
3 - Muitas roupas
4 - Algumas cirurgias plásticas
5 - Uma viagem bem bacana pela America do Sul

MAUS HÁBITOS
1 - Falar mal dos outros
2 - Não cuidar bem da minha pele
3 - Morder a lateral dos dedos, bem próximo à unha

CINCO PROGRAMAS DE TV
1 - Reality shows em geral (ver a capacidade humana de correr atrás de seus cinco minutos de fama é excelente. Grande aula de psicologia)
2 - Without a Trace
3 - Lost
4 - Gilmore Girls
5 - Discovery Channel (qualquer coisa que não envolva animais)

TRÊS COISAS QUE ESTOU VESTINDO NESTE MOMENTO
1 - Lingerie
2 - Bermuda preta fashion
3 - Sapato alto preto

TRÊS COISAS QUE EU REALMENTE QUERO AGORA
1 - Um abraço apertado
2 - Receber uma chamada inesperada
3 - Estar na praia

TRÊS LUGARES ONDE QUERO IR DE FÉRIAS
1 - Espanha
2 - Chile
3 - Noronha

Monday, January 09, 2006

Una vez más?

No sé lo que nos pasó. No sé lo que me pasó. Pero el mundo cambia. Veo todo cambiado. Leo lo que he dicho, lo que he sentido, y me fijo y me fijo. ¿Soy la misma? ¿O no?
En tu mirada, todavía cómplice, he descubierto un par de cosas importantes para mi supervivencia. He visto la mirada que siempre he quisto ver. Pero al mismo tiempo que tuve la seguridad de que tenia esta mirada, sentí que buscaba por cambios. Mi alma necesitaba (aún necesita) de aire libre, de búsqueda comunes, descubiertas comunes. Necesito de alguien que me empuje para más adelante que pueda yo soñar. (Cuz I want somebody to shove, I need somebody to shove, I want somebody to shove me). Necesito de quién pueda ser mi interprete, mi descubridor, mi compasa, mi amigo. Alguien a quien pueda yo mirar a menudo y sentir cosuchas y cosquillas en la panza. Quien entienda que necesito salir y ver las pelis, ir al teatro, dar recorridos por museos y parques y sentirme cada dia más y más fuerte, más dueña de mi. No quiero llorar ni tampoco hacerte sentir lo mismo. La duda que me calla por las noches, el dolor que me asombra mientras duermo. Dáme mas herramientas para seguir siendo la que te he conquistado. Robe, una vez mas, todo lo mío. Pero hazlo con confianza y rapidez. Porque no quiero molestar a nadie más.

Wednesday, January 04, 2006

2006 - resoluções??

Ainda não tenho um conceito totalmente formado a respeito de resoluções de ano novo. Por um lado acho a mais pura besteira a pessoa esperar o ano virar para tomar decisões drásticas ou revolucionárias. Pra mim, a virada do ano é apenas mais uma noite mal dormida na vida. (talvez diga isso porque sou jovem e são muitas as noites mal dormidas).
Mas também respeito as pessoas que pegam uma data marcante para tomar uma atitude, cuja tentativa é de ser permanente na maior parte dos casos. Desta forma, assumo que já fiz várias resoluções de ano novo sem a gana necessária para realizá-la. E já mudei muita coisa na vida, e só me dei conta do ocorrido no ano seguinte.
Preciso mudar algumas coisas na minha vida, para tornar-me uma pessoa mais feliz e completa (e realizada com meus objetivos). Talvez esse seja o ano em que me dei conta que preciso realmente dar o primeiro passo para mudar.
O que gosto é de fazer um balanço do ano anterior. Aí vai:

Melhor viagem: Salvador
Pior viagem: Fpolis (segundo ano consecutivo - razões diferentes)
Melhor momento: Sujinho's place
Pior momento: Olhar no espelho em dezembro
Momento surreal: Ouvir a nova propostas de emprego
Melhor história: Barney
Pior história: Conversa franca com viejo (segundo ano consecutivo - mesma razão)
História surreal: Shadow
Joselitagem minha: "você que é o famoso garoto propaganda"
Joselitagem conhecidos: "Vem por trás, por aquele caminho em que eu ensinei"
Frase minha: "E você, está trabalhando aonde" - melhor resposta atravessada para perguntas estúpidas e "Era você quem eu estava procurando"
Frase conhecidos: "you just ruinned all genetics theory, with one comment"
Melhor surpresa: Barney
Pior surpresa: ter estragado a surpresa do presente de Natal
Surpresa surreal: Shadow, the re-run
Descoberta: Batiman
Música: "En el 2000" da Forquetina e outras latinas (femininas)

Thursday, December 29, 2005

got me trippin'

Essa semana a gente andou brigando muito. E feio. Não era só com ele o meu péssimo humor. Tinha muito menos com suas ações do que com as minhas, na realidade. Meu anjo, às vezes fico assim, muda, monossilábica, sem graça, brava, agressiva, diferente do que você conhece e tem apreço. Estou melhorando. E entenda bem, você me ajuda nesse processo. Essa sua cabeça racional, esse saber que nada é o fim do mundo, que o dia seguinte tá aí esperando para dar a volta por cima. Sem dúvida, não tem mais volta. È complicado me imaginar sem você.

But you gotta understand that sometimes all I can ask for is reassurance. Not your logic opinion and point of view. I want to be that spoiled little brat that cries for no reason and wants to be cuddled. Wants to be tucked in at night, when the lights are out and your fingers play on my hair. I want to be reassured that you picked me, that you love me for whatever reason you do, despite my bad humor, my bad temper, my body, my clothes, my family or my history. But at the same time I want you to make sure that you will stick next to me, that you will be my safe port whenever I need to make a drastic move in my life (and that you will continue to do so when I am all different). That you are the person taking the lead, moving side by side me to the next direction. Making me feel safe and warm in your arms.
I have to let go of all this internal crap and trust everything will be okay. I'm so in love and so lucky to have you on my side, even when it seems we're looking at it from different angles.

Wednesday, December 28, 2005

Número 100

Esse é o post de número 100 deste novo blog. Sem dúvida uma marca.

Final de ano sempre é uma época estranha para mim. Embora por um lado eu fique feliz que mais um ano se vai, e novos 365 dias serão novas 365 oportunidades, eu não consigo ficar tranqüila. Vira e mexe eu me encontro pensativa, cabisbaixa, e até triste, meio chorona. Bate aquele pensamento: tinha tantas coisas pra fazer, e acabei falhando em muitas.
Sou pouco hábil na questão de ver e reconhecer meus talentos ou conquistas, sempre acabo colocando uma lupa de aumento nos meus fracassos ou problemas. Por exemplo, acabei engordando tudo de novo, ainda não voltei a terapia, ainda não fiz o tratamento que queria, ainda não consegui aquela horinha básica para pegar a carteirinha de mergulho. Ainda não aprendi a expressar meus sentimentos, a contar alguns dos meus segredos, ainda não disse o que pretendia dizer a algumas pessoas. Ou seja, ainda não sou aquela pessoa melhor que queria ter sido este ano.
Quem me conhece vê nas minhas atitudes que estou diferente. Que estou de poucas palavras, enchendo o saco mesmo com pequenas coisas. Peço desculpas, sei que estou pegando pesado e que vocês não têm nada a ver com isso. Talvez esteja em dúvida, carente e magoada comigo mesma. Queria fechar os olhos, 2006 chegar e eu trabalhar para realmente ser um pouco mais próxima à pessoa que eu quero ser.

Monday, December 26, 2005

Eu e meus sonhos

Não é novidade a ninguém que tenho sonhos bem bizarros e o pior, que frequentemente me lembro deles.Esse fim de semana, apesar de doces pedidos para que eu tivesse um bom e tranquilo sono não consegui. Sonhei que estava em uma festa de casamento e na saída, notei que haviam depenado meu carro. Arrombado as janelas, levado som, CDs, guarda-chuva, pichado as paredes internas e tinham ainda por cima levado o motor. Detalhe: não é a primeira vez que sonho que detonam meu carro, são vários os sonhos com esse tema, e mais de uma vez em que levam o motor do carro. Queria honestamente saber do que se trata.

Mas o que se passou em meu cérebro durante a fase REM do sono foi tão maluco quanto. Desta vez, pessoas, incluindo eu (se bem que não tinha a minha forma física ou qualquer semelhança com minha vida acordada) estávamos presos em um eterno movimento cíclico de entrar e sair de um barco em um passeio turístico. Agora o que acontece é que estávamos condenados a ficar eternamente nesse ciclo enquanto não descubríssimos quem havia nos matado. Não são muitos os detalhes que eu me lembro, mas um sem dúvida é memorável no ranking dos sonhos estranhos: eu tinha me apaixonado (e sido correspondida) por um integrante do New Kids on The Block (só que em versão moderna, ele era mais velho e não o pivete dos CDs).

Monday, December 19, 2005

Jornalismo sério

Em uma reportagem de seis meses, conduzida por um jornalista do NY Times, um adolescente,
de 19 anos recém completados, confessa, mostra os detalhes, se entrega à polícia os esquemas de pornografia online, via webcams. Os próprios jovens topam passar por situações como posar sem camisa frente à câmera até coisas mais heavy por dinheiro.

Ele só saiu do armário, ou melhor, da ilegalidade, depois que o repórter do jornal, que conversou com ele várias vezes e marcou um encontro pessoalmente assumiu que era uma reportagem e pediu ao menino para ir às autoridades denunciar esse esquema.

É um caso de jornalismo bem feito, competente, tão difícil de encontrar atualmente onde as manchetes estão recheadas de notícias super importantes como a meningite ou a recuperação de Cleo Pires, da mais nova plástica de Vera Fischer ou do caso sexual, amoroso, familiar de Brad Pitt e Angelina Jolie. A matéria, bastante extensa, detalhada e extremamente bem escrita é um oásis do deserto jornalístico. Vale a pena conferir. Para ler, em inglês é preciso registrar-se gratuitamente no site. O link direto é
http://www.nytimes.com/2005/12/19/national/19kids.ready.html?incamp=article_popular_1

Amor é

Vendo um site conhecido, achei essa notícia que ela postou. Achei muito fofa e resolvi reproduzir.


A group of professional people posed this question to a group of 4 to 8
year-olds, "What does love mean?"

The answers they got were broader and deeper than anyone could have
imagined. See what you think:

"When my grandmother got arthritis, she couldn't bend over and paint
her toenails anymore.
So my grandfather does it for her all the time, even
when his hands got arthritis too. That's love."
Rebecca- age
8


"When someone loves you, the way they say your name is
different.
You just know that your name is safe in their mouth."
Billy
- age 4


"Love is when a girl puts on perfume and a boy puts on shaving cologne
and they go out and smell each other"
Karl - age 5

"Love is when you go out to eat and give somebody most of your French
fries without making them give you any of theirs."
Chrissy - age
6


"Love is what makes you smile when you're tired."
Terri -
age 4


"Love is when my mommy makes coffee for my daddy and she takes a sip
before giving it to him, to make sure the taste is OK."
Danny - age 7

"Love is when you kiss all the time. Then when you get tired of
kissing, you still want to be together and you talk more.My Mommy and Daddy are
like that. They look gross when they kiss"
Emily - age 8

"Love is what's in the room with you at Christmas if you stop
opening presents and listen."
Bobby - age 7

"If you want to learn to love better, you should start with a friend
who you hate,"
Nikka - age 6

"Love is when you tell a guy you like his shirt, then he wears it
everyday."
Noelle - age 7

"Love is like a little old woman and a little old man who are still
friends even after they know each other so well."
Tommy - age
6


"During my piano recital, I was on a stage and I was scared. I looked
at all the people watching me and saw my daddy waving and smiling.
He was the
only one doing that. I wasn't scared anymore."
Cindy - age 8

"My mommy loves me more than anybody .
You don't see anyone else
kissing me to sleep at night."
Clare - age 6

"Love is when Mommy gives Daddy the best piece of
chicken."
Elaine-age 5

"Love is when Mommy sees Daddy smelly and sweaty and still says he is
handsomer than Robert Redford."
Chris - age 7

"Love is when your puppy licks your face even after you left him alone
all day."
Mary Ann - age 4

"I know my older sister loves me because she gives me all her old
clothes and has to go out and buy new ones."
Lauren - age 4

"When you love somebody, your eyelashes go up and down and little stars
come out of you."
Karen - age 7

"Love is when Mommy sees Daddy on the toilet and she doesn't think it's
gross."
Mark - age 6

"You really shouldn't say 'I love you' unless you mean it. But if you
mean it, you should say it a lot. People forget."
Jessica -
age 8

Wednesday, December 14, 2005

Monday, December 12, 2005

Ontem

Ontem ele me viu chorar. A gente tava conversando de coisas bestas, movidas pela minha insegurança velha, e outras adquiridas por razões além da razão.
E foi só perguntar de onde surgiam aquele tipo de dúvidas, que eu desabei. Lembrei exatamente de onde vinham, de como me foram ditas, por quem me foram ditas. Mas não consegui lhe revelar.

Não é por questão de falta de confiança, nem de nada, é puramente traumático mesmo. Já foi duro relembrar a cena e o estrago que tal comentário me fez. Eu sei que não deveria dar bola para coisas insignificantes de pessoas insignificantes, mas me mata imaginar que eu sei melhor do que ajo. Eu quero que os envolvidos se percam no mundo, desapareçam, que a vida lhes mostre o caminho (e com sorte uma quedinha também, só para mostrar que há justiça no mundo), mas não dá para passar uma borracha no que me foi dito. Souberam pegar exatamente onde mais me doia, e o fizeram bem feito. Fizeram de tal forma que me doia abrir os olhos pela manhã, era terrível me olhar no espelho, era basicamente uma tortura aguentar o dia.

Na época, grandes amigas foram de extrema valia. Sempre lhes serei grata pelas panquecas doces de madrugada, pelas noites em que me acolheram em suas casas porque não queria ficar sozinha, pelos conselhos, pelas ligações e pela defesa que fizeram de mim contra tudo e todos.
Foi aos poucos que redescobri o que era confiar nas pessoas,a sorrir para a vida. Sei que no meio do caminho fiz outras coisas extremas,para provar a mim mesma que era capaz, mas é só por meio de fortalecimento interno e de pessoas bacanas que eu soube dar a volta por cima.

E ele deve saber que ele me auxilia bastante, mesmo de maneira besta, a superar esse e outros traumas. Ele me fortalece com um sorriso, com sua maneira compreensiva. Com seu olhar bobo de menino apaixonado (mesmo que eu tenha acabado de virar meu pé usando uma bota tipo cowboy).Eu sei que o que importa é o agora, é quem está ao meu lado e quem gosta de mim exatamente do jeito que eu sou. E eu só preciso dizer a ele que acredito nisso e estou trabalhando para isso, mas preciso de tempo. Pelo menos um pouquinho mais.

Friday, December 09, 2005

Palavras

1)
Cena longa e bizarra. Imagine almoçar com seus colegas de trabalho, e comentar, mesmo que de leve, do tipo de roupa de praia que sua mãe usa. Então, use a imaginação para visualizar a cena de eu e meus colegas encontrarem a minha mãe 5 minutos depois dessa conversa em um shopping.
E dela cumprimentar a todos com beijinhos no rosto..
ARGHHH

2)
"Ontem já tão distante
E eu fui relembrar
Do que não faz parte desse instante
E tudo vai passar
Joguei tudo fora
Para nunca mais lembrar
As coisas do passado que só voltam
Para machucar"
Skilo Tratante


Por que algumas coisas realmente voltam à tona? Será que sabem, que sentem, que percebem aquele exato momento em que você sorri para o mundo e diz "pode vir, estou pronta e estou feliz e preparada"? Será que é nesse ínfimo espaço de tempo que o passado volta para bater na tua porta, para te assustar, ou para te surpreender? Quem sabe ele volta para te fazer mais feliz, sem que você se dê conta disso?
Só sei que fiquei altamente chocada com o retorno do passado, foi feliz, mas foi bem chocante. Nem sabia por onde começar! Mas agora que já comecei, acho também que já terminei. E enquanto divagava sobre a vida, o passado, a existência do tudo e do nada, dos sentimentos e das razões, escrevi:

3)
PARA TI
Puedo perfectamente ser tu compinche, la que se rie de tus chistes y te presta miradas cómplices para que sepas que no estás solo.
Puedo ser tu compañera de copas, de veladas eternas, de recitales.
Puedo ser tu compañera de ideales, la que te hace la segunda cuando hay que oponerse a las bestialidades que dicen los demás.
De hecho puedo ser tan "tu compañera" que cualquier otro se convierta en los demás.
Puedo ser un punto de apoyo, donde juntar fuerzas, donde descansar.
Puedo ser tu confidente, tu confesora, tu sacerdotiza, tu abogada, tu juez y parte.
Puedo ser la que te enseñe mil cosas, la que a escondidas te diga las que no sabés sin que nadie se dé cuenta, la que te secretee las respuestas, la que incluso te de las de las preguntas que no te animabas a hacer.
Puedo ser tu fanática número uno, tu groupie y tu hincha.
Pero para serte sincera prefiero ser la que te bese casi compulsivamente el cuerpo, te revuelva el pelo y te acaricie la frente.

Wednesday, December 07, 2005

Odd Day

Hoje foi mais um dia em que sair da cama era o início de uma sequência de situações nada a ver.
Acordei atrasada porque o prédio (rua, bairro, não sei) estava sem luz. Depois de arrumar a mala da academia muito rapidamente (leia-se porcamente), desço 15 andares a luz de velas em uma escada que me deu tontura.

Já no breve percurso entre o estacionamento e a academia, perco a camisa com que viria trabalhar. Por sorte, encontrei minha irmã que imaginou rapidamente que uma camisa verde deslizando na escada seria obra minha.

Após o banho, me dei conta de um par de coisas: a camisa estava muito amassada para ser usada, sorte que eu sempre levo uma ou outra peça de roupa para back up. E também notei que havia esquecido de pegar as roupas íntimas. O que significa que estou de top de ginástica até agora.

Hora do almoço saio cedo para comprar o presente do amigo secreto, almocar, comprar uma blusa quente porque estou com frio (obviamente, comprar o sutiã não passou pela minha cabeça até agora!!) e almoçar. Fomos (eu e mais duas colegas de trabalho) ao McDonalds. Lá, fui devidamente abordada por uma senhora que estava fazendo uma pesquisa para esssa digníssima companhia de restaurantes fast food sobre uma nova salada. Achei que era só responder ao questionário. Mas o quão errada estava!!

Ela me raptou das minhas amigas, me fez sentar frente a ela, comer uma salada (em fase de teste) e responder a umas perguntas imbecis sobre a qualidade dos verdes, cor e aroma da carne, aparência de granulados, etc. Só não quis morrer porque aposto que tentariam me reanimar e alguma outra situação surreal aconteceria comigo, sendo melhor, então eu tentar domar meu próprio destino.

Ojo mundo. Pára el bus porque quiero salir, la pallaza soy yo!

Tuesday, December 06, 2005

Um daqueles dias

Não se iludam. Não se trata de comentários sobre a TPM.
É um daqueles dias em que você não sabe exatamente porque acordou.
Acordar já foi difícil, e isso deveria ser indício suficiente para ter ficado debaixo das cobertas, assistir Ana Maria Braga, sessão da tarde, comer pipoca, leite quente e sei lá mais o que. Mas definitivamente, sair de casa não é possibilidade.

Para começar, ao me trocar na academia para vir trabalhar, notei que trouxe dois sapatos altos pretos, mas não necessariamente faziam um par. O jeito foi trabalhar de tênis de academia detonado mesmo.

Depois, ao tentar ser a bacana, acabei ficando por último para almoçar. E quando chegou minha vez, uma bomba estorou. Ou seja, uma sopa horrível no pão às 3:30 da tarde.

Sabe aquelas missões impossíveis que requerem capacidade mental, intelectual, criativa, disposição, bom humor, talento, carisma e rapidez? Peguei mais uma hoje. E confesso, não é porque sei digitar sem olhar o teclado, que eu trabalhei com online e em revistas que sou rápida e criativa. Preciso ser pautada antes, brifada, estudar o material, ter um ímpeto mental. Não apenas um deadline.

Hoje é definitivamente um daqueles dias que quero voltar, o mais rápido possível, para casa. E de maneira tranquila.

Thursday, December 01, 2005

Deu no online do Estadão

É de cair o XX da bunda, como diria um amigo.

Emily, a gata fugitiva, volta para casa de avião. Na janela

Paris - A gata Emily está voltando para casa, e em alto estilo. A felina que desapareceu dois meses atrás nos Estados Unidos e acabou indo parar na França embarcou num vôo nesta quinta-feira - e na classe executiva. A viagem de volta promete ser mais confortável para Emily, que chegou à Europa como clandestina, num navio de carga.

"Não acho que ela vá querer o champanhe, mas creio que ficará feliz com o descanso", disse o porta-voz da Continental Airlines, Philippe Fleury, no Aeroporto Charles de Gaulle. A empresa ofereceu a passagem a Emily, depois que a história de sua viagem pelo Atlântico se espalhou.
Uma passagem para o assento ocupado por Emily custaria US$ 6.000. A companhia aérea destacou ainda um acompanhante para a gata.
AP

Letras

Por várias razões, estou feliz. Algumas coisas bem bacana estão rolando comigo, o dinheiro no banco está em situação favorável, re-encontrei alguns CDs esquecidos no passado, nas últimas semanas sai com amigas queridíssimas (as quais eu estava morrendo de saudades), as pessoas próximas a mim estão também (relativamente) felizes da vida. Ou seja, tudo super apropriado para eu também ficar de bem com a vida.

Um desses CDs esquecidos era o do Black Allien. Super famoso lá no exterior, mas um tanto "apagado" da mídia no próprio país, esse rapper carioca até que me faz gostar do estilo musical. Confesso que a primeira vez que o escutei quis matar meu cunhado, quem me emprestou o CD.
Lembro-me exatamente do dia e da situação. Voltava eu da casa de minha avó em um domingo no meu carro, e ele e minha irmã em outro. Enquanto o sinal estava fechado, ele literalmente arremesou o CD no meu colo (a janela do carro estava aberta). Aí fui obrigada a colocar e depois dar o meu veridito final sobre a escolha musical. Na primeira vez, odiei. Depois fui escutando mais, aos poucos, prestando atenção nas letras, ou então na combinação sonora, etc.
E aí me apaixonei por uma música. A letra dela segue abaixo.
Acho que é mais ou menos assim se sentir bem ao lado de alguém

Ah! Minha linda, eu te amo
Ah! Meu Deus, como eu te quero
Onde ’cê tiver eu vou
Você sabe que é sincero
É na sincera, meu coração bate, tipo, acelera
Quando isso acontece é quando eu sei que é à vera
Que já era, que a coisa é séria
Eu te amo além da matéria
Inverno agora, depois primavera
Chove lá fora e o bebê que você espera
Black Alien, meu bem, é o pai do neném
Então venha meu bem
Fazer bebês pra uma nova era
Começou quando eu te conheci
Você tá longe de mim, saudade boa de sentir
De dormir juntinho, acordar abraçado
Agradecer ao te ver linda, ali bem do meu lado
Você é minha mulher e me pede o que quer
Eu farei o que eu puder pra realizar o seu desejo
Te acordar e te cobrir de beijos, assim que eu vejo
Café na cama com suquinho, pão, geléia e queijo

Ah! Minha linda, eu te amo
Ah! Meu Deus, como eu te quero
Onde ’cê tiver eu vou
Você sabe que é sincero
Desde o início, olhar pra outra ficou cada vez mais difícil
Pensei: “Com ela eu até quero compromisso”
Porque antes eu nunca tinha sentido isso
Levanta o meu moral, me dá auto-estima
Não me deixa sentir mal, elogia minha rima
E eu mostro serviço
Você me viu, achava engraçado
Sempre ficava rindo da cueca aparecendo
E da bermuda caindo
Te chamo de linda, ’cê me chama de lindo
A gente brinda, a vida segue seguindo
Nós vamos ficar velhinhos passeando de mãos dadas
E brincando com os netinhos
E de vez em quando um churrasquinho
Com os amigos e vizinhos

Me acompanha no caminho, não me deixe sozinho
Porque sem o seu amor, meu bem, eu sou um estranho no ninho
Ah! Minha linda, eu te amo
Ah! Meu Deus, como eu te quero
Onde ’cê tiver eu vou
Você sabe que é sincero
Eu te amo até o fim, eu quero a vida sempre assim
Com você perto de mim
Ao som de Tom Jobim, Miles Davis e o seu trompete
Eu falo no seu ouvidinho, você se derrete
E aos domingos ouvindo Charles Mingus
Você me diz: “Vem em mim Gus”
E me promete debaixo do edredon
Ao som de Louis Armstrong
Que ninguém vai nos separar, nem a Babylon
Eu só quero ficar, não boto pilha pra sair
Eu, você e a TV, tá aconchegante aqui

Ah! Minha linda, eu te amo
Ah! Meu Deus, como eu te quero
Onde ’cê tiver eu vou
Você sabe que é sincero

Fala sério. Super declaração de amor para a digníssima dele.

Tuesday, November 29, 2005

dont fight it

"going overboard could just leave you feeling adrift"

Why should I bother to try to explain my point of view, as far off as it may seem, to someone who will not make the smallest effort to understand my side of the debate?
This much, I am sure I have learned from the past 24 hours. If I fight it hard, I will get thrown out. If I make too much of a hasssle, I might go overboard and be left adrift. How nice, hun?? I better, in this matter, at least for now, go with the flow.

É isso mesmo. Cansei. Não adianta em nada argumentar que o maior desrespeito é comigo mesma. Com meu corpo, com meu psicológico, com meu Deus, comigo. Na cabeça dela, isso é mentira. É uma maneira de eu ser teimosa, de querer brigar. De ser grossa. Porque na visão dela, o desrespeito maior é com a outra, com a noiva, quem terá ao seu lado não uma irmã que a ama e que lhe deseja os melhores votos do mundo, mas uma irmã preguiçosa, gorda, que desrespeita a cerimônia de casamento por usar um vestido tomara que caia pink (que não foi escolhido por MIM) com uma silhueta pouco apropriada para a vestimenta!!!

Como que é possível alguém imaginar que estar acima do peso é desrepeito a uma festa alheia? Até parece que meus desejos serão outros de acordo com a balança. Até parece que eu vou subir grávida, bêbada ou de chinelo na cerimônia. Isso sim é desrespeitoso. Desrespeitoso é eu chamar mais atenção que a noiva, é eu blasfemar na igreja, é eu chamar a família toda de louca e os noivos de dois imbecis que estão gastando uma fortuna em um evento que dura umas seis horas no máximo.

Monday, November 28, 2005

O mundo que gira

Às vezes rola tanta coisa ao mesmo tempo que eu me perco. Às vezes tenho certeza que vou ficar louca. Outras tantas, me asseguro que de já era louca em primeira instância, por topar.
Em outras, acho que sou boa. Depois, quando o vento muda questiono minhas atitudes.
O café desce como um doce ópio. De máquina espressa, de coador caseiro.
Minha mente, toda destrambelhada e pensando em mil coisas simultâneas perdeu essa última função. Não consigo pensar em nada a não ser o que me chega por carta, e-mail, fax, sinal de fumaça ou um dos telefones.

estoy gorda


Ya no aguanto más mirarme frente al espejo y ver una forma gorda y redonda afrente mio. ya estaba acostumbrandome en verme y buscarme más flaca. Sólo me falta un poquito, casi casi nada, para verme 100% feliz. Sólo hace falta irme al gym todos los dias, adegalzarme, ponerme más flaca y firme.

Faltame buscar adentro mio las ganas que a mi no me faltan a otras tareas en mi vida. Siento que ese és el desafio más grande que tengo que enfrentar. No és puramente por las formas estéticas que me asombro, sino porque lo que veo frente mio, a mi no me gusta. PARA NADA.

Lo que me molesta es el espiritú competitivo que tengo dentro de mi casa. Donde si no me pongo flaca, soy menos que los otros, soy menos que la otra Thais. Soy la gorda de la familia. La única que no "tuvo otra forma, sino ponerse así".

Wednesday, November 23, 2005

confissões femininas

Nesses últimos dias, tive uma dose de confissões femininas. Minhas, de grandes amigas, de colegas, de "orelhada". E no fundo, somos quase todas iguais.

Quando dizemos que vamos beber com amigas em um bar, homens!, relaxem. Vamos sim, realmente, beber e conversar de tudo. De nós, nossos cabelos , nossas neuras, nossos respectivos, nosso passado, nosso futuro, comentários gerais de opção de sexual de terceiros, falar de compras, roupas, sapatos, bolsas, rir e nos setirmos unidas, compreendidas.

Temos uma paranóia de sermos pior que as exs de vocês. Mas também temos orgulho próprio. E detestamos escutar frases do tipo "ela tem um bom coração, não era feia, não tinha nada de errado". Então tá ótimo! Se não tinha nada de errado porque não deu certo? Por que vai dar certo comigo? Somos seres criados naturalmente para encanar com o mais absoluto nada.

Conversamos sim sobre sexo. Não é exclusividade masculina. Tudo bem, não falamos detalhes, performances, nem nada disso. Mas falamos de uma maneira mais feminina, mais romântica, mais "bonitinha".

Queremos ser mulheres mais fortes, mais decididas. Queremos poder trocar o pneu do carro sem auxílio. Queremos bancar independentes, seguras. Pagar nossas próprias contas, dirigr e acelerar nossos carros. Mas não se enganem. Somos frágil.

Queremos ser abraçadas constantemente. Queremos ter um homem ao lado para trocar o pneu do carro, ou melhor, ter alguém em um relacionamento tão bacana que ele leva teu carro para um check up mensal, ou sei lá com que outra periodicidade. Queremos que nos olhem com olhares meigos e saibam que a gente finge! Gostamos de homens que paguem conta de restaurantes e cinemas. Mas também queremos pagar uma ou outra para ficar tudo em pé de igualdade. Queremos café da manhã na cama. Queremos olhar vocês dirigindo em uma estrada perigosa. Queremos dormir com a sensação de que somos especiais. Queremos acordar com a sensação de ter tido o sono velado.

Tristemente, vi uma amiga dizer que depois que se casou deixou de ser ela mesma. Que perdeu o contato com as amigas, nunca mais saiu para dançar. Ela, que sempre chamou para si as responsabilidades da casa, deste a juventude, continua bancando a forte, mas não consegue se mostrar um bichinho perdido na frente do marido. Em total crise existencial. Não quero ser ela amanhã. Quero continuar com minhas amigas, com minhas manias, com minhas escapadas (novas confissões femininas, eu resumiria). Quero olhar para a pessoa que está ao meu lado e ter um retorno de compreensão. Seguida de um olhar meigo que me diga que sou especial. E que o passado pouco importa.

Tuesday, November 22, 2005

trilha sonora

Quando o assunto é música, eu sou meio boba mesmo. Gosto demais, é assunto que curto, discuto. Sou do tipo que escrevia as letras, ou trechos delas nas paredes. Pegava várias partes de músicas diferentes para compor uma única. Mesclava La Ley com Café Tacuba. Macy Gray com Shakira. Norah Jones e Pretenders. Jewel com Paula Cole. Bon Jovi com Red Hot Chilli Peppers. Esse tipo de coisa maluca.

Fui criada com festas para as bonecas (direito a bolo e brigadeiro) e música. De ver minha mãe preparar as refeições a noite ou de fim de semana escutando várias músicas na vitrona. Sim... eu adorava o vinil. Uma cena em particular me vem a mente. A sala escura, e a cidade brilhando lá no vidro do fim da sala. Um CD do Astor Piazzola na vitrola, o cheirinho de comida boa no fogão e minha mãe meio que bailando ao colocar a mesa, cuidar de nós e outros afazeres domésticos. Pode parecer besta, mas é uma coisa muito marcante para mim. Certa vez contei para minha mãe do carinho que tenho dessa cena, e ela se surpreendeu com a "mega valorização" de algo corriqueiro.

Hoje acordei morrendo de vontade de passar o dia inteiro relembrando meus CDs, tirando o pó de suas capas, cantando todos os trechos que marcaram minha vida. Trabalhar com um ex-colega era o máximo porque seus momentos rock´n´roll anos 80-90 me trazia para a memória várias situações bacanas da época. Por vezes lembro da cena (ridícula,..não não, foi legal) de cantar, com minha irmã, a todo pulmón, Bon Jovi e os garotos do prédio, no térreo, escutarem.
De estar em um quarto de hotel, que já estava convertido em segunda casa, escutando Joe Vasconcellos, Rage Against the Machine e DJ Sasha a todo vapor. Lembro de pegar a estrada ao som de Pink Floyd. Depois, de acordar na madrugada e pegar a estrada para a Ilha com uma trilha sonora caprichada e criada exclusivamente para tal evento. A fase áurea se dava com Santana e Son by Four, meus cabelos voando com o vento da janela escancarada.

Ultimamente ando tão cansada, amalucada e sem tempo (ou melhor, sem um som descente no meu quarto), que troquei o meu amor pela TV. É terrível, eu sei. Prometo que vou mudar, vou voltar ao original.

Monday, November 21, 2005

A la mierda

Poderia jurar que o post inicial desta semana seria fofinho, tranquilinho, traria uma foto de Naldadian (Davi), tenista argentino que ganhou o Masters Cup em Xangai, ou seja, o torneio que reúne o supra-sumo do esporte, os oito melhores jogadores da temporada. E olha que foi um torneio atípico, cheio de desistências, e então, não os oito melhores, mas alguns de seus outros substitutos e suplentes entraram em quadra. O Nalbadian era um deles.

Mas tudo bem, porque não estou muito a fim de comentar sobre o assunto, e sim que o dia que parecia ser muito bacana, com um sol lindo, está mais para um dia que eu quero gritar A LA MIERDA.

isso mesmo, mal chego aqui e tomo um chá de cadeira de uma hora de um executivo, depois sou convocada a comparecer a um evento festivo a noite, sendo que estou sem roupa, sem saco e sem humor para tal proeza. E enquanto eu não tiver uma confirmação de algo que está me incomodando, não vou ser uma pessoa relaxada. Acho que tensão no pescoço tem muito a ver com isso.

E que para todas as reclamações acima, Deus me proteja.

Thursday, November 17, 2005

ser menininha

Ser menininha é passar mais de duas horas no shopping para encontrar o look perfeito para o dia seguinte. Ser menininha é querer ter tempo para fazer manicure, pedicure, tratamento corporal e massagens relaxantes.

Ser menininha é combinar o brinco com a presilha da sandália. Ser menininha é escutar conselhos de mãe do que fica bom em você, de que o cabelo preso é mais arrumadinho que o solto, que é preciso retocar a maquiagem depois do almoço e sempre ser educadinha com os outros.

Ser menininha é fechar os olhos e lembrar dos cheirinhos das bonecas "Moranguinho e Cia", é querer escutar aquela ligação de boa noite, é cantarolar canções bobas e românticas no carro, é achar lindo comerciais de cachorros felpudos.

Ser menininha é gostar de ler Maitena, de querer bater papo sentimental com as amigas, de pegar as fotos da infância para ter certeza do que você é hoje.

Wednesday, November 16, 2005

que falta faz

Quero uma máquina digital, um celular com câmera.
Quero mostar algumas coisas bizarras que eu vejo todos os dias na rua.
Quero mostrar cenas do cotidiano

Quero que as pessoas vejam a tiazinha japonesa atravessando o estacionamento da loja de material de construcao passeando com o cachorro. Quero que vejam essa mesma mulher colocando o pobre do cachorro no carrinho de compras para terminar o percurso do lado exterior da loja.
Quero que vejam que nojenta é a máquina de café daqui.
Quero que vejam a minha cara de horror quando pedem para me ligar para uma conversa 'séria' em 10 minutos.

Friday, November 04, 2005

detesto

Detesto te ver assim, bravo, rabugento, com uma voz desanimada. Detesto te ver e ouvir de longe, pelo telefone ou computador. Detesto não poder, no meio de uma tarde qualquer, pegar na sua mão ou abrir um sorriso para te garantir que mais cedo do que imagina tudo dará certo. Detesto não poder te dar essa garantia como te garanto que sou sua e que te quero por todo el siempre.
Detesto imaginar que não vou te ver hoje porque está desanimado. Detesto imaginar que você suponha que eu não gostaria de ter sua companhia, hoje, nesse estado, como em qualquer outro dia, com qualquer outra variação de seu humor.

Detesto imaginar que mudei de emprego, que "parti dessa para uma melhor", quando nem procurava por isso, enquanto você luta por uma oportunidade similar. Detesto não poder sussurar em seu ouvido que te amo e que te quero bem.

Tuesday, November 01, 2005

Cartas viradas

Hoje é um dia meio estranho para mim. O dia está feio como os últimos, o sono continua atrasado, a vida toda continua normal. Mas hoje é um dia de despedida. De tirar as coisas do armário, tirar arquivos do computador, de dizer adeus ou até breve para algumas pessoas que com o passar do tempo acabei criando vínculos de carinho.

O mais doido de tudo isso, é lembrar do primeiro dia, daquela sensação de "merda, isso não vai dar certo". A sensação me veio porque as pessoas eram estranhas, quietas, muito diferentes daquelas que eu estava acostumada a conviver. Mas a vida sempre lhe dá novas cartas, e tive a sorte de sempre pegar uma "mão boa". A minha passagem por aqui foi de grandes e boas surpresas. Especialmente de alguns colegas de trabalho. A Alê, com seu jeito rebelde, no fundo era apenas uma garota tímida e super divertida. Só precisava ter alguém olhando para desabrochar. Já um outro colega, que eu mal via, e quando por acaso nos encontrávamos era nos corredores cada um a caminho de matar um leão, me passava uma impressão de ser uma pessoa séria, contida. Que nada, ele é, conforme disse em um post anterior, um salvador. Aprendi, apesar do pouco tempo, a admirá-lo como profissional e como amigo, a rir com ele e das coisas bestas que ele diz. Aprendi a ser mais tranquila e confiar mais em trabalho de equipe.

Por inúmeras razões, a minha passagem por aqui foi bacana, cheia de aprendizados, cheia de boas surpresas e inúmeras alegrias. Diria que esses quase 12 meses me fizeram abrir os olhos para aquilo que eu estava pronta, mas não via. Aprendi a olhar as pessoas mais sinceramente, aprendi a esperar pelas surpresas, aprendi que não há certo ou errado ou um timing apropriado. Só existe o caminho a ser seguido. Queira ou não, quem tiver que entrar na sua vida, vai entrar. E para uma pessoa em especial, não tenho nem palavras para dizer o quanto estou feliz em ter aberto os olhos.

Sei que vou sentir saudades, mas chegou minha hora em partir. Em explorar novos territórios.
Mas certamente levarei as lições aqui aprendidas.

Monday, October 31, 2005

Eu mereço

São poucas vezes em que eu quero estar em Nova York, morando lá como uma típica cidadã da Big Apple. Andar quarteirões e quarteirões para chegar naqule bagle shop gostoso em Village, ou cruzar o Central Park para ir à cidade. Em algumas ocasiões, eu adoraria. Ver as folhas marrons caindo pela cidade, passear pela iluminada Times Square, entrar naquelas lojas (portas na verdade com um corredor entulhado de coisas a venda) de bolsas e sapatos super exclusivos.

Uma das coisas mais bacanas das americanas, e nesse caso digo das nova-iorquinas, porque quando estive no meio oeste vi que não rolam por lá, é esse cuidado estético com cabelereiros bacanas, tratamentos para pele, massagem. Esses e outros momentos com as amigas regadas a Cosmopolitan e outras façanhas a la Carrie Bradshaw e companhia são tipicamente de Nova York ou então do lado norte, nordeste do país. Vá lá, talvez também em Chicago e Seattle. Mas certamente não em Oklahoma ou no Tennessee.

Um colega acaba de chegar de Nova York, a trabalho e me deu uma vontade de tudo isso. De passear pelas ruas a pé, tomar um café no Starbucks, e agendar uma tarde inteira de massagens, tratamentos estéticos. Eu certamente estou convencida de que MEREÇO essa tarde de regalia.

Mereço dormir enquanto uma desconhecida massageia meus músculos cansados, e depois entro em uma tina de ofurô para relaxar o corpo e a alma, sair e tomar uma ducha gelada e depois me melecarem de qualquer creme e pasta para melhorar minha pele e meu humor. Nesses momentos, eu teria a convicção de que é mais fácil me amar. Não ligaria para o meu atual peso, para o atual shape do meu corpo, a condição lamentável da minha unha ou então da cor indefinida do meu cabelo. Enquanto me massageam e me nocauteam até um universo paralelo, não me incomodaria em ser a irmã gorda no altar. Aliás, encomendaria um day spa para a detentora de tal frase áspera. Quem sabe ela não relaxaria também?

confissões

Neste fim de semana passei as melhores 48 horas da minha vida. Pelo menos da minha vida recente, porque não lembro da minha tenra infância quando brincar no parquinho ou ir para a praia e passar horas montando castelinhos de areia ou engolindo água do mar poderia ser tão divertido que eu me imaginaria no paraíso. Tudo foi uma delícia, os programas planejados, as mudanças de rumo repentinas, o caminhar pela chuva com o cabelo despenteado, e as mãos entrelaçadas. Sabe o que é dormir com a melhor sensação do mundo? E acordar feliz da vida, de um sono reparador, mesmo que sejam poucas horas?

E a única coisa que ele me pede é para eu não encanar. E eu juro que tento, faço o meu melhor, mas às vezes bate aquela insegurança velha, vinda das experiências prévias, de alguns comentários que escuto por aí. Mas querido, prometo que estou no caminho. Já desencanei de várias coisas. Metade das minhas dúvidas e inseguranças você me fez perceber que são nonsense e bobas. Coisas do passado pré-histórico e com homens errados.

Porém escutei, e confesso que me doeu muito, a frase "Fico feliz por você, aproveite, mas cuidado porque cedo ou tarde as pessoas vão te machucar". Cara, como é horrível dizer isso. Ou será que ouvir é bem pior? Claro que se julgarem pelo meu histórico de canalhas, o comentário até que serviria, mas se vissem que eu mudei, e que ELE é a pessoa mais doce, sensacional e incrivelmente parecido comigo, iriam calar a boca.

Analisando, acho que "machucar, magoar ou decepcionar" são palavras e experiências ruins, vindas de grandes expectativas não cumpridas. E claro que eu tenho minhas expectativas, mas estou muito pé no chão. Já descobri que de amores lejanos só ganhei mágoa e alguns CDs e livros. De homens super bonitos, descobri minha insegurança e os ciúmes. De homens divertidos e baladeiros descobri a falta de compromisso. De homens complicados descobri dores de cabeça e falta de paciência. De homens razoáveis descobri a falta de interesse.

De tudo isso descobri o que eu quero. Companheirismo, carinho, risada. Quero uma pessoa para estar ao meu lado nas horas bacanas, nos momentos complicados. Quero alguém com quem eu possa crescer. Quero alguém para compartilhar minha vida. Quero alguém que tope dormir de osito e pular de bungee jump. E confesso, acho que já o tenho em mãos.

E quando acho que tenho todo o direito de ficar magoada com os outros, com a falta de compreensão alheia, ou até mesmo a inveja da minha felicidade (visível a olho nu), não consigo. Travo, viro bicho, rabugenta e com um beiço do tamanho do Titanic. Confesso que preciso melhorar nisso. Terapia resolve. Descubro que passam noites chorando, discutindo com seus respectivos, com problemas financeiros. E então, eu me sinto uma merda por ficar triste com coisas tão pequenas.

Friday, October 28, 2005

pontos surreais - 2

Estou de volta, sã e salva, firme e forte, a São Paulo, depois de uma semana muito da pauleira na Futurecom. Algumas das coisas que rolaram prefiro nem comentar, porque já passaram, foram ruins, mas felizmente pude contar para alguém cujos ouvidos estão dispostos a me escutar.

Antes de tocar nesse assunto específico, queria só colocar mais alguns trechos surreais do evento, como uma conversa super bacana, divertida com um engenheiro indiano cujo hobby era fazer curta metragens. Aliás, daqui a pouco vou dar um google no nome dele e ver se consigo baixar o curta (segundo ele eu consigo!!)
Teve também o momento do garoto que, enfim descobrimos, não mordeu a fronha, além das fofocas de amigas sobre a minha situação. Aliás, acho bacana que todo mundo que soube achou que eu tava fazendo algo bom. Detalhe... não acho que alguém seria louco o suficiente para falar que a decisão foi ruim, então de pouco em pouco há verdade e mentira.. e isso já me basta.

Mas no fundo, queria só comentar que deu uma dor no peito em ler um email que ele me mandou. Sabe quando você imagina o rosto dele, a cara de decepção, e você não pode fazer nada além de uma ligação telefônica? Queria estar ao lado dele, berrar e chorar, se fosse o caso, dar meu ombro, colo e ouvidos. Queria poder estar próxima o suficiente para sussurar ao ouvido, para no toque das mãos, para na mirada cúmplice, ele soubesse que estava lá, que estava lá por ele, que daria meu mundo para ele não sentir aquela tristeza naquela hora. Felizmente estou de volta e em contagem regressiva para fazer exatamente isso.

Wednesday, October 26, 2005

pontos surreais

Agora que finalmente consegui achar um computador vazio, vou passar alguns dos melhores momentos do evento para o blog.... Quando digo melhores, digo surreais.

Saída de São Paulo -- todo o mercado estava naquele maldito avião, se caísse, o mundo não leria mais notícias de telecom.

Chegada ao hotel -- recepção pela Chica, a garota da recreação. "Lanche e janta" foram termos super usados.

Remises -- como boa profissional, sai com os convidados. Tomamos remises.. Finalmente os argentinos trouxeram algo de bom para nós.

Diretora de comunicação -- abraço surreal no MEIO da sala de imprensa, para me dar as boas vindas ao time. O que era segredo, foi pro brejo. Caí na boca do povo, que maravilha !!

Notícias bombásticas -- bomba, bomba, bomba, bomba. Sucesso.

Festa fechada -- vazia, executivos caindo na piscina, conversa em espanhol abaixo reproduzida, fotografias mil, e convite para festa privê em suite duplex no Costão ! Acho que tava com cara de puta!
Homem - Hola, te conozco de algun lado
Mulher - No lo sé, no tengo idea.
Homem - Te vi en ITU, es posible?
Mulher- Si, ahi esta, yo fui a ITU em Bahia
Homem - Estaba en la fiesta latina en Cafe Cancun, no??
Mulher - Sip, soy yo, estaba alla con el grupo.
Homem - Y que haras manana por la noche? Aca esta mi tarjeta, llamame y arreglamos algo. Cuando vuelves a Bsas.
Mulher - No soy portena, soy Brasilena.
Homem - Ah si, yo tambien
Mulher - então porra, fala portugues !

Dia seguinte -- estresse, mal humor, trabalho dobrado e desnecessário. Quero voltar para a casa

Assim que a contagem regressiva começa

Friday, October 21, 2005

the luckiest girl

Não sei se foi excesso de zelo, ou de ter lido o meu blog, mas fiquei extremamente comovida, feliz, grata e quase com lágrimas nos olhos, quando ele se ofereceu para me levar para casa e cuidar de mim... Juro, acho que foi a coisa mais doce que alguém poderia ter feito por mim, e vindo dele, foi maravilhosamente especial.

Como lhe disse, estou ficando mal acostumada. Nunca tive experiências assim, de alguém se importar tanto, se preocupar. É quase um novo mundo, totalmente paralelo, em que eu me sinto quase como uma princesa. E depois duvido alguém dizer que não é mais uma das milhões de razões que ele me dá para me apaixonar dia após dia por ele. Ele é o dono total do meu coração e sabe disso.

Confesso que sempre duvidei daquelas cenas de filmes, onde o cara saia na rua e gritava em alto e bom som o quanto amava a mocinha da película, ou a mulher que fazia uma declaração de amor no altar, enquanto olhava fundo nos olhos de seu companheiro (a partir daquele ponto para toda a vida). Ou então quando se lê em livros ou até mesmo em histórias de amigas de amigas de amigas de amigas (o que eu, particularmente, gosto de chamar de lendas urbanas) como conhecer uma pessoa mudou por completo a vida de alguém. Ainda tenho um pouco de dúvidas dessas demonstrações tão verdadeiras e em tão alto decibél de carinho. Mas ele me inspira a fazer isso tudo e muito mais.

Wednesday, October 19, 2005

Why?

Por que eu sempre tenho que ficar doente quando estou sozinha em casa?
Por que minha garganta dói, meu coração dispara, minha respiração se complica, meu corpo fica quente e mole, meu cerebro fica lento? Por que enquanto isso estou sozinha em casa, vendo TV, tentando dormir ou fazer a dor passar?
Por que não posso tomar remédios nem pedir a alguém pegar uma água, um chá, um colo ou um cafuné?


Géminis
22.05 al 21.06

Bastante bien, si no busca un romance perfecto. La comunicación a veces resulta muy difícil.

Amor: su pareja pondrá un toque de belleza y otro de inteligencia en la chatura de la vida cotidiana. Géminis, no siempre demostrativo, esta vez pagará amor con amor. No contradiga todo lo que su familia opine; haga silencio.

Dinero: usted está algo desanimado porque los negocios no salen como quiere: pida ayuda porque con un pequeño envión será suficiente para ponerse en marcha. Nada se resolverá al primer intento. Clave de la semana: ¿sus colegas o socios lo fastidian? Más vale solo que mal acompañado.

Tuesday, October 18, 2005

Aprovecha


Nena, sepa disfrutalo. Sepa aprovechar, agarrar las oportunidades.

Já estou em contagem regressiva para o que vem aí a frente. Sei que vai ser duro, uma pauleira, mas estou animada. E enquanto isso, estou coberta em um casaco cheiroso..

Monday, October 17, 2005

Era só

Lembram daquelas músicas de roda junina, olha a cobra, não já passou, olha a ponte, não ela não caiu... etc? Pois bem, referente ao meu último post, era só TPM. Bem, não exatamente só TPM, mas em grande parte era sim.

Acho que fiquei meio abalada depois de pensar besteira (mente vazia é casa do diabo, sabe?) durante todo um fim de semana. Pensei besteira, fui besta em não perguntar certas coisas e ainda mais idiota em escutar e tomar como verdade certas outras informações. Fora isso também me veio um surto estilo Don Puto, afinal essa história ainda preciso aprender a digerir e não deixar mais interferir nos meus assuntos recentes. Mas a TODOS, estou bem OK. Estou rindo, sonhando, trabalhando, cantarolando. Estou normal.

Essa tarde, cinzenta e meio sem graça do primeiro dia da primera com o horário de verão, eu posso dizer que estou mais aliviada. Aliviada porque todo mundo já sabe das duas coisas que mais estavam me matando por dentro. Agora não tenho mais nada que esconder de ninguém, nem passar noites em claro pensando em reações alheias. Now that is out in the open, I can smile freely, feel good about myself, and let others worry about their own petty lives, because I am creating immunity to all of the bad mouthing and commenting that could occur due to the recent string of news.

Y mi amor, creo que ahora lo sé. Creo que puedo sentirlo y no piensarlo. Es lo que debo hacer. Me enseñas a vivir sin el miedo que siempre me asumó. Me enseñas, dia a dia, que no puedo tener miedo a lo bello, a lo puro. Creo que me enseñas, dia a dia, que sos puro, que sos lindo, que sos mi amor, y que te puedo dar mi corazón, porque lo tendras siempre al lado tuyo. Te amo, te amo y te amo -- cada dia más. Te quiero, por todo el siempre.

Saturday, October 15, 2005

O.S.U.R.T.O

Confesso. Surtei. Forgive me father for I've freaked out.
Surtei com ter sonhado com o punkerboy, surtei com a imagem estampada e apresentada à mim, surtei com a ligação. Estou chocada, ou chateada por não ter sido mais firme. Por não ter expressado o meu descontentamento (seria isso mesmo, decontentamento??).
Surtei com os comentários, internos e externos, com as reações. Não sei nem avaliar o comentário que me fizeram, parecia tão bacana e surpreendente que não consegui digerir ainda.
Surtei com o comentário da minha irmã. Tão verdadeiro, tão real mas porque nessa exata hora e sobre esse exato personagem?? Talvez seja isso que tenha me incomodado, ela estar certa.

Não achei que aconteceria, mas aconteceu. Estou com vontade de correr uns 8 km só para não me chatear com uma pessoa. E olha que eu já passei uma hora na piscina mas consegui consertar meu cabelo, que confesso que está lindo e macio. E se eu não for correr, temo que vou querer chorar. Isso porque sei que é bem provável que eu não consiga me expressar.

Thursday, October 13, 2005

yo soy asi

Há tempos queria fazer um post assim. Talvez tenha chegado a hora. Isso porque não quero colocar aqui, ainda os últimos passos em dois campos da minha vida. Mais tarde, quem sabe?

Eu sou assim:
  • Tenho pavor de bichos com penas (pombas, galinhas, marrecos, patos, cisnes, gansos...)
  • Tenho pavor de dirigir na chuva (já cheguei a parar o carro, em desespero e ligar para amigos)
  • Tenho pavor de um dia olhar para trás e ver que perdi amigos
  • Acho que sou engraçada
  • Acho que sou corajosa
  • Sou maluca
  • Sou preguiçosa
  • Sou gente boa
  • Sou honesta, fiel
  • Sou ciumenta (Othelo, lembra alguma coisa?)
  • Sou parceira e super companheira para os amigos
  • Nem sempre sou a pessoa mais bacana da minha família
  • Nem sempre sou a pessoa mais legal do mundo
  • Nem sempre faço o que quero
  • Gostaria de fazer mais coisas que gosto
  • Sei defender meus ideais
  • Detesto traição
  • Detesto ir no cinema sozinha
  • Detesto ter que arrumar meus armários
  • Adoro cozinhar
  • Adoro sair para dançar (embora, não faça já com tanta frequência)
  • Adoro mergulhar
  • Quero aprender a surfar
  • Quero pular de para quedas
  • Quero visitar lugares distantes
  • Quero acordar todo dia e dizer para ele "te amo"
  • Não quero plantar uma árvore, mas gosto de plantar flores
  • Não quero aprender chinês, mas italiano e russo sim
  • Queria poder falar para as pessoas o quanto as verdadeiramente amo
  • Queria que as pessoas olhassem nos meus olhos e disessem a verdade
  • Queria sair correndo as vezes com cara de louca e não ligar para comentários alheios
  • Queria tirar o sofrimento de uma porrada de pessoas que admiro
  • Queria poder ler um livro a cada quinze dias
  • Queria saber cuidar melhor de mim

Tuesday, October 11, 2005

pa' ti

Monday, October 10, 2005

nas nuvens

Sei que vou ficar repetitiva, mas estou nas nuvens. O fim de semana foi uma delícia, a companhia maravilhosa, as noites bem (e mal) dormidas, ver meus irmãozinhos, regressar ao meu lar.
Jamais achei que poderia estar tão em sintonia com uma pessoa.
Alguém já sentiu que tudo faz sentido? Que o céu fica mais azul, as pessoas mais simpáticas, as decisões mais certas, os momentos mais gostosos.

Fora isso, hoje estou uma pilha de nervos (se bem que tive uma ajuda terapêutica hoje pela manhã), afinal preciso anunciar ao mundo a minha decisão. Fico com uma dor no coração. Sei que vou deixar para trás pessoas maravilhosas, grandes amigos, e jamais gostaria de imaginar que as pessoas vão ficar decepcionadas comigo, que vou deixá-las na mão, etc..
Mas deep down sei que estou tomando a decisão certa! Para mim!