Rituais de passagem nunca me interessaram. Acho besta, fútil e frívolo. Em um mundo capitalista, ele também significa algo caro em que alguém ganha muito dinheiro para fazer esses momentos "marcantes".
Estou falando de casamento, despedida de solteiro, chá de bebê, festa de quinze anos, qualquer outra festa de aniversário, festa de formatura, colação de grau. Também incluo nessa categoria os famosos trotes universitários. Puta babaquice.
Já se foi o tempo em que uma despedida de solteiro indicava a última noite livre de um homem ou a "iluminação" da mulher para uma nova vida conjugal. Os jovens precisam encarar que a faculdade é sim um rito de passagem: para a maturidade e não para a esbórnia alcóolica.
Os pais atualmente são bem liberais e permitem sexo, bebida e farras em casa, em outros espaços e a idades cada vez mais precoces. Então, passar aquele mico desnecessário pedindo dinheiro em faróis todos sujos para depois encher a cara não dá mais.
Não fortalece amizades com colegas de turma ou de curso, não reforça a moral ou caráter e certamente não ajuda a passar nas matérias que serão lecionadas ao longo do primeiro ano. Então, que tal os universitários brasileiros despregarem sua mentalidade de seus umbigos e começarem a pensar em algo mais grandioso, que esse sim, pode criar novos vínculos com pessoas, tornar-se mais responsável, ético e efetivamente marcar um rito de passagem valioso.
Sei, porque já vivi isso, que aos 18/19 anos você não se preocupa com a crise no Haiti, com a população ilhada e isolada em suas casas há quarenta dias, sem ter o que comer ou ter como se mobilizar para comprar mais alimentos ou itens de higiene, afinal não tem barco. Você não liga muito para o que o Fed e o Banco Central falam da taxa de juros e se bobear acha que previdência privada é alguma piadinha ou nome de festa universitária.
Ao mesmo tempo sei que o passado só indica o futuro, o que podemos melhorar e superar. E acho que essa é uma fase vital a ser melhorada: chega de trotes estúpidos, etílicos e que -vez ou outra - acabam em morte. Vamos celebrar o novo, de forma relevante e digna a um número maior de pessoas.
Monday, February 01, 2010
Friday, January 15, 2010
encruzilhada haitiana
A pequena ilha no Caribe chamada Haiti não era nada para o Brasil ou para o mundo até a última semana. Talvez um ou outro compatriota possa se lembrar do CD do Caetano em que questionava se o Haiti era ou não aqui.
Mas agora, em 2010, a nação chama a atenção pelo terremoto que devastou o País já miserável pela pobreza, pela fome e pelas instabilidades que só os homens podem gerar: política, econômica e social.
Ninguém sabe ao certo o número de mortos no terremoto - algo entre 50 e 100 mil pessoas estimam certas agências de notícias. Calcular os estragos financeiros com a reconstrução do país e das vidas daqueles que resistiram aos abalos sismicos então, nem pensar.
Um sem número de ações de ajuda humanitária já está a caminho da ilha, onde não tem nem um macaco hidráulico para levantar o que restou de casas e prédios em busca de sobreviventes, corpos ou seja lá o que for. Tudo é manual, sofrido, feito com voluntários e com o mais arcaico modelo disponível no mercado.
Se a situação já estava triste antes, imagine pós-terremoto. E eu, como tento pensar ainda mais no futuro das coisas (nunca o meu próprio futuro) tento visualizar o que será no pós-reconstrução.
No País, mais da metade de seus habitantes, algo como 9 milhões, vive com US$ 1 ao dia. Milicias armadas de civis disputavam nos dentes e nas balas território em que havia alimento. Não é como na nossa Rocinha ou nos nossos suburbios urbanos: na disputa por ponto de drogas, por ponto de prostituição ou seus genéricos. A maleza lá é pior: mondo cane, dog eat dog mesmo!
A briga é por alimento, a disputa é por água potável, por pão, leite, carne. O que sobra lá são violência, armas contrabandeadas de não sei da onde, pessoas revoltadas e sem esperança de uma vida melhor.
Ouvir histórias dos militares brasileiros sobre aquela área (apesar da mídia não ter dado tanta atenção ao fato como agora) é triste. Eles foram inicialmente hostilizados e agredidos pelos haitianos na chegada, apesar de participarem de uma missão de paz e de construção do país.
Olhar alguém que representasse uma invasão, que demonstrasse haver um mundo melhor (mesmo que ele seja o Brasil, com seus problemas e virtudes) e lhes tirasse o poder das armas - a única coisa que bem ou mal lhes conferia poder e autonomia - era revoltante, odioso e cruel. Motivo para matar.
O Haiti agora está em uma encruzilhada - decidir se reconstrói o País nos pilares da tentativa de igualdade, de uma humanidade real, da democracia e das oportunidades ou se a devastação e a dor da perda do pouco que eles ainda tinham será o fator predominante e só veremos um país ainda mais dilacerado, violento, pobre e sem esperança.
Mas agora, em 2010, a nação chama a atenção pelo terremoto que devastou o País já miserável pela pobreza, pela fome e pelas instabilidades que só os homens podem gerar: política, econômica e social.
Ninguém sabe ao certo o número de mortos no terremoto - algo entre 50 e 100 mil pessoas estimam certas agências de notícias. Calcular os estragos financeiros com a reconstrução do país e das vidas daqueles que resistiram aos abalos sismicos então, nem pensar.
Um sem número de ações de ajuda humanitária já está a caminho da ilha, onde não tem nem um macaco hidráulico para levantar o que restou de casas e prédios em busca de sobreviventes, corpos ou seja lá o que for. Tudo é manual, sofrido, feito com voluntários e com o mais arcaico modelo disponível no mercado.
Se a situação já estava triste antes, imagine pós-terremoto. E eu, como tento pensar ainda mais no futuro das coisas (nunca o meu próprio futuro) tento visualizar o que será no pós-reconstrução.
No País, mais da metade de seus habitantes, algo como 9 milhões, vive com US$ 1 ao dia. Milicias armadas de civis disputavam nos dentes e nas balas território em que havia alimento. Não é como na nossa Rocinha ou nos nossos suburbios urbanos: na disputa por ponto de drogas, por ponto de prostituição ou seus genéricos. A maleza lá é pior: mondo cane, dog eat dog mesmo!
A briga é por alimento, a disputa é por água potável, por pão, leite, carne. O que sobra lá são violência, armas contrabandeadas de não sei da onde, pessoas revoltadas e sem esperança de uma vida melhor.
Ouvir histórias dos militares brasileiros sobre aquela área (apesar da mídia não ter dado tanta atenção ao fato como agora) é triste. Eles foram inicialmente hostilizados e agredidos pelos haitianos na chegada, apesar de participarem de uma missão de paz e de construção do país.
Olhar alguém que representasse uma invasão, que demonstrasse haver um mundo melhor (mesmo que ele seja o Brasil, com seus problemas e virtudes) e lhes tirasse o poder das armas - a única coisa que bem ou mal lhes conferia poder e autonomia - era revoltante, odioso e cruel. Motivo para matar.
O Haiti agora está em uma encruzilhada - decidir se reconstrói o País nos pilares da tentativa de igualdade, de uma humanidade real, da democracia e das oportunidades ou se a devastação e a dor da perda do pouco que eles ainda tinham será o fator predominante e só veremos um país ainda mais dilacerado, violento, pobre e sem esperança.
Friday, July 10, 2009
novo adeus
A culpa não é sua, o problema é comigo. Acabo me deixando seduzir por suas promessas, por seus problemas. Consome-me a alma, a vida, o tempo, a mente e a saúde. Tudo começa com aquele olhar sedutor, aquele deslize sem propósito, aquele chope fora de hora, o cigarrinho no dia de chuva, o bolo quente no meio da tarde, aquele programa fora de hora, e por aí vai.
Quando me vejo, quando recobro a consciência, olho no espelho e não reconheço quem me olha de volta. Sou uma fantasma, sem voz, sem juventude, sem beleza. Entramos então em uma batalha: quem vai ganhar desta vez?
Seria você e suas manias - bastante sedutoras - ou eu e minha tentativa de me encontrar? Desta vez, querida, tenho que me despedir de você. Não está me fazendo bem, a sua alegria de viver acaba por me tirar o prazer de buscar a minha. Por favor, entenda. Deixe-me ser também egoísta, tal como você.
Sei, amiga, que virá me procurar de novo, vai bater na minha porta, me ligar, quando menos esperar vai estar me admirando do canto, virá cantando as músicas que me emocionam ao meu encontro: olhará pra mim na hora do refrão e comproverá o quão fácil eu sou seduzida, não é?
Pois é. Até lá. Hoje é o nosso último encontro. Vou fazer um jantar bacana, vamos ver um programa sem noção na TV, rir de monte, colocar um vídeo e chorar um tanto. Aí vou dormir e quando acordar não quero ver nem sombra nem rastro seu. Já não faz parte da minha vida.
Estou te e me prometendo uma nova vida, mais saudável, alegre, mais tranquila e melhor compartilhada com quem merece.
Wednesday, June 24, 2009
Quero o novo
Quero o frio na barriga, a ansiedade que me consome, uma razão nova de me movimentar. Eu quero o novo. Quero um novo visual, um novo grupo de amigos, um novo desafio, um novo amor.
Uma nova paquera, um novo livro, uma nova banda favorita. Um novo periodo de férias para sonhar, uma nova tatuagem para fazer, um novo destino para buscar.
Quero novas histórias para contar, risadas para dar, lágrimas para escorrer.
Olho para as pessoas com uma atitude mais convidativa, fico reparando nas opções, em como me tornar menos fechada, mais acessível. Em como absorver as novas sensações e oportunidades que podem aparecer.
Acho que vem uma fase otimista por ai.
Marcadores:
felicidade instantanea,
vida particular já virou pública
Friday, June 05, 2009
Não é você, sou eu
L'ansia è andato lungo. Mi sento come se l'oceano è tranquillizzata in giù, il mare tranquillo, dopo tutto.
Estava angustiada até não poder mais por não saber o que fazer, e nem o que ele faria. Que raios de situação impasse era aquela! Por dios!
Até que tudo ficou em pratos limpos. Ou quase isso. Agora é esperar até sabádo, pelo café, para entender a linha de raciocínio do "não é você, sou eu com meus dilemas pessoais momentâneos". Humpff.
Pela pura curiosidade mórbida mesmo, afinal já que sou eu, que me importa? Mas ao mesmo tempo, vai que permanece algum tipo de respeito que se firma em coleguismo/amizade e rende bons contatos para futuros shows?
Olha, fico chateada sim, no questions bout it. Mas ao mesmo tempo fico aliviada pois sei que posso seguir adiante, para aperfeiçoar a técnica de charme e sedução. Afinal, alguns já saíram na liderança né?
BTW, li uma coisa muito "fru fru" glicose na veia que me deixou enojada. Já não estou nem mais triste com o ocorrido. Passar bem.
Estava angustiada até não poder mais por não saber o que fazer, e nem o que ele faria. Que raios de situação impasse era aquela! Por dios!
Até que tudo ficou em pratos limpos. Ou quase isso. Agora é esperar até sabádo, pelo café, para entender a linha de raciocínio do "não é você, sou eu com meus dilemas pessoais momentâneos". Humpff.
Pela pura curiosidade mórbida mesmo, afinal já que sou eu, que me importa? Mas ao mesmo tempo, vai que permanece algum tipo de respeito que se firma em coleguismo/amizade e rende bons contatos para futuros shows?
Olha, fico chateada sim, no questions bout it. Mas ao mesmo tempo fico aliviada pois sei que posso seguir adiante, para aperfeiçoar a técnica de charme e sedução. Afinal, alguns já saíram na liderança né?
BTW, li uma coisa muito "fru fru" glicose na veia que me deixou enojada. Já não estou nem mais triste com o ocorrido. Passar bem.
Saturday, May 30, 2009
Unfinished it remains
The hardest part of saying goodbye to someone is to not the part when you wish farewell, rest in peace, but the one that you silently tell all the other stuff that you never had the time, energy or the guts to do before.
When it comes to Shadow, I know this in my heart and it aches so bad. All of those missed opportunities, catch you later phrases and maybe next time. I am sure that your abrupt departure will teach me to never let things left unsaid, to honestly seize the moment and go after the truth, regardless how enjoyable or painful it might be.
My dearest, I had so much to tell you, so many stories we shared and it kills me to not have shown how much impact you caused on me. And which effects you had over me.
Please, please, please forgive me as I try to forgive myself for not saying or doing as much as I could.
When it comes to Shadow, I know this in my heart and it aches so bad. All of those missed opportunities, catch you later phrases and maybe next time. I am sure that your abrupt departure will teach me to never let things left unsaid, to honestly seize the moment and go after the truth, regardless how enjoyable or painful it might be.
My dearest, I had so much to tell you, so many stories we shared and it kills me to not have shown how much impact you caused on me. And which effects you had over me.
Please, please, please forgive me as I try to forgive myself for not saying or doing as much as I could.
Sunday, May 24, 2009
Noticias
Já tinha entendido que não haveria mais noticias. O sumiço já dizia o suficiente.
Até que um dia, um belo dia descubro um recado, antigo já, um tanto mambembe. Quando quisesse tirar as dúvidas, aquelas que um dia me consumiram e agora nada mais eram do que cinzas frias empilhadas no canto, poderia fazê-lo e o véu que encobria o passado seria removido.
Apesar do bom senso próprio e dos conselhos dos mais variados indicarem para abrir mão, para me distanciar daquilo, como poderia? Sofrer, matar a curiosidade, se questionar por mais algum tempo sobre algo já desnecessário. Então, mandei outro recado, já não tão mambembe.
Um vendo forte bateu dentro daquelas cinzas que se esquentaram mais um vez, ficaram alaranjadass e aqueceram o canto antes esquecido. Horas, dias, semanas e a rotina se seguia. Nada. Já estava me reacostumando com o fato, com a obviedade de que novamente ficaria excluída de informações. Já não eram tão valiosas quanto antes cogitei, mas eram informações ainda.
E quem é indigno de se prestar a escrever para falar que quer se comunicar e depois desaparece, some, se finge de morto? Hahhhhh...alguém que praticamente um mês depois, avisa que está de férias forçadas, tão coitadinho como uma vez o encontrei. Quer saber, notícias agora, de desgraça alheia não estou precisando.
Se eventualmente, o resto da história chegar, não vou ler. Não vou investir mais. Para essa jornalista, chega dessa notícia.
Marcadores:
felicidade instantanea,
pode parar o mundo. To fora
Saturday, May 23, 2009
So what?
Here is my honest blunt confession: I am quite interested in this guy.
Not yet in love, maybe it will take longer (or never will happen), but I am anxiously analyzing myself and my feelings towards this bloke.
He is ordinary. An ordinary lawyer from an ordinary family, with ordinary interests and an ordinary lifestyle. He listens to classic rock, likes to sleep in late, has a mut dog, learned how to cook for and by himself, has some fun and some sad stories to share.
Most importantly, he has a former fiancee (sorta), an ancient broken heart, a stonewalled shyness, a few scars, a clever stare and an unique smiling lip. He dislikes emails and other cool modern technologies, does Ok with text messaging. He leaves me thinking constantly about the next move (mine or his, because they aint that clear, yet)
Not in a million years I would see myself in this situation - trying to make sense and to take things slowly, to see how and when it goes. Heck, I am the premature baby with anxiety attacks that previously made me run into the fridge and calm me down with sugar, or pure fat.
I dont want to daydream about things that may not happen, and I am not talking about white picked fances or family dinners. I was more along recent times, as the next call, the next date, the next opportunity to finally tell him more about me, even if I take a cheatsheet, afterall, he makes my mind go blank, useless, while morphing it into a sucking info sponge.
If it doesnt go much further, so what? I am quite enjoying being back into this game. Practice makes it perfect, right??
Marcadores:
confessions,
ele,
vida particular já virou pública
Friday, May 22, 2009
Fase de mudanças
Estou passando por uma fase de mudanças. De quem sou, do que quero mostrar para o mundo.
Acabou o momento fechada para balanço. Quero mais viver, deixar viver e sentir que sempre há novos começos. Por isso que agora é o momento ideal para a tatuagem que fiz.
Há anos sabia o que fazer e onde fazer. Mas faltava um ou outro detalhe visual e o mais importante, o timming adequado. Ele chegou. E de uma maneira surpreendente, e mais... com uma ajudinha especial de mamili. Quem diria que a levaria para o estudio de tattoo. De menina rebelde e impulsiva (na verdade, nem acho que sou tudo isso, mas gosto de acreditar na mentirinha) a companheira e boa ouvinte.
E falando em ouvinte, embora tenham rolado poucas vezes, gostei de que e especialmente do que ouvi. É divertido discutir música, teorias radicais dos anos 80, bobagens e palavrões que não são permitidos nem nesse nem em outros momentos. Sabendo entender que o melhor é o que está rolando, sem ficar cogitando o futuro e o fim desse futuro que nem chegou no presente.
Presente mesmo é poder acordar todo dia e fazer o que gosto. Mesmo levando em consideração todos os pepinos e problemas existentes e, mais, crescentes. sei que vou dar conta, de um jeito ou de outro.
entao, um brinde às mudanças, aos novos começos.
Monday, April 27, 2009
Coisa bonita

Voltei a gostar de tênis como antigamente.
A ponto de começar a reclamar em frente à TV da academia. Já acham que sou louca mesmo, de ficar cantando o que escuto enquanto corro, o que é levantar os braços, se queixar de uma bola mal rebatida ou algo assim?
Parece que as coisas estão voltando ao seu lugar.
Monday, April 20, 2009
5 itens necessários
Quando jovem, tinha uma lista gigantesca, e um tanto antagonica, sobre as qualidades que queria em um namorado. Hoje, já fiquei BEM menos exigente.E só peço as cinco coisas abaixo:
1. Seja inteligente
2. Tenha senso de humor
3. Seja charmoso, de um jeito individual
4. Faça um esforço para me entender (mesmo que seja difícil)
5. Fiquei deslizando seus dedos no meu cabelo para me fazer dormir
Só isso. Com o resto, eu convivo ou as coisas se resolvem.
Obrigada
A mulher da sua vida.
Pilulas de um dia
Hoje, preciso desovar algumas das milhares de idéias que estão circulando na minha cabeça. Melhor fazer isso, do que ficar mais uma noite sem dormir... repensando e me mexendo sem parar na cama.
- the lady was terribly obnoxious. Partly because she was SO full of herself, partly due to the fact that maybe she deserved to be. Anyway, the luncheon carried on just fine, with me thinking anything else but the fact I was sitting at that table.
- Talking of it, it is funny to see how fat people behave and how there is no "secret" behind the fat tucked inside their (mine) body. We were all trying, being or pretending to have a healthy meal. They shared their plate (the fat and the slim). While the chubby chick munched first her fries and oiled up her salad, the other poured only salt in the greens ande didnt even get near those fries. Both were playing along the "healthy, slimming diet path", each their own way.
- Passei o dia fazendo e refazendo análise de planilhas. Mais divertido que isso era ter concluído algo positivo dela. Hahahaha, não foi dessa vez.
- Sei que não sou a única a ter meus dias de altos e baixos, de querer e de sentir que pode. Só gostaria de uma confirmação de que tenho pares nesse mundo de dúvidas e questionamentos pessoais.
- Imagine uma ova de caviar. Transparente, com um "anel" exterior mais branquinho. Tava meio salgada demais, um gosto nem crocante, nem molenga. Embora sua aparencia indicasse que seria uma consistência úmida, ela era um tanto seca. Amigos, lhes apresento a Quinua, my new BFF.
- Estou me segurando para não afixar na geladeira uma série de recados, tal como:
1. não levar copos de vidro (especialmente, aqueles novos que eu comprei com o meu dinheiro suado, de muito trabalho) para o quarto, onde vocês os quebram,
2 - por favor, mantenha a cozinha limpa, jogue o lixo no lixo, coloque os pratos e utensilios sujos na pia.
3 - É proibido fazer barulho no corredor e deixar o som da TV alto, especialmente quando não estiver no recinto, após as 10 horas.
Marcadores:
felicidade instantanea,
sem nada melhor para fazer
Saturday, April 18, 2009
Aventuras
Hoje a noite, depois do furo que tomei para irmos jantar no mexicano, resolvi fazer uma comidinha integral, natural e gourmet. Delicia, ganhei a noite. Posso ir dormir feliz.
hahaha. O senso de humor do destino está afiado. Me aventuro para fora do meu quadrado e dou de cara com uma festa praticamente temática. Só tinha casais estúpidos, ignorantes e senhoras peruas golddigga -ish. PURE JOY!!
E na cozinha, um balde de lixo com um peixe gigante em uma espécie de aquario improvisado. Perguntei a ele se ele seria o jantar, um presente ou mais um morador desse ilustre condo que moro. Ele só abriu a boca, também em dúvida, como eu.
Acho que pela primeira vez na vida fiquei feliz de não ter sido convidada pra uma festividade. Para esse público, não quero ser popular!
Marcadores:
eu não sou assim. Mesmo.,
pode parar o mundo. To fora
Tuesday, April 14, 2009
Time bomb
Tenho receio de que meu relogio biologico começou a fazer tic tac.
Fico olhando crianças e imagino como será a educação deles, porque os pais os fazem tão maleducados ou bem educados, as roupinhas e brinquedos que usam.
Fico imagino como seria a pessoa com quem gostaria de acordar todos os dias e efetivamente declarar que a amaria. Hoje, amanhã e até o final dos dias.
Saturday, April 11, 2009
Don't look back.For today.
I often find myself looking back, wishing to live life in reverse, feeling stuck in a moment that is long gone, trying to redo what I didn't at that particular moment.
I wish I could stay away. I wish I could have done things differently, said more, talked less, enjoyed more, suffered less. And the more I do it, the more I am sure to look forward, to stop looking back.
There is a whole lot ahead of me, ahead of us. There shall be a "us". Quit being such an anxious, scared little girl. And sometimes I listen to myself, step out, head to the streets, take on the world and actually look forward.
Today was one of those days. Not scared of what is ahead. Full blasting, chest first type of living. also, the new pairs of shoes helped a lot. A girl gotta know how and when to face the world, at her own pace.
Today was a good day.
Wednesday, April 08, 2009
Fechada para balanço
Andei meio sumida da blogosfera após o meu video. Hahaha. Mentira, o que acontece é que tive férias, até de mim mesma e do meu cotidiano e ações rotineiras, como manter o mundo atualizado sobre minha mera existência, e especialmente, porque estive fechada para balanço.
Não sou da corrente da filosofia - vou manter minha privacidade no mundo virtual, até porque não sei separar minha vida real da vida virtual. Sou uma única e meus medos, angustias, felicidades, desejos, amigos existem e co-existem nesses dois universos.
Então quando não tenho o que falar para a minha vizinha, não tenho nada para falar no blog, no twitter, facebook, myspace, orkut, friendster, hi5, fotopic ou em qualquer outro canto.
Quis passar por um período de análise, de olhar para mim, meus defeitos, falhas e bons atributos e TENTAR me entender melhor.
Foi ótimo. Fiz todas as reflexões possíveis no tempo, quis mudar, quis me fortalecer. Também quis chorar, e muito. Quis ficar encostadinha no meu canto, quase cheguei a peidr colo.
Mas agora estou de volta, com a corda toda. Muito a fim de viver a vida que planejo. E compartilha-la com muita gente.
E para aqueles que estao nessa fase de fechado para balanço, força aí. Todos precisamos passar por isso de tempos em tempos.
Não sou da corrente da filosofia - vou manter minha privacidade no mundo virtual, até porque não sei separar minha vida real da vida virtual. Sou uma única e meus medos, angustias, felicidades, desejos, amigos existem e co-existem nesses dois universos.
Então quando não tenho o que falar para a minha vizinha, não tenho nada para falar no blog, no twitter, facebook, myspace, orkut, friendster, hi5, fotopic ou em qualquer outro canto.
Quis passar por um período de análise, de olhar para mim, meus defeitos, falhas e bons atributos e TENTAR me entender melhor.
Foi ótimo. Fiz todas as reflexões possíveis no tempo, quis mudar, quis me fortalecer. Também quis chorar, e muito. Quis ficar encostadinha no meu canto, quase cheguei a peidr colo.
Mas agora estou de volta, com a corda toda. Muito a fim de viver a vida que planejo. E compartilha-la com muita gente.
E para aqueles que estao nessa fase de fechado para balanço, força aí. Todos precisamos passar por isso de tempos em tempos.
Saturday, March 14, 2009
A vida e o amor
Com o passar do tempo descobri que quando se trata de conselhos afetivos, as pessoas não necessariamente gostam da honestidade - seja quem está dando ou quem está recebendo os conselhos. Tome o meu caso por exemplo, com o D.P., poucas pessoas falaram que ele era um idiota, desnecessário e com zero de compatibilidade comigo. Mas quem quer dizer isso a alguém apaixonado? Eu certamente não queria ouvir, afinal ele seria o homem da minha vida.
Mal sabia eu que depois surgiram outros homens, do mês, do ano, do semestre, e da vida. Nenhum "vingou", como a sabedoria popular diz sobre plantas. E agora que estou há algum tempo distante desse mundo de romance, sexo e sedução, tendo a ser mais fria e objetiva quando me perguntam sobre os temas do coração.
Na sexta, boa parte da discussão do happy hour foi, obviamente, sobre relações afetivas, como tais pessoas não dariam certo, como fulana está apaixonada pelo Joãozinho Sem-Vergonha. E por aí vai. Pois bem, ontem tive a oportunidade de praticar algumas das minhas filosofias, em voz alta, para calorosa recepção e até choque dos interlocutores.
Reforcei minha teoria sobre mulheres (e homens) totalmente desapegadas de sentimentos, e com que - novo termo aprendido ontem - fazem milhagem. Sobre relacionamentos bumerange.
Será que o que fiz naquela vez para provar que a pessoa poderia confiar em mim foi tão chocante assim? Tão inesperado, não apenas pela situação, mas porque tal atitudade foi tomada por mim? Adoraria ter um dia que saisse do meu corpo e observasse, de outro ponto de vista, como sou.
Sempre me considerei uma pessoa óbvia, sem graça mesmo, talvez piadista até certo ponto para evitar outros tipos de comentário, boa gente, fiel as amizades. Camaleônica no que se trata de gostos e de desejos, mutante no humor e fixa com algumas idéias, boas e ruins.
Agora pergunto. Será que sou assim? E que tipo de amor isso me traz?
Tuesday, March 10, 2009
Homem fortaleza
Enquanto muitos discutem se o Obama está ficando grisalho de preocupação ou se isso não passa de uma jogada (e visual) de marketing, prefiro comentar sobre suas ações. Não sou leitora de Caras.
Por um tempo torci pela vitória do McCain por motivos escusos (no comments....) e por achar que uma continuidade na linha administrativa do governo americano permitiria uma retirada mais veloz das tropas americanas do Iraque e Afeganistão. Afinal, o que seria da opinião pública se um novo presidente, negro, filho de muculmano, jovem e viciado em tecnologia como plataforma de democratização do acesso das informações, tomasse uma decisão tão esperada por muitos e sem propósito por outros?
Mas não é o que o homem fez? Ele deu data e tudo. Pode ter sido coragem pura. Pode ter sido muito motivado pela crise (e que crise!). Pode ter sido motivado pela inexistência das armas de destruição em massa e da queda do valor do barril do petróleo. Vai saber.....
Outro tema comovente e polêmico é a famosa utilização de células tronco embrionárias por pesquisas científicas. São esses mini babies em formato celular que estão "dando a vida" em nome da ciência. São essas apenas células humanas, quase arranjadas em uma linha sequencial, que podem se tornar (ojala!!) o que a ciência apontar. Novos órgãos, novos tecidos, etc?
Tantas indagações fizeram o governo anterior vetar qualquer tipo de estudo ou de inciativa financiada. Mas o que? Quantos meses de governo e o rapaz, negro, filho de muculmano, jovem e viciado em tecnologia como plataforma de democratização do acesso das informações, revogou tal decisão.
Cientistas ganharam a liberdade (ojalá que com conduta mais do que ética e comprometida) para conduzir estudos que podem reverter doenças avassaladoras aos adoentados e suas famílias. E quem sabe se esse é o caminho da ciência para a próxima década?
Sem dúvida, Obama é um homem fortaleza. Vai sofrer impactos, agressões, vão tentar pilhar e derrubar sua construção. Vai ficar grisalho, seja cosmeticamente ou por motivos de estresse puro. E continuará, seja por isso ou por outras polêmcias, discutíveis e honradas decisões que tomará durante a sua gestão.
Por um tempo torci pela vitória do McCain por motivos escusos (no comments....) e por achar que uma continuidade na linha administrativa do governo americano permitiria uma retirada mais veloz das tropas americanas do Iraque e Afeganistão. Afinal, o que seria da opinião pública se um novo presidente, negro, filho de muculmano, jovem e viciado em tecnologia como plataforma de democratização do acesso das informações, tomasse uma decisão tão esperada por muitos e sem propósito por outros?
Mas não é o que o homem fez? Ele deu data e tudo. Pode ter sido coragem pura. Pode ter sido muito motivado pela crise (e que crise!). Pode ter sido motivado pela inexistência das armas de destruição em massa e da queda do valor do barril do petróleo. Vai saber.....
Outro tema comovente e polêmico é a famosa utilização de células tronco embrionárias por pesquisas científicas. São esses mini babies em formato celular que estão "dando a vida" em nome da ciência. São essas apenas células humanas, quase arranjadas em uma linha sequencial, que podem se tornar (ojala!!) o que a ciência apontar. Novos órgãos, novos tecidos, etc?
Tantas indagações fizeram o governo anterior vetar qualquer tipo de estudo ou de inciativa financiada. Mas o que? Quantos meses de governo e o rapaz, negro, filho de muculmano, jovem e viciado em tecnologia como plataforma de democratização do acesso das informações, revogou tal decisão.
Cientistas ganharam a liberdade (ojalá que com conduta mais do que ética e comprometida) para conduzir estudos que podem reverter doenças avassaladoras aos adoentados e suas famílias. E quem sabe se esse é o caminho da ciência para a próxima década?
Sem dúvida, Obama é um homem fortaleza. Vai sofrer impactos, agressões, vão tentar pilhar e derrubar sua construção. Vai ficar grisalho, seja cosmeticamente ou por motivos de estresse puro. E continuará, seja por isso ou por outras polêmcias, discutíveis e honradas decisões que tomará durante a sua gestão.
Momentos do dia - parte 1
E aquelas meias creme, surradas, que deslizavam de suas finas canelas estavam irritando a minha visão. Não conseguia fixar meu foco na importância da discussão envolvida enquanto aquela imagem estava presa no meu campo ocular.
Me mexi na cadeira. Virei meus olhos, comecei a rabiscar meu bloquinho de notas. Respirei fundo. Mas não consegui. Aquela canela tobogã de meias sintéticas de cores coxinhas virou uma fixação.
Começou uma negociação interna entre questionar abertamente a decisão pelo modelito, pelo tipo da meia sintética, com cara de material barato, ou talvez presente de tia, ou me segurar e conter um "grito de liberdade intelectual" ao me revoltar com a cena. Sei lá, pedir para se mexer na mesa, manter uma postura mais correta a fim de evitar a contaminação dos meus olhos por tal imagem.
Minutos que pareciam horas me consumiram. Ainda bem que não sou Hamlet discutindo minha existência.
Me mexi na cadeira. Virei meus olhos, comecei a rabiscar meu bloquinho de notas. Respirei fundo. Mas não consegui. Aquela canela tobogã de meias sintéticas de cores coxinhas virou uma fixação.
Começou uma negociação interna entre questionar abertamente a decisão pelo modelito, pelo tipo da meia sintética, com cara de material barato, ou talvez presente de tia, ou me segurar e conter um "grito de liberdade intelectual" ao me revoltar com a cena. Sei lá, pedir para se mexer na mesa, manter uma postura mais correta a fim de evitar a contaminação dos meus olhos por tal imagem.
Minutos que pareciam horas me consumiram. Ainda bem que não sou Hamlet discutindo minha existência.
Sunday, March 08, 2009
Mundo fast food
Estamos acostumados ao mundo imediato, em que tudo acontece rapidamente, a agilidade é a regra do jogo. Relacionamento relâmpagos, praça de alimentação com comida gosmenta semi pronta, internet banda larga, duas simples trocas de SMS e um programa agendado. Carros velozes, músicas comerciais que vem e vão. Pipoca que ficam prontas em minutos, quase tudo vai pro microondas. Banhos rápidos (e ecológicos), fast trainning na academia. Tudo para otimizar o tempo. Saber fazer valer os minutos do nosso dia.
Tudo é fast food. Vivemos em um mundo de consumo imediato. Para o bem e para o mal.
Sabemos que podemos ter quase tudo de imediato. Esfiha que se não chega em 28 minutos, é de graça. Pizzas em trinta minutos, ou grátis.
O imediatismo também chegou às relações. Podemos ter alguém por alguns minutos e algumas horas. E crise de consciência? Para que? Se tiver, rapidinho passa. Pedidos de desculpas, discussões de relacionamento instantâneas - viva a tecnologia. Mandar fotos e videos para o outro lado do mundo, a clique de um ou dois botões. E lá você está. Até a literatura ficou - senão minimalista - instantânea. Histórias curtas, bem curtas, de 50 palavras. Leu. Acabou.
Queremos remédio de ação imediata. Emagrecer da noite para o dia, ficar sarada e durinha em algumas semanas, tomar uma pílula para fazer passar a dor mais rápido. Seja ela física ou emocional.
Queremos acabar a faculdade rapidamente, arranjar um emprego logo, emendar uma promoção na sequencia, sem perder tempo, alcançar o sucesso profissional, conciliando com isso a família perfeita, o relacionamento que começou instantâneo, mas vingou para valer, aquela amizade que do corredor ou do elevador, imediata, pode te render uma madrinha de casamento, ou do batizado do filho. E para as menos românticas.... aquela parceira para as aventuras de explorar o mundo. Planeta. Países. Vizinhos.
E esse imediatismo, também midiático, nos faz esquecer, tão rapido quanto nos revoltou, aquelas situações horrorosas, aquela violência gratuita, barata, desnecessária e perigosa que temos nas grandes e pequenas cidades. Bandidos, pé de chinelo ou chefões com armas mais poderosas que o exército israelense, matam pessoas, as atiram de precipícios, estupram, ateiam fogo. Para ter, também de imediato, um novo bem material, para si ou para revenda. Instantânea, em troca de mais drogas, de outras armas, de mais veloz ascenção social. Padrastos, pais, tios, avos,vizinhos e desconhecidos que violentam adultos e crianças, aquela miseria que pune, que condena, que envenena.
Há quem diga que o mundo deve ir mais devagar, adotar o movimento slow food, slow living, slow dating, slow writing. Tudo com mais calma, para apreciar melhor a familia, os momentos, os amigos, as dádivas recebidads, reconhecer porque tomou aquelas pauladas... com calma. Digestivo. Apreciativo. Divino. Devagar.
Já outra corrente prega o desapego. O desprendimento do material, do possessivo, da comparação com o vizinho. Para não ter que acelerar ainda mais e cobiçar aquele corpo novo e sarado, aquela roupa nova que acabou de descer do desfile de moda da estação, do novo namorado da amiga, do novo celular faz tudo.
Não sou contra nada disso. Nem de ir rápido e querer mais e mais. Muito menos de pedir para irmos mais devagar, sem tantas necessidades. Sou mais complicada. Quero tentar me encaixar nesse mundo... ora rápido, ora devagar. Em que me perco e me acho, com tremenda agilidade.
Em que me questiono porque tão rapidamente me autosaboto, porque demoro para correr riscos, como me apaixonar novamente. Porque demoro para crescer. Porque nasci prematura. Porque tento ser quatro em um, para dar conta de tudo e de todos. Porque não tenho tempo para falar com a familia? Porque como tão rapidamente, mesmo quando tenho tempo. Porque não gosto de andar na esteira e sim correr. Estaria perdendo tempo ou peso?
E de imediato, termino o post. Já pensando no próximo.
Subscribe to:
Posts (Atom)
